sábado, 7 de dezembro de 2013

A Maldição do Tigre (resenha)

A Maldição do Tigre
Autoria: Colleen Houck
Edição: Arqueiro.
Nota: 1 estrela.
Sinopse: Kelsey Hayes perdeu os pais recentemente e precisa arranjar um emprego para custear a faculdade. Contratada por um circo, ela é arrebatada pela principal atração: um lindo tigre branco. Kelsey sente uma forte conexão com o misterioso animal de olhos azuis e, tocada por sua solidão, passa a maior parte do seu tempo livre ao lado dele. O que a jovem órfã ainda não sabe é que seu tigre Ren é na verdade Alagan Dhiren Rajaram, um príncipe indiano que foi amaldiçoado por um mago há mais de 300 anos, e que ela pode ser a única pessoa capaz de ajudá-lo a quebrar esse feitiço. Determinada a devolver a Ren sua humanidade, Kelsey embarca em uma perigosa jornada pela Índia, onde enfrenta forças sombrias, criaturas imortais e mundos místicos, tentando decifrar uma antiga profecia. Ao mesmo tempo, se apaixona perdidamente tanto pelo tigre quanto pelo homem.

Avaliação: Antes de tudo, quero dizer que sou fã da editora Arqueiro. É minha editora favorita e geralmente gosto de todas as suas publicações. Porém, tenho uma opinião bem diferente com relação à Maldição do Tigre. Não entendo esse alvoroço todo em torno desse livro. Eu esperava mais, bem mais. E olha que eu nem criei expectativas, por não ser exatamente meu gênero de leitura. Mesmo assim, me decepcionei. A capa é magnífica! A premissa é interessantíssima. É o tipo de livro que tem tudo para fazer você querer comprar e amar. Além do mais, muitas pessoas fizeram uma propaganda incrível da história. Ou seja, eu esperava que pelo menos fosse me divertir. Só que não foi bem isso que aconteceu.

Kelsey perdeu os pais há dois anos e mora com seus pais adotivos. Vivem harmoniosamente e embora sinta falta dos pais biológicos, ela não vive sofrendo pelos cantos. No mais, ela vive uma vida absolutamente normal. No verão, ela resolve procurar um emprego e acaba sendo contratada por um pequeno circo. É nesse circo onde ela conhece o magnífico tigre Dhiren. Não demora muito e ela se afeiçoa a ele e ele a ela. Nota-se pelo comportamento dele, sempre afável e dócil com a garota.

Certo dia aparece um senhor querendo comprar o tigre, leva-lo de volta para a Índia. Kelsey, por estar muito familiarizada com o tigre e suas necessidades, é convidada a acompanha-lo até seu destino. A garota vai e ao chegarem à Índia, a verdadeira aventura começa. Ela descobre sobre a maldição e que o tigre é na verdade um príncipe e que todo dia, Ren (apelido de Dhiren) pode ficar sob a forma humana por 24 minutos.

Por mais que eu não tenha gostado de A Maldição do Tigre, eu admito que todo capítulo teve uma aventura nova por conta dos testes que Kelsey e Ren tinham que enfrentar para quebrar a maldição. Lá no fundo, eu entendo o motivo de tantas pessoas amarem esse livro. Um dos pontos positivos e que eu tiro o chapéu para a autora, é o fato de abordar os mitos hindus, a cultura da Índia e tudo mais. Foi bem original da parte dela e acredito que ela soube fazer isso de forma excepcional. Além de ter uma linguagem rápida e que suspeito ter fluído para muitas pessoas. Menos pra mim.

Eu não tenho problemas em ler algo num ritmo mais lento, mais detalhado. Há histórias que se encaixam perfeitamente em ritmos lentos. Outras que pedem uma agilidade. A Maldição do Tigre tinha essa agilidade, mas isso me incomodou. Achei tudo rápido demais e metódico demais. Era como se as coisas fluíssem de forma sistemática e sem emoção. Como era narrado em primeira pessoa, acho que a Kelsey podia ter passado mais sentimento. Era um livro que tinha uma história maravilhosa em potencial, mas que pecou em emoção. Eu me senti lendo um livro em terceira pessoa mal escrito.

“Ele provavelmente se apaixonaria por qualquer garota que estivesse destinada a salvá-lo. Além disso, um cara como ele jamais se sentiria atraído por alguém como eu. Ren era como o Super-Homem e eu tinha que admitir que não era nenhuma Lois Lane. Quando a maldição estiver quebrada, ele provavelmente vai querer namorar top models. E tem mais: eu sou a primeira garota por perto em mais de 300 anos – e, embora a linha do tempo seja um pouquinho diferente, ele é o primeiro homem por quem já senti alguma coisa. Se eu alimentar a ilusão de ficar com ele para sempre depois que isso tiver acabado, com certeza vou quebrar a cara.”

E para não dizer que a protagonista não tentava se expressar, ela bem que tentava. Mas quando o fazia, passava uma impressão de infantilidade. Se me pedissem para defini-la em uma palavra, seria essa; infantil. Por mais que a autora a descrevesse como forte, corajosa, esperta e muitas outras coisas, eu não conseguia enxergar nada disso nela. Parecia tudo muito forçado. Tudo na Kelsey me parecia forçado! A garota tem dezoito anos, mas age e sente de forma tão adolescente. Pra fechar com chave de ouro meu desprezo completo por ela, nos últimos capítulos ela ainda tem uma crise de inferioridade.

Quanto aos outros personagens, eu não me afeiçoei a nenhum. A maioria dos personagens eram bonzinhos, simpáticos e com personalidades muito parecidas. Ou seja, eram tediosos.  

Acredito que o grande problema estava na escrita da autora, na sua forma de narrar uma história. Nada me prendeu a atenção. O que é uma pena, pois tinha potencial.

No mais, a capa é maravilhosa, como já citei no inicio. A diagramação está muito bem feita (que eu lembre) e as folhas são boas de ler.


Não digo que não recomendo, pois gosto é gosto. Mas digo que foi um dos livros mais chatos que li na vida.

Por: Mar

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Kuroshitsuji (resenha)

Kuroshitsuji
Autor (Mangá): Yana Toboso
Direção (Anime): Shinohara Toshiya
Nota: 5 estrelas
Sinopse: Numa mansão nos arredores de Londres, na era Vitoriana, o mordomo demônio Sebastian Michaelis serve Ciel Phantomhive, de doze anos de idade, o cabeça de uma família nobre inglesa e de um império de brinquedos e doces, que atua diretamente com a rainha. Sebastian realiza todas as tarefas exigidas por seu mestre, solucionando problemas que importunam a Inglaterra com facilidade e perfeição, sejam eles sobrenaturais ou não.

Avaliação: É um anime curto e possui 2 temporadas, cerca de 36 episódios ao todo mais uns 7 OVA's (Original Video Animation. Geralmente são spin-offs, e não possuem relevância significativa com a série principal).

No início, logo no primeiro episódio, você irá se deparar com Ciel Phantomhive, Sebastian Michaelis, Bard, Finian, Meirin e Tanaka.

Ciel é um jovem de apenas 12 anos, que sofreu muito e carrega uma carga grande demais para alguém de sua idade. Seus pais morreram quando tinha apenas 10 anos de idade e após isso teve que assumir os negócios da família e seu papel como nobre inglês. Parece muito estranho falar que um garotinho é dono de uma grande empresa de brinquedos e doces como também é dono de seu próprio nariz, mas naquele tempo durante o reinado da Rainha Vitória as coisas eram bem diferentes.

"Esse anel tem visto a morte de seu mestre muitas vezes. A do meu avô, do meu pai, e sem falhar, este anel irá testemunhar minha morte também." Ciel Phantomhive

Seu anel é muito importante, diz para todos e para si mesmo quem é e o que deve fazer. Seguir os passos dos antepassados, ser uma extensão deles.

Sebastian é seu mordomo e o serve com total lealdade, pois é um demônio e entre eles há um contrato, as marcas estão em uma das mãos dele e em um olho de Ciel. Eu AMO Sebastian!!! Sua frase para tudo é ''yes, my lord''. Ele é muito calmo, elegante, obediente, majestoso, e tudo o que faz não é menos que perfeito.

"Como mordomo da família Phantomhive, como não poderia fazer algo tão simples? " Sebastian Michaelis



Esse ''algo tão simples'' costuma não ser tão simples, mas feito por Sebastian, parece a coisa mais simples do mundo. E é muito modesto.

''Sou apenas um simples mordomo.'' Sebastian Michaelis

Bard, Finian, Meirin e Tanaka são os serventes da mansão Phantomhive. Bard é o cozinheiro que costuma queimar e explodir as comidas. Finny é o jardineiro e tem uma força descomunal não sabendo controlá-la direito. Meirin é a empregada e não enxerga um palmo a frente do nariz, fato que lhe faz quebrar tudo o que toca, pois vive caindo no chão e tropeçando nas coisas. Tanaka é o antigo mordomo, o único da mansão que conheceu Ciel antes da morte dos pais.


Às vezes, principalmente no início, vocês podem achar, como eu, o anime sem pé nem cabeça, mas depois que se acostuma, percebe que é muito divertido, engraçado e tem uma ótima história.

Kuroshitsuji nos leva para Londres na era Vitoriana e passamos a conhecer um pouco de seus costumes e tradições.

Ciel Phantomhive muitas vezes é chamado de cachorro da rainha, pois trabalha para ela e é extremamente leal. Age como um adulto apesar da idade, mas é possível ver de vez em quando seu lado infantil. É muito triste um garoto de apenas 12 anos agindo como um adulto, com todas as responsabilidades de um. Depois da morte dos pais, mudou completamente. O sorriso, a alegria e a infância se foram com a idade de 10 anos. Tenho pena de Ciel. É muito solitário e carente.

"Phantomhive é uma sombra, um fantasma que existe unicamente para obliterar os sofrimentos de sua majestade, a rainha. Pisando em seu covil, e você nunca pode esperar retornar à luz." Ciel Phantomhive

''Há muito tempo eu esqueci... como sorrir... alegremente.'' Ciel Phantomhive

Todo episódio acontece algo novo, pois como serve à rainha e tem seus próprios assuntos para resolver, não nos faltam mistérios. Às vezes são meio macabros, como o episódio inspirado no Jack, o estripador e às vezes são fofos, como o do seu aniversário. O motivo do contrato com Sebastian é vingar a morte dos pais em troca de sua alma. Então há essa busca por vingança, como também muitos outros elementos que comentei anteriormente.

"Lastimando cheio de tristeza e dor... o que virá disso? Mesmo os mortos podem fazer isso. No entanto... eu vou viver e me levantar com as minhas próprias pernas. Se vamos morrer um dia, não seria melhor não termos arrependimentos? Não estou a dizer que a vingança para os antecessores é uma coisa admirável. Este é apenas um passatempo meu. É um jogo que poderia ser ganho por qualquer um... esses caras, ou eu como conde de Phantomhive. Apesar de eu ter sido colocado num abismo de desespero, um lugar semelhante ao inferno... uma chance tão fina quanto um fio de teia de aranha me foi oferecida para que eu pudesse rastejar para fora. Eu decidi não desistir e alcançá-lá. Nós humanos temos essa força. Embora... agarrar-lá ou não cabe a cada pessoa." Ciel Phantomhive

Outros personagens que vão adorar são Elizabeth ou Lizzie, noiva de Ciel (lembrem-se em que tempo se passa o anime, pois naquele tempo os casamentos nobres eram, muitas vezes, acertados quando crianças pelos pais), são amigos de infância e diferente de outros nobres que tiveram casamentos arranjados, Lizzie ama seu noivo e só quer vê-lo feliz. E Grell Sutcliff, shinigami que tem uma quedinha pelo Sebastian e nos rende boas gargalhadas.

Amo este anime, espero que se interessem por ver também. Garanto que não se arrependerão, pois nele não falta aventura e há comédia, fofura e diversão na pitada certa. Se apaixonarão por todos os personagens, pela triste história de Ciel Phantomhive e suas aventuras relacionadas com o sobrenatural.

Uma advertência: Kuroshitsuji pode dar fome.


Infelizmente, está em inglês e eu não sei alterar vídeos e por uma legenda em português aí, mas eu fiz a tradução. E o vídeo é muito legal, dá para perceber a emoção de Kuroshitsuji.

Sebastian: Uma vez que se tenha rejeitado a fé,
... é impossível para ele
... passar através pelos portões do Paraíso.
É o seu desejo firmar este contrato?
Ciel: Basta! Firme este contrato e garanta meu desejo!
Elizabeth: O Ciel que finalmente voltou para a mansão, perdeu seu sorriso.
Madame Red: Ciel!
Ele trouxe consigo um mordomo vestido de preto.
Ciel: Algo uma vez perdido nunca voltará.
Sebastian: É natural para alguém que serve aos Phantomhive ser capaz de fazer isso.
Eu sou um demônio e um mordomo, afinal.
Ciel: Desde aquele dia, meu aniversário, minha vida mudou.
Elizabeth: Por que você está ficando tão zangado?
Ciel: Vamos acabar com este jogo ridículo.
Sebastian: Através de sacrifícios e desejos, eu acato o contrato e fico ligado a meu mestre.
Pela chave do contrato que meu jovem mestre detém, eu sou seu cão leal.
Madame Red: Você nunca deveria ter nascido!
Sebastian: Jovem mestre!
Ciel: O chefe da casa Phantomhive... SOU EU! 

Assistir online:
http://www.anitube.se/search/?search_id=kuroshitsuji

Baixar:
http://www.hyuugadownloads.com.br/busca&q=kuroshitsuji

1 temporada
http://www.hinata.xpg.com.br/paginas/index2.php?page=caio/kuroshitsuji.html
http://www.sakuraanimes.com/episodioslegendados2/440-kuroshitsuji-ova
http://www.anbient.net/tv/kuroshitsuji

2 temporada
http://www.onlyanimesdownloads.net/downloads/categoria/2327/kuroshitsuji-ii
http://www.sakuraanimes.com/episodioslegendados2/227-kuroshitsuji-2o-temporada

Por: Mel

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Death Note (Resenha)

Death Note
Autor (Mangá): Tsugumi Ohba
Ilustrador (Mangá): Takeshi Obata
Direção (Anime): Tetsurō Araki
Nota: 5 estrelas
Sinopse: Raito Yagami é o melhor estudante do Japão. Um dia, sua vida sofre uma mudança radical, quando ele entediado, encontra um estranho caderno sobrenatural chamado "Death Note", caído no chão. Atrás do caderno havia instruções sobre sua utilização, onde dizia que se escrevesse o nome de uma pessoa e visualizasse mentalmente o rosto desta, ela morreria de um ataque cardíaco. No início, Raito desconfiava da autenticidade do caderno, mas depois de testá-lo em duas ocasiões, ele percebe que seu poder era verdadeiro. Depois de cinco dias, ele é visitado pelo verdadeiro proprietário do Death Note, um shinigami chamado Ryuuku, que conta que ele tinha deixado cair o caderno na Terra porque estava entediado, e Raito, então, lhe diz que o seu objetivo era matar todos os criminosos, a fim de purificar o mundo do mal e tornar-se o "deus do novo mundo". Mais tarde, o número de mortes inexplicáveis dos criminosos chama a atenção do FBI e de um famoso detetive particular conhecido como "L". L deduz rapidamente que o assassino em série — apelidado pelo público como "Kira" (derivado da pronúncia típica japonesa da palavra inglesa "killer",  "assassino") — estava no Japão. Também percebe que Kira poderia matar pessoas sem a necessidade de colocar um dedo nelas. Raito descobre que L será um de seus maiores rivais, e começará um jogo psicológico entre eles.

Avaliação: Um dia de tédio por parte de um adolescente e um shinigami (Deus da morte) marca o início de uma história sensacional e envolvente.

Raito tem uma inteligência, um sentido de justiça e uma sagacidade fora do comum. Quando encontra o caderno da morte (Death Note) começa a ''limpar'' o mundo. Assassinos, estupradores, pedófilos, ladrões e qualquer outro tipo de criminoso conhecido tem seu nome escrito no caderno.

A grande quantidade de mortes dos criminosos e sua principal causa, ataque cardíaco (ver vídeo), chama a atenção das autoridades. O melhor e mais famoso detetive é designado para desvendar o mistério dos ataques cardíacos e a identidade do novo serial killer. Ninguém sabe seu nome, ninguém sabe sobre seu passado, só sabem que atende por L.

Raito Yagami deixou que o poder lhe subisse a cabeça e em pouco tempo com o caderno já sonhava em ser o Deus de um Novo Mundo. Seu egocentrismo e sua loucura foram, de certa forma, atraentes.

Logo, L (o detetive) e Raito (ou Kira, como é chamado pelo mundo) se encontram num jogo onde um quer desmascarar Kira e o outro resguardar. É emocionante! Os dois tem uma inteligência elevadíssima e a batalha a tem como sua principal base.

Não tem como escolher um lado, eu não consegui torcer apenas para L ou para Kira. Amei os dois, o Ryuuku (shinigami que deixou cair o Death Note na Terra), a Misa (namorada do Raito), Watari (assistente de L) e Rem (shinigami que deu um Death Note para Misa). Depois aparecem mais 2 personagens que eu gosto, mas não tanto quanto L. Eles são Melo e Near. São de fundamental importância no anime, mas o aparecimento deles me trouxe uma grande tristeza e aflição, quem assistir irá entender o porquê.


É um anime cheio de emoção, está sempre acontecendo coisas novas. Também não é nada clichê, pois não é comum algo onde o personagem principal é, do começo ao fim, o ''vilão''. ''Vilão'', entre aspas, pois no fundo, nosso Kira só queria um mundo sem crimes. Quem nunca sonhou em poder sair à rua a qualquer hora do dia e não ter que ter nenhuma preocupação, pois não iria ter nenhum criminoso?

Quem nunca sonhou com um mundo cheio de pessoas honestas e boas?

Quem nunca sonhou com este Novo Mundo?

Como não torcer por um personagem que tem como objetivo criar este Novo Mundo?

Muito difícil, certo?

O problema é: é errado matar pessoas. Raito escrevia nomes de criminosos no caderno, os matando, transformando o próprio Raito em um assassino.

Então, como não torcer por L? Que só está fazendo o que é certo, querendo pegar e prender um serial killer?

Seu coração, assim como o meu, ficará bem indeciso sobre que lado escolher.



Recomendo o anime e a seguir segue links para baixar e assistir online:

Assistir online: 
http://www.anitube.se/search/?search_id=death+note

Baixar:
http://www.rpds-download.net/death-note-completo-dual-audio-hdtv-720p/
https://mega.co.nz/#F!cBQwgKZb!LbzX2zXB-phGbBqFZ6pgNA

Por: Mel

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Um dia (resenha)

Um dia
Autoria: David Nicholls
Edição: Intrínseca
Nota: 5 estrelas
Sinopse: Dexter Mayhew e Emma Morley se conheceram em 1988. Ambos sabem que no dia seguinte, após a formatura na universidade, deverão trilhar caminhos diferentes. Mas, depois de apenas um dia juntos, não conseguem parar de pensar um no outro.

Os anos se passam e Dex e Em levam vidas isoladas - vidas muito diferentes daquelas que eles sonhavam ter. Porém, incapazes de esquecer o sentimento muito especial que os arrebatou naquela primeira noite, surge uma extraordinária relação entre os dois.

Ao longo dos vinte anos seguintes, flashes do relacionamento deles são narrados, um por ano, todos no mesmo dia: 15 de julho. Dexter e Emma enfrentam disputas e brigas, esperanças e oportunidades perdidas, risos e lágrimas. E, conforme o verdadeiro significado desse dia crucial é desvendado, eles precisam acertar contas com a essência do amor e da própria vida.


Avaliação: Honestamente, não sei nem por onde começar a resenha.  Mas creio que a melhor forma é dizendo: Dex e Em. Em e Dex. Eles se conhecem no fim da década de oitenta, quando ambos se formam na faculdade. Ela é a nerd e com a autoestima baixa e ele o garotão farrista, de boa família e com autoestima de sobra. Enquanto ela sabe o que quer ser da vida, ele não faz a menor ideia. Eles conversam bastante no dia em que se conhecem e depois, mesmo seguindo rumos diferentes, a comunicação continua por cartas. E dessa forma, surge uma das amizades mais lindas que eu já li.

Cada capítulo do livro corresponde a um ano que se passou desde o dia que Dexter e Emma se conheceram. Antes de ler, eu pensava que os capítulos mostravam a vida dos dois juntos durante os vinte anos que sucedem ao dia a formatura. Porque eu acreditava, como muitos acreditam, que o livro se tratasse de uma história de amor. Só que eu estava muito enganada. É bem mais do que isso.


Creio que as pessoas estão muito presas ao tipo de enredo onde tudo acontece muito rápido. Onde o amor simplesmente surge e um não vive sem o outro. Talvez por conta disso, há quem nem sequer tenha finalizado Um Dia.

Emma e Dexter se conhecem e seguem suas vidas. Dexter vai conhecer o mundo e Emma vai atrás do seu sonho, trabalhar, encarar a vida real e tentar ser uma escritora. Começa desse ponto o grande diferencial do livro. Eles não permanecem juntos. Eles são independentes. Não há nada de patológico ou exagerado na relação dos dois.

Ele parece ter a vida ganha, enquanto ela precisa ganhar a vida.

Sei que a impressão que dá é que você irá ler sobre aquela velha história de opostos que se atraem, passam por dificuldades, mas no final ficam juntos. Só que não é nada disso. O que você de fato irá ler, é sobre duas pessoas que crescem, erram, acertam e amadurecem. Duas pessoas, não um casal.

Dexter e Emma vivem altos e baixos separadamente. No melhor e no pior, um sempre pode contar com o outro. É em Emma que Dexter pensa quando a vida vai mal e quando vai bem. O fato de o autor ter separado os capítulos da forma como expliquei ali em cima, faz com que o leitor possa perceber nitidamente as mudanças dos dois protagonistas. Nós observamos Dexter ir do topo ao fundo do poço e em como essas mudanças afetam o nosso protagonista masculino que no inicio era um riquinho apresentador de um programa, e depois o homem que vai sendo esquecido pela mídia e pelas amizades fúteis. E claro, temos também o homem que ele se tornou após 20 anos. Enquanto ele passa por tudo isso, Emma vive uma vida medíocre, com trabalhos medíocres e relacionamentos que você não entende como ela consegue sustentar. Dexter começa sua vida do topo esperando continuar no topo, mas que acaba sofrendo um declínio imenso pra ele conseguir se reerguer aos poucos. Em contrapartida, Emma começa sua vida do nada e aos poucos, pedra por pedra, constrói tudo que sempre sonhou. Mesmo começando de lugares opostos, ambos vivem uma montanha russa até chegar aos 40 e poucos anos, que é quando a leitura chega ao fim. E ao longo desses vinte anos, a relação dos dois também sofre altos e baixos. Há épocas em que são melhores amigos, outras em que nem se falam.


Emma Morley é uma das protagonistas que eu mais amei, perdendo, talvez, apenas para Scarlett O’Hara (... E o vento levou). Por mais que ela tivesse milhões de defeitos que eu costumo abominar numa mulher, o autor conseguiu captar os sonhos e inseguranças femininas de uma maneira singular, sem tornar a personagem irritante. Eu, que me vejo tão diferente da Emma, ainda assim me identifiquei com ela.
Dexter Mayhew era no inicio o tipo de homem que te dá nos nervos. Sua autoconfiança o tornava narcisista, egocêntrico, metido e milhões de outros adjetivos. Ele era um completo babaca em várias situações e durante vários anos. Precisou levar muita queda na vida pra se tornar um homem merecedor do amor de Emma. Mas eu confesso que mesmo nas piores fases dele, o cara ainda conseguia ser apaixonante.

“Acho que você tem medo de ser feliz, Emma. Parece que pensa que o caminho natural das coisas na sua vida é ser triste, sombria e macambúzia, e odiar seu emprego, odiar o lugar onde mora e não ter sucesso nem dinheiro, e Deus a livre de um namorado (e uma pequena digressão aqui: esse negócio de não se achar bonita está ficando meio chato). Na verdade vou mais longe: acho que você gosta de se sentir frustrada e ter menos do que queria ter, porque isso é mais fácil, não é? O fracasso e a infelicidade são mais fáceis, porque você pode fazer piada com isso.”

Talvez eu tenha amado tanto por ter me visto na Emma. Acho quase impossível alguém que não se identifique com Em e Dex. Como eu disse no inicio da resenha, é mais do que uma história de amor. É sobre sonhos, relacionamentos, esperanças, decepções, erros e acertos. Quem não pensa, aos 20 anos, que vai terminar a faculdade dos seus sonhos, arranjar um emprego, ganhar dinheiro, casar, ter filhos, netos, bisnetos e morrer em paz? E quem não chegou aos 40 anos e descobriu que sua vida foi totalmente diferente daquela que você tinha planejado? Que você se apaixonou quando não era pra se apaixonar e teve filhos na hora errada e o dinheiro faltou e o emprego está longe de ser o dos seus sonhos. Muitas coisas acontecem diferentes do planejado e muitas coisas não acontecem. Há quem tenha tido uma vida melhor do que a que esperou ter e outras que se decepcionaram. Um Dia retrata a realidade de muita gente na pele dos dois protagonistas. E o romance? É lindo, é fofo e eu amei, justamente por ser bem realista. Por não ser meloso, por Emma não ser histérica, por Dexter que mesmo sendo otário e cheio de defeitos, ainda conseguir ser cativante. Mas amei, principalmente, por ser um amor bem construído, por ter uma base sólida na amizade e companheirismo.

“— Dexter, eu te amo muito. Muito, muito, e provavelmente sempre amarei. — Os lábios dela encostaram no rosto dele. — Só que eu não gosto mais de você. Sinto muito."

O livro é narrado em terceira pessoa e não é aquele tipo de leitura que vai te prender facilmente, porque o ritmo do autor é mais lento. Creio que isso influencie algumas pessoas a desistirem, mas não desistam! O melhor é a mensagem. Não foquem tanto no romance. É uma história de amor com muito mais a dizer do que simplesmente falar de amor.

Quase esqueço de comentar sobre a adaptação cinematográfica. Como fã de filmes de romance, água com açúcar e comedias românticas, é lógico que eu amei o filme, principalmente por ser fiel.


Sobre a diagramação, achei tudo perfeito.


Portanto, eu recomendo muito! 

Por: Mar

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Deslembrança (resenha)

Deslembrança
Autoria: Cat Patrick
Edição: Intrínseca
Nota: 5 estrelas
Sinopse: Toda noite, quando London Lane recosta a cabeça no travesseiro e dorme, cada mínimo detalhe do dia que viveu desaparece de sua memória. Pela manhã, restam-lhe apenas lembranças do futuro: pessoas e acontecimentos que ainda estão por vir. Para conseguir manter uma rotina minimamente normal, London escreve bilhetes para si própria e recorre à sempre fiel melhor amiga. Já acostumada a tudo isso, ela tenta encarar a perda de memória mais como uma fatalidade que como uma limitação. Mas, quando imagens perturbadoras começam a surgir em suas lembranças e London precisa, de algum modo, escapar delas, fica claro que para entender o presente e o futuro ela terá que decifrar o que ficou esquecido no passado.


Contracapa: PASSADO.

PRESENTE.

FUTURO.

O QUE É MAIS IMPORTANTE?

''Eu me lembro do que ainda vai acontecer.

Lembro o futuro, mas esqueço o que já passou.

Todas as minhas lembranças, boas, ruins ou tanto faz, um dia vão se concretizar.

Então, goste ou não — e eu não gosto —, vou continuar me lembrando de estar em pé num gramado recém-aparado, rodeada por pedras e pessoas vestidas de preto, até que isso se torne realidade. Vou me lembrar desse funeral... até que alguém morra.''

Avaliação: London Lane toda noite antes de dormir escreve um bilhete sobre sua situação, o que precisará saber para o dia seguinte e o que aconteceu de importante no dia anterior.

É bem curioso e a autora soube tratar bem esse negócio de deslembrança.

É bem simples.

Imaginem uma linha do tempo, com passado, presente e futuro. O passado lhe é conhecido, o futuro é uma incógnita e o presente é um ponto entre conhecido e desconhecido. Para Lane, é o contrário, pois o ontem é um mistério, o amanhã é conhecido e o hoje está vindo ainda.

''Para mim, ler é lembrar.''

Há um problema em não conhecer o que se passou, pois há coisas que devem ser lembradas e às vezes, o futuro pode não dizê-las. Logo, ela precisa de algo para informá-la do que aconteceu e é importante saber para sobreviver ao presente. Esse algo são bilhetes escritos antes de dormir e lidos ao acordar contando o necessário.

''Este bilhete é para me lembrar de tudo de bom que eu tenho, desde as pessoas em minha vida até a capacidade que aparentemente apenas eu possuo. Porque, sim, talvez eu vá sempre me esquecer do passado.''

Aí você pode ter esse pensamento: como ela vai saber quem são seus amigos, quem são seus familiares e coisas do tipo. Pelo futuro! Sua mãe e sua amiga Jamie aparecem no futuro, logo, London lembra delas. Eu acho que é uma habilidade bastante útil, pois ela pode muito bem ''descartar'' aquelas pessoas que já sabe que vão fazê-la sofrer ou algo assim. Embora ela não use muito isso, pois as pessoas de sua vida pessoal se resumem em sua mãe e sua melhor amiga, pelo menos que ela lembre.

Nem sempre foi assim. London não nasceu com esta estranha ''habilidade'' de esquecer o ontem e lembrar o amanhã. Mas ela vive há tanto tempo nesta realidade, que já está acostumada e consegue viver uma vida relativamente normal.

Luke Henry é um garoto ''esquisitão'' que aparece em sua vida um dia. London, embora curiosa e atraída, não lembra nada dele, ou seja, ela não lembra dele no futuro, isso meio que quer dizer que ele não faz parte de seu futuro. Mesmo não lembrando de Luke no dia de amanhã por exemplo, ele aparece no dia de amanhã. Ele é um ponto não visível do seu futuro, mas que parece estar lá, em algum lugar.

É bem fofo eles dois juntos. Luke é o único que consegue fazer uma surpresa a London, pois como ela sabe do futuro e ele é o único que ela não enxerga lá, fica bem fácil fazer surpresas sem ela ter ideia no dia anterior.

Eu fiquei muito curiosa pra saber o motivo de Luke, aparentemente, não estar presente nas lembranças de London acerca do futuro. Também fiquei curiosa, querendo saber o que aconteceu para ela ficar do jeito que ficou, sem lembranças do passado, apenas as do futuro.

Há mistérios que envolvem tanto o passado quando o futuro. Há traumas dos dois lados da linha do tempo de London Lane e parece que o aparecimento do ''esquisitão'' foi o estopim para que tudo viesse à tona.

''É engraçado como uma possibilidade pode levantar o astral de uma pessoa. É engraçado como a realidade pode jogá-lo para baixo.''

Há quem diga que o livro não é bom, que o final deixou a desejar. Eu não penso assim. Penso que o final que teve é um dos melhores que podem haver, pois te deixa com um gostinho de quero mais, mas para no momento certo apenas te deixando imaginar o que poderá acontecer ainda. Este tipo de desfecho não decepciona ninguém.

E esse livro não se parece com aquele filme ''Como se fosse a primeira vez''. Num primeiro momento você pode confundir, pensar que tem a mesma ideia, mas não tem quase nada haver, só o fato dela não lembrar do passado.

Minha dica é: Esqueçam o filme! Leiam o livro sem pensar no filme.

Para não dizer que o livro é totalmente perfeito, ele tem sim um defeito. Ser curto demais!!! Por mim ele teria umas 500 páginas e abordaria muito mais tudo! Mas... eu realmente AMEI o livro, dá pra ler numa tarde tranquilamente e tem uma história realmente interessante.

Deslembrança é pequeno, curto e tem uma capa fofinha. As folhas são beges e as letras possuem tamanho ideal. Para comprar este livro não precisa vender nenhum órgão, é de 25 reais para baixo.

Por: Mel

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

A Mulher do Viajante no Tempo (resenha)

A Mulher do Viajante no Tempo
Autoria: Audrey Niffenegger
Edição: Suma de Letras
Nota: 5 estrelas (mas só porque é a máxima, se pudesse daria 1000)
Sinopse: Henry sofre de um distúrbio genético raro. De tempos em tempos, seu relógio biológico dá uma guinada para frente ou para trás, e ele se vê viajando no tempo, levado a momentos emocionalmente importantes de sua vida tanto no passado quanto no futuro. Causados por acontecimentos estressantes, os deslocamentos são imprevisíveis e Henry é incapaz de controlá-los. A cada viagem, ele tem uma idade diferente e precisa se readaptar mais uma vez à própria vida. E Clare, para quem o tempo passa normalmente, tem de aprender a conviver com a ausência de Henry e com o caráter inusitado de sua relação.

Avaliação: Esse livro conta a história de um viajante no tempo e a mulher que ele ama.

Não sei nem como começar direito esta resenha. Este livro é muito especial para mim. Um dia eu não tinha nada para fazer, nenhum livro para ler e o meu pai emprestou-me este. Mal sabia eu o quanto aquele livro mexeria comigo e me marcaria.

Se você procura um livro com uma história interessante, um amor intenso e verdadeiro e muitos sentimentos, este é o ideal. Faz um bom tempo que o li, mas nunca esquecerei o quanto chorei e me emocionei.

Henry tem a capacidade de viajar no tempo, ir ao futuro e ao passado. Em geral vai para momentos importantes. Desde criança ele faz essas viagens e encontra a si mesmo no futuro e no passado. Confuso?

''Quando estou em outro tempo, estou invertido, transformado numa versão desesperada de mim. Viro um ladrão, um andarilho, um bicho que corre e se esconde. Assusto velhas e assombro crianças. Sou um truque, uma ilusão da mais alta ordem. É incrível eu ser mesmo real.''

Quando uma pessoa imagina viagem no tempo, pode dar uma confusão, pois o que aconteceria se uma pessoa voltasse no tempo e estivesse no mesmo lugar que ela mesma estava no passado? Neste livro, a versão do futuro e a do presente ou a do passado e a do presente se encontram e conversam, porém, nada pode ser mudado.

O autor foi bem detalhista e não dá para se perder nas idas e vindas de Henry pelo tempo. Não se preocupe com isso, não irá enlouquecer tentando descobrir onde está, com que idade e coisas assim.

Há o prólogo e depois deste é o ''primeiro'' encontro do nosso casal. ''Primeiro'' entre aspas, pois é a primeira vez que se veem no tempo cronológico de ambos. Ele tem 28 anos e ela tem 20.

''Então me dou conta de que Clare sabe tudo, nosso futuro, nosso passado, tudo...''

É uma situação bem estranha, pois nosso Henry de 28 anos nunca havia visto Clare e ela o conhecia desde os 6 anos de idade.

Outra confusão?

É meio complicado de explicar mesmo.

No tempo do viajante, a primeira vez que vê o amor de sua vida é aos 28 anos. No tempo da mulher, a primeira vez que vê o homem com quem vai casar é aos 6 anos de idade.

Temos 3 tempos nesta história.

O tempo cronológico de Henry. O tempo cronológico de Clare. E o tempo cronológico dos dois juntos.

No livro é contada a história do viajante no tempo, desde a primeira vez em que viajou até a ultima. É algo linear em idade, não em tempo, pois como foi falado, ele pode ir ao futuro e ao passado.

Temos também a história linear de Clare. A primeira vez que viu seu amado e futuro marido é quando começa.

E por fim, há uma que começa a partir do ''primeiro'' encontro. Quando eles enfim se encontram no presente e podem viver o amor que a mulher do viajante no tempo sempre sonhou e tinha conhecimento da existência, pois Henry nunca escondeu que um dia se casariam.

Talvez seja um pouco difícil de compreender logo no início os saltos no tempo, mas não desistam, pois depois compreenderá e garanto que não haverá um pingo de arrependimento.

''E Clare, sempre Clare. Clare de manhã, sonolenta e de cara amassada. Clare com os braços mergulhados na tina de fazer papel, puxando o molde e sacudindo-o assim e assim para misturar as fibras. Clare lendo, com o cabelo solto sobre o encosto da cadeira, passando bálsamo nas mãos vermelhas e rachadas antes de dormir. A voz baixa de Clare está em meu ouvido com frequência. Odeio estar onde ela não está, quando não está. No entanto, vivo partindo e ela não pode vir atrás.''

O amor deles é realmente lindo. Você aprende a entender as viagens no tempo e o medo daquele que viaja. Também descobre sobre as aflições e o desafio que é amar alguém assim.

''— Não deu para evitar, nossas vidas se entrelaçam. Minha infância toda foi diferente por causa dele, e não havia nada que ele pudesse fazer. Ele fez o melhor que pôde.''

A Mulher do Viajante no Tempo é muito bem escrito. Dá para perceber a evolução e desenvolvimento das personagens, de crianças a adultas.

O que mais posso falar? É encantador, envolvente! Te faz sorrir e rir, chorar até desidratar e no final você tem a certeza de que esse livro é perfeito e esse é o tipo de amor que vai querer para si e caramba! Sem palavras para descrever o quanto é maravilhoso.

Há um filme chamado Te amarei para sempre. Eu o assisti e foi lindo, chorei mais um bocado, pois o filme foi mais ou menos fiel. Entretanto, me indignei com um acontecimento do mesmo que foi diferente do livro e não poderia ter sido, pois foi o que mais me fez chorar.

É uma história que para sempre ficará dentro de você. Eu a li faz anos e apenas uma vez, mas ao fazer esta resenha, todos os sentimentos que senti vieram novamente ao lembrar dos acontecimentos.

''— Eu o amo. Ele é a minha vida. Ando esperando por ele, a vida inteira, e agora, ele está aqui. — Não sei como explicar. — Com Henry, vejo tudo estendido, como um mapa, passado e futuro, tudo de uma vez, feito um anjo... — Balanço a cabeça. Não sei dizer com palavras. — Posso chegar nele e tocar no tempo... Ele me ama. Nos casamos porque... Somos parte um do outro...''

Uma coisa que aprendi com o livro é: o amor é atemporal. Leiam que irão entender.

Uma dica é: TUDO é importante! Alguns acontecimentos no livro a princípio podem parecer meio aleatórios, mas tudo é explicado, TUDO é importante.

Meu pai não tem mais o livro, infelizmente, mas pelo que eu lembro, suas folhas eram normais e eu não tive dificuldades com o tamanho da letra. Seu preço não é muito animador, mas se estiver em promoção ninguém precisará deixar de comer para comprar.


Por: Mel

domingo, 1 de dezembro de 2013

Alma e Sangue, O Despertar do Vampiro (resenha)

Alma e Sangue - O despertar do vampiro 
Autoria: Nazarethe Fonseca
Edição: Aleph
Nota: 5 estrelas
Sinopse: Kara Ramos é uma jovem restauradora, determinada e espirituosa, que aceita o desafio de reformar um casarão abandonado na cidade de São Luís, no Maranhão. Porém, o que ela jamais poderia imaginar era encontrar adormecida no sótão uma criatura com mais de 300 anos, sedenta de sangue e vingança.

Agora que despertou, o vampiro Jan Kmam irá até as últimas consequências para se vingar de seus inimigos. Para tanto, não hesitará em envolver Kara em seu mundo de sombras e sedução.

Avaliação: Esse livro é MUITO especial para mim. Lembro ainda do dia em que o comprei, tinha uns 12 anos e estava com o meu avô numa livraria. A capa e o título me chamaram muito a atenção e eu tive que tê-lo.

É o primeiro volume de 4 mais o caçulinha, mais tarde colocarei a resenha dos outros aqui.

A Introdução deste livro é em terceira pessoa e quando eu o li pela primeira vez, não entendi muito bem o que estava acontecendo, mas quando você lê os outros, tudo faz sentido. A saga Alma e Sangue é, na verdade, escrita em terceira pessoa e o primeiro volume é uma ''exceção'', ele é escrito pela Kara no presente falando do passado, de como conheceu Jan Kmam.

Kara Ramos é uma restauradora e foi contratada para reformar um antigo casarão, onde um vampiro com mais de 300 anos dorme. Ele acorda com a reforma e vai atrás de Kara, ''pedir ajuda'' (com Kmam não há esse negócio de pedir o que quer que seja, ele se impõe e exige), pois passou cerca de 125 anos dormindo e não sabe de nada sobre as coisas atuais.

Jan Kmam é um Vampiro com V maiúsculo. Não tem problemas com alimentação, pouco se importa em matar humanos, pode morrer se for exposto ao sol e não tenta mostrar a Kara um ser que ele não é.

Kmam é mandão, controlador, cara de pau e penso eu que tem um lado meio egocêntrico. Por não saber nada do mundo atual, nos rende boas gargalhadas.

''— Dói, não é? Quer sentir dor? Não, acho que não. Já que nos entendemos, faça esta estranha carruagem andar.
Sem ter alternativa, me vi obrigada a bancar a motorista daquele filho da mãe! Desci a rua e perguntei aonde desejava ir. A resposta quase me fez bater.
— Vamos para sua casa — falou sorridente.''
Jan Kmam

A história gira em torno do passado de Kmam e do romance dos dois. Um antigo inimigo de Jan descobre que ele está vivo e acordado e quer matá-lo. São muitas emoções.

A vida de Kara muda completamente após conhecer o vampiro sedento de sangue e vingança. Antes vivia triste e melancólica por causa do marido que perdeu, mas depois muda totalmente, parece que recebeu uma injeção de vida. Mesmo cativa, não se curva aos desejos de Kmam. Seu passado também é revelado, as pessoas que a rodeiam não são quem parecem ser e algo muito mais antigo que sua existência como Kara Ramos é descoberto.

O amor e o romance dos protagonistas superam o tempo, superam as vidas vividas e muitos obstáculos. É transcendental. Almas gêmeas, sabem?

Nos outros volumes, há bastante ação. Este é apenas o início de tudo, de uma história linda, envolvente e cheia de intrigas que nos será apresentada depois. Como é o começo, temos apenas uma história revelada, seus segredos serão contados mais adiante.

Leia este livro, prometo que não se arrependerá. É um dos meus preferidos por misturar comédia, romance e aventura.

Como devem ter percebido na sinopse, este primeiro volume se passa em São Luís, no Maranhão. Já os outros são ora em Paris e ora no Brasil. A autora é brasileira. Tenho muita admiração pela Nazarethe Fonseca. Quando penso em escrever algum livro, lembro logo dela que escreveu esta história maravilhosa e com uma trama muito bem feita.

Alma e Sangue, o Despertar do Vampiro tem uma capa bonita e sombria que me atraiu quando a vi na livraria. Suas páginas são beges e eu não tive dificuldades na leitura com relação a escrita e com o tamanho das letras.

Por: Mel

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