sábado, 14 de dezembro de 2013

Amada Imortal (resenha)

Amada Imortal
Autoria: Cate Tiernan
Editora: Galera
Nota: 5 estrelas.
Sinopse: Primeiro livro de bem-sucedida trilogia, mistura fantasia sobre imortais a uma história moderna de jovem em busca de si mesma e de redenção. Questões de identidade e moralidade aparecem na trama, protagonizada pela imortal Nastasya. Nascida em 1551, acostumada a beber e sair para baladas cada vez mais loucas, ela perdeu o rumo. Suas conexões com outros imortais, interessados apenas em suas habilidades mágicas, a fazem partir em busca de um propósito. E o encontra em uma espécie de clínica de reabilitação para os de sua espécie, onde conhece um pouco mais sobre o próprio passado e cria importantes laços para o futuro.

Avaliação: Esse livro me surpreendeu de uma forma sensacional, pois eu o tinha comprado apenas pela belíssima capa.

Nastasya, Nasty ou Nas para os amigos, é uma imortal de mais de 400 anos. Imortais aqui em Amada Imortal, são humanos que simplesmente não morrem e possuem magick (o mesmo que magia). Não há essa história de beber sangue, não ficar doente ou de ressaca, pois eles adoecem e podem ficar bêbados e de ressaca, só não morrem ou pelo menos, é muito difícil de acontecer.

Nasty presenciou algo horrível aos 10 anos de idade e desde então começou a fazer uma bolha em torno de si, não literalmente, apenas um modo de dizer, significa que ela se fechou para novas emoções, para o sofrimento.

''Ninguém sabe, falei para mim mesma de novo. Eu nunca tive que contar para ninguém, e ninguém jamais saberá. Eu era a única pessoa viva que tinha visto aquilo, visto minha mãe e meu irmão matarem um homem, visto a cabeça do meu pai rolar pelo chão. Eu era a única pessoa viva que sabia que era a última sobrevivente da casa do meu pai, que a magick dele estava enterrada em algum lugar bem fundo de mim. Enquanto ninguém soubesse, ninguém viria atrás de mim, ninguém tentaria tirar meu poder à força. Era o meu segredo.''

Neste primeiro volume é meio parado em termos de ação e romance, mas eu não acho que isso tenha estragado o livro, muito pelo contrário, adorei essa parte. Não é todo livro que mostra de fato como uma personagem afetada consegue se reerguer e aprender a viver por si só, sem se apoiar num parceiro amoroso.

''Aqui, eu era tão diferente; estava me dando conta de que tinha me afastado tanto das normas da sociedade comum que eu parecia quase uma aberração no meio dessas pessoas.'' 

Amada Imortal me fez refletir sobre a vida. Nastasya viveu tanto tempo e o gastou com nada, não soube ser feliz, criar laços verdadeiros com quem quer que fosse. Fazemos isso às vezes. Nos perdemos num mundo agitado que não sabemos ou não nos lembramos como aproveitar as coisas simples da vida, como tirar felicidade de coisas realmente singelas.

''— Por causa da relativa extensão das nossas vidas, muitas coisas perdem a importância ou se perdem diante de um pano de fundo tão grande — continuou River — Quantos amantes você já teve? Quantos filhos? Quantos amigos você amou e já morreram? Para as pessoas normais, esses eventos são enormes e modelam ou mudam suas vidas por completo. Para nós, é só um brilho no tempo. Mas essas coisas nos afetam. Uma a uma, pouco a pouco, perda após perda, nós ficamos diminuídos. Perdemos tanto por tanto tempo que a maioria das coisas, a maioria das pessoas, a maioria das experiências perde seu valor para nós, perde o peso. Esquecemos como valorizar as coisas, como sentir as coisas. Esquecemos como amar.''

Nossa protagonista vai aprendendo a dar valor as coisas simples e a ser feliz num lugar chamado River's Edge. Este local é uma espécie de casa de reabilitação para imortais que precisam de um tempo, que possuem algum problema ou querem aprender algo. Ela vai parar lá, com River e todo o pessoal, pois presenciou seu melhor amigo Innocencio, ou Incy, torturando um simples motorista. Então tornou-se insuportável continuar perto dos amigos, pois começou a perceber que não era essa a vida que queria, com pessoas que não sabia ou nunca tinha se tocado, de que eram capazes de tal atrocidade.

''— Vencemos de muitas maneiras diferentes — disse Asher. — Muitas pequenas vitórias. O principal nessa vida não é ser bom o tempo todo. É ser tão bom quanto se pode ser. Ninguém é perfeito. Ninguém faz a coisa certa o tempo todo. Não é assim que a vida é.''

River é sensacional. Não há como não amá-la e não temê-la. Ela não deu nenhum motivo assustador pare ter medo, mas parece ser muito influente e não sei, só tenho um pouco de medo dela às vezes.

''Abri a boca para argumentar, mas ela só olhou para mim com firmeza até eu fechá-la. Totalmente.'' Perceberam o porquê do meu medo?

Há uma pitada de romance (Nasty e Reyn) e um inimigo mosca (que existe, incomoda, mas não causa dano real). Também há a descoberta e o aprendizado sobre imortais e sua magick. Lembrou-me um pouco da Série House Of Night, pois eles fazem uns círculos de magia, mas é bem diferente, tudo.

Eu adorei as personagens. Todas! As personagens secundárias são de fundamental importância para Nasty. Não tem como não sentir certo apreço ou ódio mortal por alguns.

Outra coisa que gostei bastante é que mesmo Nastasya estando parada no tempo, há um desabrochar magnífico. Dá para perceber seu amadurecimento de uma adolescente, para uma jovem adulta. A Nas do início do livro é bem diferente da Nasty do final do livro. Também há o seu passado, aos poucos vai encarando cada uma de suas lembranças e aprendendo que afinal, é só passado e não o presente. O aqui e o agora é mais importante.

''Uma demonstração do quanto eu ainda era imatura e não evoluída, junto com uma boa dose de autodestruição, foi que meu primeiro instinto seria dizer: Oh, estávamos juntos no galinheiro.''

''Naquela época, eu estava , no tempo e na distância, em um outro mundo longínquo, uma outra eu. Agora eu estava aqui, bem aqui, na realidade, e esta era eu agora. Eu não estava mais lá, não era mais aquela garota. Por algum motivo eu nunca tinha entendido isso antes.''

Como eu disse antes, a capa é linda e tem uma textura bem gostosa. As letras são de bom tamanho e as folhas são boas.

Recomendo o livro. Já estou lendo o volume 2 e mal posso esperar pelo 3. Agora que Nastasya aprendeu a viver, penso que a verdadeira ação e romance podem começar.

Por: Mel

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

A história de uma paixão

Hoje vim aqui comentar sobre o livro do Paulo Cezar Borges, parceiro do blog. O título de seu livro é A história de uma paixão.

Sinopse: Denzel estava cansado de sua vida patética de ficar por ficar com qualquer garota, até conhecer a doce e adorável Carly. Com apenas um olhar se encantou com sua beleza. Quando se aproximou não se arrependeu, acabou conhecendo uma excelente garota, uma garota que era nova na cidade, sem muitos amigos, logo topou conhecer Denzel melhor. De encontro a encontro aconteceu um beijo, e do primeiro beijo a mais encontros, o que acabou resultando em namoro.

Tudo era perfeito nesse namoro, até o trágico acidente em que os pais de Carly morrem e ela acaba tendo que se mudar, para morar com sua avó. Uma avó que nunca gostou do namoro dos dois e tenta impedir essa paixão, por varias tentativas, encontros escondidos viram a unica alternativa para esse casal, esse namoro proibido acaba tendo ordem judicial que impede Denzel de se aproxima de Carly. E agora, será que essa paixão passa por essa barreira?

"A gente brincava com tudo. Só quando a gente esta envolvido demais, a gente vê o poder
que o amor tem de nos fazer voltar a ser criança."

Para quem se interessou pela história, pode adquirir o livro no site da lp-books.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Os homens que não amavam as mulheres (resenha)

Os Homens Que Não Amavam As Mulheres - Trilogia Millennium
Autoria: Stieg Larsson
Editora: Companhia das Letras
Nota: 5 estrelas
Sinopse: Primeiro volume de trilogia cult de mistério que se tornou fenômeno mundial de vendas, Os homens que não amavam as mulheres traz uma dupla irresistível de protagonistas-detetives: o jornalista Mikael Blomkvist e a genial e perturbada hacker Lisbeth Salander. Juntos eles desvelam uma trama verdadeiramente escabrosa envolvendo a elite sueca.

Os homens que não amavam as mulheres é um enigma a portas fechadas - passa-se na circunvizinhança de uma ilha. Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henrik Vanger, o veelho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada - o mesmo presente que Harriet lhe dava, até desaparecer. Ou ser morta. Pois Henrik está convencido de que ela foi assassinada. E que um Vanger a matou.

Quase quarenta anos depois o industrial contrata o jornalista Mikael Blomkvist para conduzir uma investigação particular. Mikael, que acabara de ser condenado por difamação contra o financista Wennerström, preocupa-se com a crise de credibilidade que atinge sua revista, a Millennium. Henrik lhe oferece proteção para a Millennium e provas contra Wennerström, se o jornalista consentir em investigar o assassinato de Harriet. Mikael descobre que suas inquirições não são bem-vindas pela família Vanger. E que muitos querem vê-lo pelas costas. De preferência, morto. Com o auxílio de Lisbeth Salander, que conta com uma mente infatigável para a busca de dados - de preferência, os mais sórdidos -, ele logo percebe que a trilha de segredos e perversidades do clã industrial recua até muito antes do desaparecimento ou morte de Harriet. E segue até muito depois.... até um momento presente, desconfortavelmente presente

Avaliação: Certa vez li uma crítica (positiva) sensacional sobre a trilogia Millennium. Ainda não li todos, mas essa crítica se encaixava perfeitamente no primeiro volume. Em poucas palavras, dizia tudo o que eu pensava sobre os homens que não amavam as mulheres. Não é o melhor livro, nem o mais bem escrito, nem com o melhor dos enredos, mas há uma genialidade na forma como Stieg descreve os fatos e conduz a história, que justifica tamanho o sucesso de sua trilogia. Usando minhas palavras, era basicamente isso que dizia a crítica.

Como sou apaixonada por livros de mistério, suspense e romance policial, acabei me tornando crítica demais quando leio algo do gênero. Também sou muito chata quando se trata de personagens. A história pode ser horrível, mas se os personagens forem bem construídos, tudo ganha uma nova cor. Com os homens que não amavam as mulheres, eu tive o deleite de ler algo bem escrito, bem embasado, com personagens interessantes e um enredo instigante. Ou seja, um livro completo.

Nesse primeiro livro nós conhecemos a dupla que aparecerá nos outros dois volumes, o jornalista Mikael Blomkvist e a hacker Lisbeth Salander. Ele é condenado por difamação e sua revista Millennium acaba sofrendo as consequências. Por conta disso, ele resolve se afastar por um tempo do trabalho. Mas logo em seguida um idoso empresário, Henrik Vanger decide contratá-lo para investigar um crime que aconteceu em sua família há muitas décadas. Mesmo relutante Mikael acaba aceitando. E só mais para o meio do livro, é que Lisbeth se junta a ele na investigação.

O desaparecimento de Harriet Vanger, sobrinha de Henrik, é o grande mistério. E para solucionar o caso, a história da família Vanger é detalhadamente contada no decorrer das páginas. Uma história bem interessante e instigante, pois os familiares de Henrik são complexos, misteriosos e de temperamentos imprevisíveis. Isso faz com que, mesmo que o ritmo da escrita de Stieg seja lento para um livro do gênero, o leitor continue ligado ao enredo.

Sei que pode parecer que o ritmo mais lento para o desenvolvimento da solução do crime seja algo negativo, mas não é. Não é pelo simples fato de que, a atenção que é tirada do suspense em si, volta-se para a construção dos dois personagens principais. Aos poucos, conhecemos Lisbeth, uma garota de vinte e poucos anos, antissocial, cheia de piercings, com uma tatuagem de dragão nas costas, com um estilo punk e uma hacker inteligentíssima. E um jornalista conhecido que vê sua vida desmoronando após ser condenado por difamação.

Os dois personagens principais são o ponto alto do livro, em minha opinião. Lisbeth é o tipo de personagem que é impossível não gostar ou não se reconhecer, nem que seja um pouquinho, se você for mulher. É, sem sombra de duvidas, uma das protagonistas femininas que eu mais amei. E talvez a que eu mais tenha me identificado em vários aspectos. Não no sentido intelectual ou no jeito de se vestir. É difícil explicar, pois foram aspectos sutis dela que eu acabei me identificando. Só o fato de ela existir no enredo, me fez gostar automaticamente de 50% da história. Os outros 50% ficou por conta de Mikael e do mistério do desaparecimento de Harriet.

Aliás, a melhor cena do livro foi quando Lisbeth se vinga de um homem. Um homem nojento e asqueroso. É uma cena extremamente pesada, mas que eu vibrei na leitura. Senti-me vingada por ela. Senti que, talvez se fosse eu no lugar dela, teria vontade de fazer exatamente igual. Não sei se teria coragem, então, me realizei ao ler sua atitude. E acredito que muitas mulheres sentiram o mesmo com a leitura. O mais interessante, é que mesmo o autor sendo homem, ele realmente captou o sentimento feminino nessa situação especifica.

Quando eu comecei a ler, fiquei curiosa para saber o motivo do título do livro. Mas confesso que só fez sentido pra mim, perto do fim. Ao terminar a leitura, você percebe que Stieg não poderia ter escolhido título melhor. E ainda fica admirada com o fato de um homem abordar um tema desses com tamanha precisão. Na verdade, me sinto até agradecida a ele, por criar uma história tão bem feita sobre um assunto tão sério do mundo feminino.

Talvez o desfecho do mistério seja até óbvio para algumas pessoas. Confesso que não fiquei surpresa, mas ainda assim, admirei o desenrolar todo e fiquei muito satisfeita com o final. Muito em breve, pretendo ler A menina que brincava com fogo (continuação).




E só para comentar um pouco sobre a adaptação cinematográfica, quero dizer que foi extremamente bem feita. Claro, alguns detalhes foram deixados de lado, mas nada que tirasse a essência da obra literária. A atriz que interpretou Lisbeth foi espetacular na atuação. Recomendo tanto o livro, quanto o filme.

Uma pena o autor ter falecido antes da sua trilogia se tornar um sucesso.

A arte da capa é muito bonita. O papel é bom de ler e as letras tem um tamanho confortável.

Recomendo para quem quer apreciar uma boa obra literária.


Por: Mar

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Ela só pensa em dinheiro (resenha)

Ela só pensa em dinheiro
Autoria: Cherry Cheva
Editora: Galera
Nota: 5 estrelas
Sinopse: Quem pode imaginar que se meter em encrenca poderia ser tão divertido?

Maya sempre foi uma boa menina e Camden era um garoto popular que parecia não ter nada na cabeça. Ela nunca imaginou que pudessem ter algo em comum. Mas, quando os pais de Maya viajam e ela tem de tomar conta do restaurante tailandês da família, acaba se metendo em uma grande confusão. De uma hora para outra, ela precisa de dinheiro para pagar uma multa muito, muito alta. Agora, só Camdem e um plano diabólico que inclui Maya fazendo deveres de casa por dinheiro podem salvá-la. E, se fizer tudo direitinho, ela pode até acabar conquistando esse bad boy.

Avaliação: Eu li Ela só pensa em dinheiro quando devia ter uns 12 ou 13 anos e mais de uma vez. Os livros que li aos 12 e 13 anos foram aqueles que me tornaram uma viciada em leitura, então este que faço a resenha hoje foi um dos que mais influenciaram uma garota a amar ler.

O que acontece quando um casal viaja e deixa sua filha nerd, responsável e certinha de 17 anos cuidando do restaurante da família?

Uma multa de 10 mil dólares!

Maya é a filha modelo e a aluna modelo, então ninguém poderia esperar que conseguisse essa multa de 10 mil dólares e muito menos que se juntasse ao bad boy da escola, Camden, com um plano maluco e totalmente contra as regras para conseguir dinheiro.

''O que pode acontecer quando juntamos...
a) uma garota acima da média
b) um cara incrivelmente gato
c) uma multa altíssima e
d) um plano que envolve muita desonestidade e... muito dinheiro?
Resposta: A melhor época da minha vida.''

Ela é o tipo de pessoa que quando algo dá errado não perde tempo chorando ou indo atrás de alguém para resolver seus problemas, muito pelo contrário, vai atrás de resolver sozinha e antes que descubram.

''Depois eu me perguntei como conseguiria ganhar 10 mil dólares em um mês e meio.
Striptease?
Não.
Prostituição?
Nem pensar.
Vender meus óvulos para casais com problemas de fertilidade que querem filhos com DNA inteligente?
Talvez.
E então a solução veio à minha mente. E ela era muito pior.''

E Camden King é o tipo de garoto popular, riquinho, desinteressado nos estudos, galinha, irritante, fofo e conquistador que pode levar uma garota exemplar à perdição.

E os dois juntos nos proporcionam este tipo de diálogo:

''— Quer saber? Você meio que está certa. Você anda, tipo, um trapo ultimamente.
...
— Obrigada — agradeci, seca.
— Talvez você devesse pensar em usar maquiagem ou algo assim — sugeriu ele.
— Vou providenciar.
— Ou colocar um pouco de Botox.
— Vou pegar o da sua mãe emprestado.''

Ela só pensa em dinheiro é a prova clara de que quando algo dá errado e você tenta consertar, as coisas podem sair de controle e tudo pode ir por água abaixo.

''Argh! E agora? O que eu faria agora?
...
Apertei o botão de limpar para apagar o que já havia escrito e digitei o novo texto: ''FERROU''.''

Me identifiquei muito com Maya, pois tenho um lado meio nerd, responsável e certinho. Cam, apelido de Camden, com seu encanto conquistou-me há uns anos e nunca saiu do meu coração.

''— Ciúmes? — provoquei, olhando para ele.
— Exatamente — respondeu ele.
E eu fiquei sem ar por um segundo, porque, pela primeira vez, ele não estava rindo com ar de deboche.''

Esse livro nos mostra o quanto uma pessoa pode ser influenciada por outras. É como uma bola. Cam consegue trazer nossa protagonista para o seu mundo e para um esquema arriscado. A antiga garota certinha arrasta consigo seus amigos nerds também. É bem parecido com o que acontece na vida real, as más influências dominando e propagando. No meio de tudo há o dinheiro e a popularidade que se tornam um ''prêmio'' para aqueles que se corromperem.

''— Sério, agora. É isso que você deve fazer. Pegue seus amigos e faça isso. Pague a eles, tipo, 75 dólares para cada um e fique com o resto. Você pagará a multa rapidinho.''

''E, no dia que se seguiu, fiz um cálculo rápido e me dei conta de que eu conseguiria ganhar dinheiro suficiente para pagar a multa apenas com as comissões.''

Ela só pensa em dinheiro é divertido, engraçado e super fácil de ler. Os diálogos dos personagens principais são muito engraçados. Na verdade, nossa protagonista pode conseguir um doutorado em respostas rápidas e inteligentes e nosso bad boy não fica atrás. E quanto a capa e o título que muitos dizem não ser atraentes, ignorem! As letras possuem um ótimo tamanho e a história vale a pena. Depois que você começar a ler não irá conseguir parar até terminar. Não há muita enrolação, as coisas simplesmente vão acontecendo e te faz querer chegar logo ao final para descobrir o que acontece.

''E, no dia seguinte, disse a Camden que eu queria me aposentar.
— Isso é ótimo — disse ele. Estávamos no carro dele, ele estava acima da velocidade, como sempre, e manteve uma mão no volante enquanto me oferecia a outra para uma batida de mãos. — Você vai curtir a vida como eu? No estilo cafetão e tudo?''

Super recomendo o livro, ainda mais para aqueles que almejam uma tarde divertida.

''— Então... são 200 dólares — falei, afastando-me dele de forma deliberada.
— Claro — disse ele, pegando a carteira e começando a me entregar o dinheiro, mas parou antes de eu pegar. — Mas será que eu não ganho um desconto?
— Como assim? — perguntei.
— O desconto de ficante? — esclareceu ele, rindo.
— Será que você não quer dizer que eu mereço um bônus por ter tido que aturar aquilo? — devolvi.
...
— Mas eu não quis mesmo — respondi, ficando cada vez mais zangada.
...
— Mentirosa — acusou ele. — Aqueles foram os três melhores segundos da sua vida até agora.''

Por: Mel

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Como eu era antes de você (resenha)

Como eu era antes de você
Autoria: Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
Nota: 5 estrelas
Sinopse: Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Além disso, trabalha como garçonete num café, um emprego que ela adora e que, apesar de não pagar muito, ajuda nas despesas. E namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe.

Quando o café fecha as portas, Lou se vê obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, a ex-garçonete consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto e planeja dar um fim ao seu sofrimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.

Avaliação: Não sei dizer exatamente o que me fez comprar e ler como eu era antes de você. Eu sei que muitas pessoas falavam bem, mas em geral, isso não me afeta quando se trata de um livro sobre romance. O que importa é que eu comprei, li e amei. Amei de uma forma até difícil de explicar.

O enredo gira em torno de Louisa Clark e Will Traynor. Ele é um tetraplégico mal humorado, rico, jovem e sem vontade de viver. O que é justificável, pois no passado, Will era um empresário bem sucedido, que gostava de aventura, de viajar e de curtir a vida. Ela é uma mulher de 26 anos sem a menor perspectiva de vida, sem um pingo de ambição, completamente acomodada com a vida e muito satisfeita em trabalhar em um café. Até que esse café fecha e Lou, apesar de chateada, precisa arranjar um novo emprego para ajudar nas despesas de casa. Assim, acaba indo trabalhar de cuidadora de Will.

A vida de cuidadora de um cara rabugento não é fácil. Louisa pensa em desistir do emprego diversas vezes, mas por necessidade e por pressão da família, continua trabalhando. E por falar em família, a autora dá bastante ênfase aos laços, relações e conflitos familiares. Coisa que eu adoro! Tanto a família da Lou quanto a do Will são bem realistas.

“Exceto pelo gosto por roupas exóticas e pelo fato de ser um pouco baixa, não sou muito diferente de qualquer pessoa com que se possa cruzar na rua. Provavelmente, ninguém olharia para mim duas vezes. Uma garota comum, levando uma vida comum. Para mim, estava ótimo desse jeito.”

Durante muito tempo, eu fiquei na duvida se a mãe do Will era chata ou não. Mas no final das contas, ela era simplesmente mãe. Com seus erros e acertos, ela era uma boa mãe e uma mulher admirável. O pai do Will, que embora não aparecesse tanto, eu simpatizei muito facilmente e depois descobri que ele não era assim tão bonzinho. A autora nos mostra que todos possuem qualidades e defeitos. Que ninguém é vilão e ninguém é mocinho. Que pais também erram. Que às vezes um pai faz o que acha que é melhor para um filho e isso não significa que o melhor seja uma coisa boa.

A família da Louisa era simplesmente acolhedora, mesmo com seus conflitos e loucuras. Me apaixonei pelos pais dela e pelo relacionamento deles. Tão real e tão lindo! E o relacionamento da Lou com a irmã? Eu que tenho três, me vi na pele da Lou em vários momentos. As duas juntas me arrancaram até lágrimas dos olhos. Porque, embora elas se amassem, às vezes elas se ofendiam pra valer. Eu tive ódio da irmã mais nova dela em alguns momentos e depois eu lembrava o quanto o comportamento dela é comum entre irmãos. Acredito que todo relacionamento fraternal é de amor e ódio e a autora me fez sentir ambos os sentimentos com nas cenas entre as irmãs.

No entanto, o que mais me marcou e o que mais me fez amar o livro foi justamente o que eu costumo não gostar na maioria das histórias: o romance. Na minha opinião, fugiu dos clichês. A relação de Will e Louisa foi construída aos poucos e de um jeito muito bonito e singelo. Eu acreditava, antes de ler, que era ela quem ia dar sentido a vida de Will após o acidente. Que nada! Era ele quem sabia o que queria o tempo inteiro. Ele sabia o que gostava e o que não gostava. Ela aprendeu a querer mais da vida, a ter sonhos e ir atrás. E eu... Ah, eu aprendi com esse casal que há muito que conhecer, muito que experimentar, muito que aprender. Descobri que sou quase uma Louisa, pois me sinto acomodada no mundo e que isso não é uma coisa boa. Eu posso ser e ter mais.

"Se você tivesse se preocupado em me perguntar, Clark. Se, por uma vez, tivesse me consultado sobre esse tal passeio ao ar livre, eu teria dito a você. Detesto cavalos e corrida de cavalos. Sempre detestei. Mas você não se preocupou em perguntar. Decidiu o que gostaria que eu fizesse e foi frente. Fez o que todo mundo faz. Decidiu por mim."

Não tem aquela frase que o Nando Reis já dizia, sabiamente “estranho seria se eu não me apaixonasse por você”? Pois é, meu sentimento por essa história é basicamente o mesmo; estranho seria se eu não amasse esse livro. Só teve um detalhe que me incomodou, que perto da perfeição que foi o desenrolar de tudo, sumiu da minha memória. Como eu era antes de você foi um dos melhores livros que já li na vida. Quando terminei a leitura, senti um vazio como poucas histórias conseguem me fazer sentir. Você se sente perdida, desorientada, sem querer ler mais nada por um tempo, pois deseja que tudo que acabou de ler fique gravado em você.

(...) Ninguém quer ouvir você falar que está com medo, ou com dor, ou apavorado com a possibilidade de morrer por causa de alguma infecção aleatória e estúpida. Ninguém quer ouvir sobre como é saber que você nunca mais fará sexo, nunca mais comerá algo que você mesmo preparou, nunca vai segurar seu próprio filho nos braços. Ninguém quer saber que às vezes me sinto tão claustrofóbico estando nesta cadeira que tenho vontade de gritar feito louco só de pensar em passar mais um dia assim. (...).

E sobre o final... Espetacular em vários aspectos. Sendo bem sincera, é um desfecho polêmico. Há quem tenha odiado o livro simplesmente por ter achado o final um absurdo e há quem tenha amado. Mas é muito fácil julgar as pessoas, se você nunca esteve na pele dela. Portanto, para quem não leu ainda, eu peço que mantenham as mentes abertas. Não saiam julgando os personagens por suas atitudes. A autora criou personagens dolorosamente reais. Se fossem utópicos, não mexeriam tanto com os sentimentos do leitor. O livro me arrancou lágrimas, me fez ficar sem ação e tocou meu coração. A autora é maravilhosa na hora de descrever emoções e sentimentos. Ela realmente, através das palavras que usa, consegue fazer você sentir todas as emoções de uma forma genuína. Sem exageros, sem forçar a barra, sem drama desnecessário. Você sente tudo como se fosse real e não ficção. Pelo menos, foi essa percepção que tive.

No mais, a capa é linda! A diagramação é ótima, as folhas também.



segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Todo Garoto Tem (resenha)

Todo Garoto Tem
Autoria: Meg Cabot
Editora: Galera
Nota: 5 estrelas
Sinopse: A cartunista Jane Harris está louca para viajar para a Europa pela primeira vez, especialmente como madrinha do casamento secreto da sua melhor amiga Holly. Mas quando Jane finalmente conhece Cal Langdon, o grande amigo do noivo, é ódio à primeira vista, e nenhum dos dois fica muito feliz com a ideia de passar uma semana na mesma casa, não importa que seja em uma linda região da Itália.

E quando a cerimônia de casamento de seus melhores amigos corre o risco de não acontecer, Jane e Cal precisam esquecer as brigas e ajudá-los a realizar o sonho do sagrado matrimônio. Será que eles conseguirão deixar as brigas de lado?

Avaliação: Quem nunca ouviu falar de Meg Cabot? Ou até mesmo de Patrícia Cabot ou seu pseudonimo Jenny Carroll? Seu nome mesmo é Meggin Patricia Cabot.

Estou falando um pouco da autora, pois sou muito fã. Adoro seus livros, mas isso não vem ao caso no momento.

O que vem ao caso é: Todo Garoto Tem.

Já viram um livro começar com duas passagens de avião e duas notinhas de compras do free shop de um aeroporto?

Este começa e deixa eu contar uma coisa...

A notinha da personagem principal, Jane, me fez rir.

Quando você consegue rir de algo assim, dá para perceber que o resto do livro será uma comédia.

Não me decepcionei.

Até devo tê-lo lido umas 3 ou 4 vezes.

É um livro bem leve e divertido. Foi escrito num formato nada comum. Uma espécie de diário, várias mensagens de texto, e-mails e até bilhetinhos de papel! Não é uma leitura difícil, muito pelo contrário, é bem dinâmica.

Jane é uma cartunista, possui um gato com um temperamento meio difícil, tem uma mãe fofoqueira e um pai ímã para desastres.

Cal é um jornalista, escritor, muito racional e nada romântico.

Cal: ''Você sabe que o amor não passa de uma reação química no cérebro causada por um pico de feniletilamina, não sabe?''
Eu: (confusa) ''Você está dizendo que Holly e o Mark não se amam de verdade? Que está tudo na cabeça deles?''
Cal: ''Estou dizendo que ninguém ama ninguém. As pessoas se atraem umas às outras e formam pares devido ao nosso instinto de reprodução. Mas essa atração não dura muito. Assim como acontece com todas as drogas, o corpo desenvolve tolerância à feniletilamina e, no fim, a atração que um dia você sentiu pelo seu parceiro diminui. É tudo perfeitamente natural. É possível obter a mesma quantidade de feniletilamina, um estimulante a que a mente anseia, tanto ingerindo grandes quantidades de chocolate quanto, abre aspas, se apaixonando, fecha aspas.''

Depois que li esse livro entendi o porquê de gostar tanto de chocolate. E o motivo pelo qual muitas pessoas se separam quando um tempo antes podiam fazer juras de amor eterno e dar a vida pela pessoa amada.

Claro que nem eu, nem a Jane concordamos com Cal, apesar de o que ter dito ter algo de verdadeiro.

Minha mãe me falou uma vez que o amor é como uma plantinha, precisa de muito carinho e cuidados, senão murcha e morre. Muita gente não sabe cuidar dessas plantinhas, desse amor, por isso que não vai para frente, mas isso não quer dizer que não possa durar uma vida toda, pois é claro que pode! Só é um pouco difícil...

Holly e Mark são os melhores amigos de Jane e Cal, respectivamente. Eles são de religiões diferentes e estão fugindo para a Itália a fim de se casarem, pois a família não aprova.

Nosso casal principal possui uma missão: fazer este casamento acontecer!

São os padrinhos e parece que tudo começa a dar errado, impossibilitando que os pombinhos casem. Logo passam bastante tempo juntos resolvendo os problemas.

Mesmo que o padrinho, Cal Langdon, seja tão cético e não queira que seu melhor amigo caia na cilada do casamento, Jane consegue de alguma forma fazê-lo ajudar a dar certo, mesmo que não queira e tenha má vontade.

''Não POSSO permitir que aquele homem destrua a única relação romântica verdadeiramente sólida que restou no universo... bom, tirando a da minha mãe e do meu pai, mas, eca, não quero pensar nisso agora.''

Não posso contar mais da história, apesar de ser um romance água com açúcar é realmente divertido e cheio de acontecimentos. Você ri tanto que até sai lágrimas.

Todo Garoto Tem é perfeito para uma tarde ociosa. É realmente divertido e não tem como não pensar nas personagens e nos acontecimentos com um sentimento de carinho e de choque por ter lido mesmo aquilo, que se transforma em risadas. Os adjetivos que eles se dão são uma verdadeira comédia.

''...será que ela poderia mesmo, a sério, achar, por um minuto que fosse, que eu poderia gostar deste Senhor Nada-Pode-Se-Intrometer-Entre-Mim-E-O-Meu-Blackberry?''

''Ah, se o Nazista do Descanso de Braço pelo menos pudesse AFASTAR O COTOVELO...''

''Cal Langdon = Cria de Satanás.''

Mark: Você não gostou dela.
Cal: Não disse isso. Só disse que ela parece inofensiva. Assim como uma sucuri parece inofensiva quando está enrolada em um galho de árvore três metros acima da sua cabeça.

Perceberam como Jane ama Cal Langdon? E não posso dizer que ele a ama, pois não acredita muito nesta palavra.

A capa é fofinha, as letras mudam de acordo com o meio em que foi escrito (ex: diário, e-mail, bilhetes) e o resto da diagramação é perfeita também.

Por: Mel

domingo, 8 de dezembro de 2013

Filha da Floresta (resenha)

Filha da Floresta
Autoria: Juliet Marillier
Editora: Butterfly
Nota: 5 estrelas, mas merecia mais.
Sinopse: O domínio de Sevenwaters é um lugar remoto, estranho, guardado e preservado por homens silenciosos e criaturas encantadas, além dos sábios druidas, que deslizam pelos bosques vestidos com seus longos mantos...
Passada no crepúsculo celta da velha Irlanda, quando o mito era lei e a magia uma força da natureza, esta é a história de Sorcha, a sétima filha de um sétimo filho, o soturno Lorde Colum, e dos seus seis amados irmãos, vítimas de uma terrível maldição que somente Sorcha é capaz de quebrar. Em sua difícil tarefa, imposta pelos Seres da Floresta, a jovem se vê dividida entre o dever, que significa a quebra do encantamento que aprisiona seus irmãos, e um amor cada vez mais forte, e proibido, pelo guerreiro que lhe prometeu proteção.

Avaliação: Sétima filha de um sétimo filho. Sorcha tem 6 irmãos mais velhos e sua mãe morreu em seu parto. Em consequência disso foi criada como um menino.

Sevenwaters é um lugar protegido pelos seres da floresta, e fica bem no meio dela. Todos do local possuem algo de mágico ou ao menos acreditam neste algo mágico.

Algo muito comum entre Sorcha e seu irmão preferido Finbar é a conversa pela mente. Aparentemente só esses dois conseguem se comunicar desta forma, mas isso não significa dizer que seus outros irmãos não tem algo de especial.

Sua vida era tranquila até que um bretão é capturado. Simon é seu nome.

Bretões e celtas são inimigos. Dois povos distintos com rixas antigas que você passará a conhecer depois de ler Filha da Floresta.

Sorcha e seu irmão Finbar o ajudam a escapar, mas Simon foi muito torturado. Logo, em pouco tempo ela vai cuidar dele, pois é uma espécie de curandeira, conhece muitas flores e ervas.

Descobrimos que nossa protagonista é uma ótima contadora de histórias e consegue encantar a qualquer um, até mesmo um bretão que se considera inimigo. Aos poucos Simon foi confiando naquela criança/curandeira. E não tão aos poucos, aquela criança amadureceu e descobriu como o mundo pode ser cruel.

''Ela foi crescendo e ficando diferente, mas sua personalidade era sempre a mesma. Forte, doce e verdadeira.''

Uma madrasta malvada, uma maldição, o amor pela família e uma difícil tarefa a ser concluída pela sétima filha de um sétimo filho.

Liam, Diarmid, Cormack, Conor, Finbar e Padriac são os irmãos mais velhos e são bem distintos entre si no quesito personalidade. Mas há algo que os liga. O sangue e a mesma maldição que a maléfica madrasta os impõe. E é nesta maldição que a autora se inspirou em um conto dos Irmãos Grimm chamado Os Seis Cisnes.

Mesmo a diferença de idades, mesmo a diferença de pensamentos, há uma união, uma ligação entre esses irmãos que é muito bela. Passou a ser mais nítido com a maldição, que apesar de tê-los mudado, principalmente a Finbar, foi quando eu pude perceber a intensidade do amor fraterno que há entre os 7 e é muito lindo, até me faz ter inveja desta união.

''Sempre imagino nós sete como membros de um corpo. Podemos estar separados e ter a impressão de que não há futuro para nós. Podemos seguir caminhos diferentes, cair, quebrar e voltar a ser inteiros novamente. Mas no fim, tão certo quanto o sol e a lua atravessam o arco dos céus, todos os dias, a força de um será a força dos sete.''

Sorcha sofre muito ao longo do livro, tentando finalizar a tarefa imposta para quebrar a maldição dos irmãos. Esse sofrimento fez com que amadurecesse, se tornasse uma mulher, pois até então, sempre tinha sido superprotegida pela família em Sevenwaters.

As emoções são intensas, sejam boas ou ruins. Os personagens são bem trabalhados e é impossível não ter sentimentos por quem quer que seja do livro, seja bom ou ruim.

Nossa protagonista é uma das mais fortes que encontrei num livro. Gosto muito disso nela, é uma das minhas preferidas. O que ela sofre não é brincadeira! E ela não desiste, por pior que seja o sofrimento. Tudo isso pelos irmãos!

''Não era muito mais que uma criança, perdida, ferida e assustada. Mas era forte. Ah, era a pessoa mais forte que ele já vira.''

Filha da Floresta não é aquele tipo de livro que tudo acontece em um dia ou uma semana. É necessária muita calma e paciência, pois mesmo que sempre esteja acontecendo algo novo, há coisas que demoram a acontecer. Depois que sua vida muda, temos cerca de 3 anos de muitos acontecimentos.

''E que a vida que alguém escolhe para si mesmo, e julga certa e constante, pode se modificar a qualquer momento. Pode se ramificar, torcer e levá-lo a lugares muito além de sua imaginação.''

Há um determinado momento no meio desse tempo em que aparece Red. Um bretão que está em busca do irmão desaparecido. Ele se compromete em cuidar de Jenna (esse é o nome que passa a chamar Sorcha), apesar de não ter nenhuma noção de nada no início.

Aos poucos um vai gostando do outro, não é paixão à primeira vista, como em muitos livros. É um romance muito bem trabalhado, uma atração que se transforma em gostar e vai evoluindo e você consegue perceber essa evolução e é muito fofa. Você terá vontade de fazer coraçãozinho com as mãos pro nada só pela fofura.

Uma coisa que eu gostei muito do livro é que há muito respeito à natureza, ela é sagrada. Há sentimentos e atitudes lindas que deveríamos ter mais nos dias de hoje. Claro que o livro possui sentimentos ruins também e infelizmente esses nós temos bastante atualmente.

''Não corte madeira viva. Use um pedaço de galho que esteja no chão, daqueles que as tempestades e os raios derrubam. Se precisar cortar madeira nova, peça licença. Os bens da floresta não devem ser retirados sem motivo.
Aprendemos sobre isso ainda pequenos. Sempre pedíamos licença e agradecíamos, fosse para a árvore ou para o espírito que habitasse nela.''

O leitor passará a conhecer um pouco da cultura celta e das tradições. Irão se apaixonar com tudo assim como eu.

A autora conta, nas primeiras páginas, de onde veio a inspiração para o livro, como é a pronuncia de nomes e termos que aparecem no livro e ainda explica alguns. Há um mapa onde pode-se observar Sevenwaters, outros feudos  e lugares próximos.



A capa é linda e confesso, foi ela quem me atraiu na livraria para comprar, pois eu nunca nem tinha ouvido falar deste livro antes de tê-lo. A cada capítulo a folha possui uns desenhos no topo e embaixo, são bem bonitos. Sempre que aparece alguma palavra ou expressão estranha há uma notinha no final da folha em que aparece. As letras são ótimas de ler e resumindo, é tudo perfeito e recomendado.

Amei este livro, é simplesmente sensacional. Personagens fortes, apaixonantes, conquistadores e tudo o mais numa trama simplesmente magnífica.

Filha da Floresta entrou para um dos meus preferidos e estou ansiosa atrás de comprar o segundo.

Por: Mel
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