sábado, 21 de dezembro de 2013

A Guerra dos Tronos (resenha)

A Guerra dos Tronos – As Crônicas de Gelo e Fogo
Autoria: George R.R. Martin
Editora: Leya
Nota: 5 estrelas
Sinopse: Quando Eddard Stark, lorde do castelo de Winterfell, aceita a prestigiada posição de Mão do Rei oferecida pelo velho amigo, o rei Robert Baratheon, não desconfia que sua vida está prestes a ruir em sucessivas tragédias. Sabe-se que Lorde Stark aceitou a proposta porque desconfia que o dono anterior do título fora envenenado pela manipuladora rainha - uma cruel mulher do clã Lannister - e sua intenção é proteger o rei. Mas ter como inimigo os Lannister pode ser fatal: a ambição dessa família pelo poder parece não ter limites e o rei corre grande perigo. Agora, sozinho na corte, Eddard percebe que não só o rei está em apuros, mas também ele e toda sua família.

Avaliação: Eu sei que todo mundo já está cansado de ouvir falar desse livro, da série e do autor que mais assassina personagens legais. Mas agora é minha vez de dizer minha opinião. E para começar, aviso logo que será uma das resenhas mais difíceis e complicadas de escrever. Acredito que qualquer um que tente explicar como é e do que se trata a série de livros do tio Martin, encontre muita dificuldade, pois não é uma história simples e não existe um personagem principal. Existem vários!

Até onde eu sei, o autor prometeu sete livros de As Crônicas de Gelo e Fogo. Li até o terceiro e sei que basicamente toda a trama gira em torno dessa guerra pelo Trono de Ferro. Dizendo assim, na lata, pode até não parecer interessante, eu mesma tinha muitas dúvidas se iria gostar, principalmente porque alta fantasia não é meu forte. Mas creio que as aventuras, intrigas e personagens criadas pelo tio Martin seja capaz de agradar quase todo mundo.

É impossível (ao menos para mim) contar um pouco mais sobre os acontecimentos. O mínimo detalhe pode conter spoiler e eu não quero estragar a surpresa de ninguém que ainda não leu. A sinopse citada no inicio traz tudo que eu poderia me atrever a dizer aqui.

São muitos personagens. Muitos mesmo! No começo você pode até ficar confuso, se atrapalhar, ter dificuldades em ligar o nome à pessoa, mas com o tempo você se acostuma. Martin criou personagens muito marcantes, impossíveis de serem confundidos depois que você os conhece mais a fundo. E todos, sem exceção, são extremamente humanos. Todos são mocinhos e vilões. Todos erram e todos acertam em determinado momento.

A mitologia criada pelo autor é fabulosa! Faz-te pensar em como um homem conseguiu imaginar tanta coisa e fazer com que tudo se entrelace e faça sentido. O cara é genial! Pelas descrições dos cenários e tudo mais, nota-se que a trama se passa na idade média. Uma coisa bem interessante é que por mais que se contem histórias sobre dragões e muitos outros seres místicos, quase ninguém acredita. Na cabeça das pessoas, tudo não passa de historinhas para dormir. E o quesito fantasia quase não é abordado no primeiro livro. Essa parte fantasiosa é apresentada de forma gradativa ao longo da série.

''Um covarde pode ser tão bravo como qualquer homem quando não há nada a temer. E todos cumprimos o nosso dever quando ele não tem preço. Como parece fácil então seguir o caminho da honra. Mas, cedo ou tarde, na vida de todos os homens chega um dia em que não é fácil, um dia em que ele tem de escolher.''

Há quem diga que há muitas descrições no livro. Eu discordo. Acho que tem apenas o necessário. Com um enredo de tamanha magnitude, não se pode ter descrições banais, corriqueiras ou quase inexistentes. Acredito que as descrições apenas dão um requinte a mais nesse caso. Sei que nem todo mundo é fã de tantos detalhes, sei que muita gente gosta de uma leitura mais rápida e cheia de ação. Mas é necessário um pouco de lentidão em alguns momentos, principalmente para que o autor consiga trabalhar bem os personagens, suas personalidades, atitudes e características.

Para quem conhece a fama do tio Martin em matar nossos personagens favoritos e tem receio de começar a ler por conta disso, eu digo: não tenham! Você sofre, fica de coração partido, amaldiçoa o mundo, sente vontade de rasgar o livro, chora, mas acreditem, em pouco tempo você estará apaixonado por outro personagem.

E pelo amor de Deus, não tenha medo do tamanho do livro. Depois que você lê A Tormenta de Espadas (Terceiro de As Crônicas de Gelo e Fogo), tudo se torna fichinha. Ai você olha pro seu A Guerra dos Tronos e acha fininho (ou pelo menos não tão grande). Além do que, você se apega tanto aquelas intrigas, amores, traições e sofrimentos, que já nem liga para quantas páginas tem.

Se você não gostar de uma leitura mais pesada, nem toque nessa série. Tem de tudo. Incesto, mortes violentas, palavras de baixo calão, cenas de sexo e por aí vai. A mim, não incomodou nenhum pouco. Só deixou tudo ainda mais humano e real. Martin não tem o menor pudor na hora de escrever.

"Uma mente necessita de livros da mesma forma que uma espada necessita de uma pedra de amolar se quisermos que se mantenha afiada."

Agora que falei o básico, preciso falar dos meus queridinhos. Eu assisto a série televisiva também, embora eu não tenha começado nem a terceira temporada, pois confesso não achar muita graça, uma vez que já sei o que vai acontecer (mesmo que algumas coisas sejam diferentes na adaptação da HBO). No entanto, por mais que o seriado não me empolgue tanto, ele ajudou a confirmar ainda mais minhas paixões. Jon Snow, Arya Stark, Tyrion Lannister, Daenerys Targaryen são meus favoritos, embora eu ame muitos outros. Do primeiro volume, são esses que eu posso citar que me ganharam desde suas primeiras aparições. Não irei nem me esticar, falando de cada um em particular, senão eu não paro de digitar. Você precisa ler e se apaixonar. Pronto.

"Nunca se esqueça de quem você é, porque é certo que o mundo não se lembrará. Faça disso sua força. Assim, não poderá ser nunca a sua fraqueza. Arme-se com esta lembrança, e ela nunca poderá ser usada para magoá-lo"

A capa é perfeita, os mapas no inicio e no final dão uma noção boa dos lugares e das distâncias, pois são muitos reinos descritos no livro. Cada capítulo corresponde a um personagem, portanto são divididos pelos seus respectivos nomes. Além de grosso, as letras não são muito grandes para a leitura e no inicio me incomodou, mas agora estou acostumada. As folhas são ótimas, pois não faz a luz refletida doer nos olhos.

Já deu para perceber que recomendo demais, né?! 

Por: Mar

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Nevermore (resenha)

Nevermore
Autoria: Kelly Creagh
Editora: Pandorga
Nota: 4 estrelas
Sinopse: A líder de torcida Isobel Lanley fica horrorizada quando descobre que seu parceiro para o projeto de inglês é Varen Nethers e que o projeto deve ser entregue — tão injusto — no dia do jogo contra o rival do colégio. Frio e indiferente, cínico e com a língua afiada, Varen deixa claro que ele também preferia não ter que estudar com ela. Porém, quando Isobel descobre um texto estranho escrito no diário de Varen, acaba vendo com outros olhos esse enigmático garoto de olhar expressivo.

Logo Isobel começa a inventar desculpas para poder encontrar Varen. Afastando-se cada vez mais de seus amigos e do namorado possessivo, Isobel entra mais fundo no mundo de sonhos que Varen criou nas páginas de seu diário, um mundo onde as aterradoras histórias de Edgar Allan Poe ganham vida.

Enquanto seu mundo começa a desmoronar ao seu redor, Isobel descobre que os sonhos, assim como as palavras, têm mais poder do que ela imaginava, e que as realidades mais assustadoras são aquelas criadas pela mente. Agora ela precisa encontrar uma maneira de chegar a Varen antes que ele seja consumido pelas sombras de seus próprios pesadelos.

A vida dele depende disso.

Avaliação: Acabei de ler este livro e me deixou com a sensação de quero logo ler as continuações!

Quando iniciei a leitura percebi que pelo prólogo iria ser algo bem macabro, mas os primeiros capítulos não tinham nada de macabro e eu fiquei duvidando, me perguntando qual o sentindo daquele início. Então, com o desenrolar do livro, comecei a perceber que fazia sim, sentido, entretanto ainda havia um mistério. Ainda há um mistério.

''Na verdade, ela ainda teria certeza de alguma coisa? Da realidade? De si mesma?''

Gostei muito de toda essa aura misteriosa, dos segredos. Me deleitei ao ver cada uma das peças se encaixarem e tenho certeza de que adorarei descobrir as que faltam e serão descobertas nos próximos volumes.

''Ele tinha dito que não queria que tudo ''acabasse'' assim. O que ele quis dizer com isso? Por que parecia que o bilhete era uma despedida? E por que ele disse que tudo ''desapareceria'' depois desta noite?''

Embora a estória seja maravilhosa e eu realmente tenha amado o tema e o desenrolar dos fatos, foi meio difícil manter a leitura em certos momentos, pois as coisas não aconteciam como eu queria, era muito lento e eu tive problemas com isso. Agora, ao terminar a leitura, entendo que a lentidão foi necessária.

Ao ir lendo, senti muita curiosidade sobre Edgar Allan Poe. Já andei lendo uns contos de sua autoria, mas agora irei atrás de contos específicos e darei total atenção. Varen me contaminou!

Isobel e Varen... O que dizer sobre esses dois?

''Apaixonada. Apaixonada pelo estoico, mal-humorado e eternamente melancólico Varen Nethers? Ele nunca permitiria isso.''

Não gostei muito de Isobel, na verdade, desejei muito em vários momentos que o narrador fosse Varen e não Izzy. Em determinado momento eu demovi essa ideia da mente, pois uma narração feita por ele e não por ela seria bem estranha e existiriam muitas lacunas. Em muitos momentos ele foi uma incógnita, é impossível desvendá-lo completamente, saber o que pensa e o porquê de algumas atitudes, só consegui ter uma ideia do mistério, adentrar um pouco em sua mente.

Varen é contido, sério, dramático, intenso, solitário e, penso eu, sensível, apesar de tudo.

''—Se você contar a alguém, eu irei até você à noite e destruirei sua alma perene.'' 

''Em minha tristeza, não pude despertar
Meu coração para a alegria no mesmo tom;
E tudo o que eu amei, eu amei sozinho.''

Edgar Allan Poe

Eu amei mesmo foram as personagens secundárias. Me identifiquei um pouco com Danny, irmão de Isobel. Adorei Gwen, amiga da protagonista. As partes dela e de Danny são as que me fizeram rir.

''Se isto fosse em japonês — disse Danny —, poderia ser um anime.''

''— Van Gogh — Gwen disse, afastando-se e acenando com a maçã. — Edgar Allan Poe. É parecido!''

''— Pai, esta é Gwen. Ela é, uh... ela é... — mentalmente desequilibrada, Isobel quis dizer.''

Há Reynolds e Pinfeathers também. O livro termina e eu não consegui desvendar esses dois. Só sei de uma coisa: ADOREI Pin!

''— Posso ajudar, líder de torcida? — Pinfeathers perguntou.
...
— Onde está sua máscara? — ele perguntou. — Todos estão usando máscaras, menos você, líder de torcida. Está tentando dizer que não tem nada a esconder?''

''— Atrevo-me a pensar que — Reynolds disse — nem metade dos problemas te encontrariam se você aprendesse a não se intrometer naquilo que não lhe diz respeito.'' 

Eu nunca havia lido algo assim. O tema de Nevermore é bem incomum nas minhas leituras e eu recomendo!
Não dei as 5 estrelas por causa das vezes em que pensei em desistir e do fato de não ter gostado tanto assim da protagonista. No final eu até que passo a gostar um pouco dela como gosto dos outros personagens que citei.

A capa é linda e pode traduzir à perfeição o tema geral e vários momentos ocorridos. Quando o livro está fechado têm-se a impressão de que suas páginas são pretas, pois a lateral é toda negra. O efeito é muito interessante. A diagramação é perfeita! Há corvos em cada capítulo e um nome que o resume.

Por: Mel

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Wayne de Gotham (resenha)

Wayne de Gotham
Autoria: Tracy Hickman
Editora: Fantasy
Nota: 4 estrelas
Sinopse: Por trás de toda máscara existe um homem de verdade. Ainda criança, Bruce Wayne testemunha o assassinato dos pais – e o mistério sobre o motivo o impulsiona a fazer uma busca pelo seu passado. É quando descobre um diário secreto de seu pai Thomas, um médico rebelde que parece finalmente revelar o seu lado obscuro. Sua identidade é seriamente abalada quando um convidado levanta, inesperadamente, questões sobre o evento que acabou com a vida de sua amada mãe e seu admirável pai – caso que provocou para sempre sua vontade insaciável de proteção e vingança. Para descobrir a história real da família, Batman precisa confrontar o antigo inimigo, como o perverso Coringa, seu próprio mordomo Alfred, além do passado que assombra o Asilo Arkham, para assumir o novo fardo de um legado sombrio. Muito mais próximo dos filmes de Burton e Christopher Nolan e das HQs de Frank Miller do que dos seriados de TV dos anos 1960. Um olhar imaginativo sobre o lado humano do icônico super-herói criado por Bob Kane. TRACY R. HICKMAN é um autor mais conhecido por seu trabalho com Margaret Weis em "Dragonlance". Também escreveu a trilogia Darksword, o Death Gate Cycle, e a trilogia Sovereign Stone e atuou como designer de RPG's para a TSR, Inc.

Avaliação: Como uma grande fã de super-heróis, é óbvio que eu não podia deixar de ler Wayne de Gotham. Nunca nem tinha ouvido falar deste livro quando o encontrei na livraria. Soube imediatamente que teria de comprá-lo. E nossa, foi uma das melhores aquisições desse ano!

A trama mostra o passado de Thomas, pai de Bruce e do próprio Bruce, nosso tão conhecido Batman e como passado e presente se entrelaçam. Eu não quero revelar muito do enredo, para não estragar a história. Até porque, em vários momentos você identifica muito dos filmes de Christopher Nolan (em especial, o ultimo, na minha opinião) e com isso, acaba que tem uma pitada de previsibilidade. Mas não se preocupem! Isso não é algo ruim! Acredito que ruim seria se o autor tivesse reinventado o Batman de uma maneira completamente destoante do herói que todo mundo conhece.

Eu achei que eu fosse vibrar nas cenas de lutas. Que ia adorar ver o Bruce Wayne através de folhas de papel. Imaginei tanta coisa... Embora quase tudo que eu tinha imaginado estivesse impresso nas páginas, não era na intensidade que eu esperava. E mais uma vez, não foi algo ruim. A melhor parte ficou sendo as que o Thomas Wayne aparecia. O passado do pai do nosso cavaleiro das trevas me deixava aflita e grudada em cada frase, cada diálogo e cada atitude. Foi ótimo ler algo onde o foco não era o Batman em si. Foi ótimo saber sobre o passado de alguém que influenciou tanto Bruce Wayne. Conhecer o homem que Bruce tanto exaltava e tanto sentia falta. Eu imaginava um Thomas perfeito. Médico, marido, pai maravilhoso. E no livro nos é apresentado um Thomas cheio de ideais, amigo, apaixonado e falho. Um homem que quer o melhor pro mundo, mas que também comete erros e alguns desses erros bem grandes.

Outro ponto interessante e que vale ressaltar, é que o autor dá bastante ênfase ao Bruce Wayne como pessoa, como ser humano. O Batman aparece em vários momentos sim, mas os sentimentos, atitudes e fragilidades de Bruce são mais evidentes.

"Eu visto máscara para aterrorizar os outros. Como é estranho que a falta de uma máscara me aterrorize"

Tracy Hickman conseguiu colocar no papel personagens interessantes, bem construídos e com personalidades reais, humanas. Fiquei com medo que os personagens que já me são tão familiares, ficassem estranhos num livro, mas graças a Deus isso não aconteceu. Todos eles - Bruce, Alfred, Coringa, dentre outros. - foram bem retratados. E a trama muito bem amarrada.

A capa é lindíssima! No início de cada capítulo tem um desenho do simbolo do Batman e o resto da diagramação é perfeita. Eu simplesmente amei tudo.

Recomendo demais a leitura, tanto para os fãs, quanto para os que não conhecem tão bem o Batman.

Por: Mar

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Fallen (resenha)

Fallen
Autoria: Lauren Kate
Editora: Galera
Nota: 1 estrela
Sinopse: Algo parece estranhamente familiar em relação a Daniel Grigori. Solitário e enigmático, ele chama a atenção de Luce logo no seu primeiro dia de aula no internato. A mudança de escola foi difícil para a jovem, mas encontrar Daniel parece aliviar o peso das sombras que atormentam seu passado: um incêndio misterioso levou Luce até ali. Irremediavelmente atraída por Daniel, ela quer descobrir qual é o segredo que ele precisa tanto esconder... mesmo que isso a aproxime da morte.

Avaliação: Esse ano eu estava na escola e uma amiga minha estava lendo uma das continuações desse livro. Falou super bem, super animada sobre a série. E eu tinha o livro em casa. No mesmo dia, assim que coloquei os pés no quarto fui atrás de Fallen para ler. Então quando leio a primeira página descubro que já o havia lido no ano anterior.

Conseguiram perceber como esse livro foi ''importante'' para mim e a estória foi ''fantástica''?

Quando costumo ler um livro bom, fico bem ansiosa para ter a continuação, doida para ler. Esse não. Eu comprei Fallen, li e ponto.

Se nunca terminar de ler a história, não fará a mínima diferença, não me atraiu em quase nada. A capa é a melhor coisa. É linda!

Sei que muitos amam, mas eu não consegui amar nem criar vínculo com nenhum dos personagens.

A trama me lembrou demais de Para Sempre Os Imortais. Na verdade, foi uma mistura bem louca de vários livros que havia lido. Sabe quando alguém coloca no liquidificador tudo o que tem na geladeira e na despensa? Pois é...

Não fica muito interessante.

E parece que todos esses elementos não levam a lugar algum, pois penso que a autora não conseguiu criar algo realmente bom e atraente. Que dê vontade de ler, reler e recomendar para todos os amigos, conhecidos e até mesmo desconhecidos.

Nada contra quem gostou. Talvez se eu tivesse lido com meus 11 ou 12 anos, tivesse gostado. Naquela época eu gostava de um bocado de coisas e o tanto de elementos que tem nesse livro talvez me surpreendesse.

A protagonista era muito besta. Daniel conseguiu me conquistar. Tudo deixou muito a desejar. Não lembro de nenhum personagem que tenha me conquistado. Folheando o livro para procurar alguma coisa, não se encontra nada de decente, nenhum conteúdo. Não consigo me expressar direito o que senti ao ler esse livro e ao pensar nele. Para resumir tudo, foi um dos piores livros que li na minha vida!

Talvez exagere um pouco, pois os paradidáticos da escola são piores. Mas os da escola eu nunca criei expectativas, nunca esperei gostar de nenhum. Pensei que iria, no mínimo, gostar de Fallen. Descobrir que é simplesmente decepcionante e que a autora não sabe lidar com o conteúdo que tenta por fez desse livro algo totalmente esquecível.

Minha opinião. Quem quiser ler, fique a vontade. Essa minha amiga que amou é uma viciada em leitura assim como eu.

Aí vai alguns trechos:

''Luce se sentiu honrada quando percebeu o que Daniel queria dizer: que ele nunca havia ido ao lago com outra pessoa antes. Apenas com ela.''

''Precisava se controlar com essa história de Daniel. Conhecia ele há um dia e já sentia que se encaminhara para um lugar muito estranho e pouco familiar.''

Nada a reclamar da diagramação. É boa.

Parece que ia ter um filme e eu não sei direito da história. Só sei que até agora nada.


Por: Mel

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Aberturas Nostálgicas de Animes

Época boa era a infância. Quando a gente aprontava, brincava e só se preocupava em estar em casa na hora do nosso desenho favorito. E é para relembrar essa fase que nós resolvemos postar aqui algumas das aberturas que marcaram esse tempo bom.

Divirtam-se e sintam-se nostálgicos!

Patlabor



Sailor Moon




Yu Yu Hakusho




Sakura Card Captors




Cavaleiros do Zodíaco




Medabots




Samurai X




Beyblade




Pokemon




Digimon


Shaman King



Yu-Gi-Oh




Inuyasha




Dragon Ball



Por: Mar e Mel

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Sorte ou Azar? (resenha)

Sorte ou Azar
Autoria: Meg Cabot
Editora: Galera
Nota: 2 estrelas
Sinopse: A falta de sorte parece perseguir Jinx onde quer que ela vá – e por isso ela está tão animada com a mudança para a casa dos tios, em Nova York. Talvez, do outro lado do país, Jinx consiga finalmente se livrar da má sorte. Ou, pelo menos, escape da confusão que provocou em sua pequena cidade natal. Mas logo ela percebe que não é apenas da má sorte que está fugindo. É de algo muito mais sinistro… Será que sua falta de sorte é, na verdade, um dom, e a profecia sob a qual ela viveu desde o dia que nasceu é a única coisa que poderá salvá-la?

Avaliação: Já fiz várias resenhas e a menor nota que dei foi um 4 até o presente momento, pois estava focada nos livros que mais gostei ou me marcaram. Agora, Mar me falou que eu devia começar a fazer resenhas de livros que não gostei tanto assim, então vamos lá.

Sorte ou Azar é mais um livro infanto juvenil de uma das minhas autoras preferidas, Meg Cabot. Diferentemente de Todo Garoto Tem e muitos outros livros que escreveu, este é o ''pior'' que eu li.

O elemento comédia, que é a marca registrada desta autora, faz parte do livro. Não posso dizer que não foi divertido ou que não tive bons momentos o lendo. Digo então que simplesmente não marcou nem acrescentou nada. Faz um bom tempo que o li e sinceramente, se a Mar não tivesse me feito pensar em livros que não gostei tanto assim, nunca lembraria da existência deste.

Jinx é nossa protagonista, é uma azarada e parece ter grandes poderes. Tory é sua prima, é louca e invejosa. Zach é o par romântico de Jinx.

Há outros personagens, mas não os lembro e sei que nenhum me cativou. Nem Zach, Tory ou até mesmo Jinx, embora tenha me feito rir, jamais diria que gostei dela.

Na minha opinião, tudo ficou muito a desejar. Lembro de ter achado o romance muito fraquinho e a estória também. O assunto principal, que era o dom da protagonista, deveria ter tido mais detalhes e o romance mais bem trabalhado, como as personagens também. Lembro que o final me frustrou, pois em relação ao tema sobrenatural que mais adoro que é magia, Sorte ou Azar foi o pior livro sobre que já li em toda a minha vida.

Mesmo assim eu o recomendo para uma tarde de muito tédio e sem outras opções de leitura. Apesar da minha frustração e de coisas faltando, eu me diverti e tenho certeza de que outras pessoas devem ter gostado mais do livro do que eu.

A capa do livro é fofa e não vi defeitos na diagramação.

Por: Mel

domingo, 15 de dezembro de 2013

Boys Before Flowers (resenha)


Sinopse: Jan Di é uma garota comum e de origem humilde que mora com seus pais e seu irmão mais novo, ela trabalha ajudando seu pai na tinturaria da família fazendo as entregas das roupas dos clientes. Não é uma garota rebelde e nem gosta de criar confusões, mas quando é para ajudar seus amigos ou não deixar que a humilhem, faz o que é preciso pra se defender. Certo dia, enquanto levava a roupa de um estudante da Escola Shinhwa, considerada a melhor do país, ela sem querer o salva do suicídio, sem saber o porquê dele querer suicidar-se. Por tal ato ela ganha uma bolsa de estudos nessa mesma escola, algo que ninguém nunca havia imaginado antes, já que é uma escola de elite e apenas para a nata da sociedade. De início ela não aceita a proposta para frequentar tal escola, mas pela pressão da família ela acaba cedendo, sem saber o que lhe espera. Nessa escola tem um grupo de 4 jovens que são chamados de F4 (Flower Four), que tem o respeito de todos os estudantes da escola e mandam e desmandam lá dentro. Para ajudar uma amiga, ela enfrenta o líder do grupo, Gu Jun Pyo, sem pensar duas vezes, e esse, revoltado por tal insolência, faz sua vida impossível dentro da escola. Mas ela não desiste e sempre acaba o ridicularizando. Com o passar do tempo ele percebe que é apaixonado por ela, porém Jan Di começa a sentir algo mais por outro membro do F4, Yoon Ji Hoo, um rapaz frio e fechado, mas que aos poucos, por causa dela, começa a se abrir ao exterior e ao amor, tornando-se rival do seu amigo Gu Jun Pyo.
fonte: wikipedia

Avaliação: Acredito que Boys Before Flowers seja um dos doramas mais conhecidos para quem gosta e está por dentro das novelas asiáticas. É quase um clássico (exagero meu, eu sei). Por isso, é bem difícil escrever sobre BBF sem surtar, sem esquecer das coisas. Mas tentarei. Não pretendo entregar nada sobre o enredo, quero descrever mais sobre os personagens e seus relacionamentos.

Começo dizendo que mesmo não estando entre os meus cinco doramas favoritos, Boys Before Flowers tem um lugarzinho especial no meu coração por alguns motivos que acabarei citando no decorrer do texto.


Para que entendam o primeiro motivo, contarei um pouco da minha trajetória. Eu era do tipo que torcia o nariz quando alguém dizia que gostava de assistir novelas e filmes asiáticos. Na minha cabeça, era algo bizarro e sem graça. Até que em uma viagem de amigos, como sempre acontece na parte da tarde, nós estávamos morgados e sem nada pra fazer. Nesse momento, uma amiga resolve que nós deveríamos assistir um filme coreano. E para a minha surpresa, eu amei. A partir de então, assisti outro filme e mais uns três doramas com o mesmo ator principal; Jang Geun Suk. Quando não havia mais nada para assistir dele que eu conseguisse encontrar na internet, minha amiga me indicou Boys Before Flowers. Eu já tinha visto em vários blogs posts e comentários sobre esse dorama, mas nunca me interessei em assistir, pois enquanto todos diziam que os F4 (é só uma sigla para denominar os quatro mais poderosos da escola) eram lindos, eu achava todos feios por foto. Mesmo assim, dei uma chance. E não me arrependo. Agradeço a todos que me incentivaram a dar uma chance, pois foi o dorama que me abriu as portas para outros tipos de histórias, de personagens e de protagonistas. Me desprendi mais do Suk, abri meus horizontes, consigo assistir k-dramas com outros atores e admirar outros atores também. E se antes O Suk era meu ator favorito, hoje é o Lee Min Ho, protagonista de BBF.

Foi o primeiro dorama que me viciou desde o primeiro episódio. Amei a protagonista, Jan Di (mesmo que muitos a achem irritante) e logo no início, na cena em que o Ji Hoo (Hyun Joong) aparece tocando violino, eu me apaixonei. Por mais que eu ainda achasse que ele tivesse um rosto estranho, acabei me acostumando e decidi que ele era lindo e maravilhoso. E eu me peguei indignada pois sabia que o casal principal não era Jan Di e Ji Hoo, mesmo que eu torcesse por eles, a história deles nunca ia dar certo (Não considerem isso spoiler, por favor. BBF é um dorama previsível).Teve toda aquela apresentação dos F4 e, além da minha indignação por saber que o Ji Hoo não ficaria com a Jan Di, assim que eu vi o So Yi Jung (Kim Bum), eu desejei fervorosamente que ele fosse o protagonista, mas sabia que ele não era. Sendo que ele era o mais lindo pra mim. A coisinha mais fofa que Deus já criou. Acho que já deu pra notar que, embora eu tenha me viciado no primeiro episódio, eu não estava nada feliz com o Lee Min Ho ser o protagonista, né? Até o Woo Bin (Kim Joon) eu aceitaria como protagonista, menos o Min Ho. Eis que o primeiro episódio termina com a entrada triunfal dos F4 na escola. Eis que eu dou uma boa olhada no líder dos F4. Eis que eu vejo um charme que os outros não possuem. Eis que meu coração dá uma acelerada. Assim começa, como uma leve brisa, minha história de amor e devoção ao Lee Min Ho.


Geum Jan Di é a típica protagonista pobre e honesta que acaba tendo que conviver no covil dos ricos, mimados e arrogantes. A diferença dela para as demais protagonistas pobres e honestas, é que ela não tem uma personalidade fofa e afável. Ela tem atitude, ela é agressiva e grita ao ponto de deixar qualquer um surdo. Por ela ter salvo um aluno de suicídio da melhor escola da Coréia, ela ganha uma bolsa de estudos e passa a frequentar um ambiente totalmente diferente do que está acostumada. Nisso, ela acaba tendo problemas com os quatro garotos mais ricos e poderosos da escola; os F4, cujo líder é nada mais, nada menos que Gu Jun Pyo (Lee Min Ho). Pra piorar, ela se mete em problemas justamente com o Jun Pyo, que começa a fazer de tudo para infernizar a vida da menina. Mas ela nunca desiste, nunca abaixa a cabeça diante das humilhações e enfrenta o Jun Pyo de frente. E como uma boa história de amor, Jun Pyo se apaixona por ela. Mas ela se apaixona pelo introspectivo, fofo e lindo, Ji Hoo. É, rola essa história de triangulo amoroso, mas não é um triangulo que incomode. Não senti muito o peso do clichê com relação ao triangulo amoroso. Até porque, Ji Hoo não chega a ser o antagonista, o vilão. A maior vilã da história é a nojenta asquerosa da mãe do Jun Pyo. E basicamente, é assim que tudo começa e a história se desenvolve. São MUITOS acontecimentos, muitas cenas marcantes, muitas cenas fofas.

Com relação ao Jun Pyo é complicado dizer alguma coisa, pois me vem a cabeça o Lee Min Ho e os sentimentos ficam confusos. Mesmo eu sendo suspeita, acredito que o Jun Pyo foi um dos personagens masculinos que eu mais amei. Ele era arrogante e prepotente no inicio e praticava bullying, mas depois você descobre que no fundo, ele só precisava de amor e atenção. E por mais que ele tivesse uma personalidade difícil, foi ele quem correu atrás da Jan Di, enquanto ela não estava nem ai. Jun Pyo deixou o orgulho de lado e lutou pela garota que amava, sem nunca ter vergonha disso. E o mais legal é que ele não demorou pra admitir pra si mesmo. Em pouco tempo ele percebeu que gostava dela e foi atrás. O que acaba sendo fofo e fugindo do clichê de ter uma garota apaixonada por um cara e correndo atrás dele. 


Yi Jung era meu queridinho do dorama. Estava sempre calmo, sempre abrindo aquele sorriso feito sob medida por Deus, sempre ajudando os amigos, sempre me fazendo torcer por ele e pela Ga Eul (melhor amiga da Jan Di). Em alguns momentos, eu preferia ver o romance entre os dois acontecer, do que entre o Jun Pyo e a Jan Di. Acho que essa foi uma das coisas que me incomodou no drama. Devia ter tido mais cenas com o casal secundário.

O Woo Bin não tinha uma história só dele ali... Ele pra mim, era mais o amigo fiel. O amigo que tava sempre ali pro que der e vier. Gostava de ver, principalmente, a amizade dele com o Yi Jung.


E o que dizer do Ji Hoo? Sério, se tiver alguém que não tenha gostado do Ji Hoo, essa pessoa é LOUCA! Acho que não tem como não amá-lo. Lindo, amigo, fiel, bombeiro exclusivo da Jan Di (quem não queria um bombeiro desses?), rico, uma boa pessoa... Não era arrogante e prepotente como o Jun Pyo. Eu entendo totalmente o porquê da Jan Di ter se apaixonado pelo Ji Hoo. Eu me apaixonaria. Mas eu iria preferir o Jun Pyo também, porque homem pra mim tem que ter atitude e o Jun Pyo tinha.

A família da Jan Di era muito engraçada, a mãe interesseira, que mesmo tendo esse defeito, eu não conseguia odiá-la. O irmão da Jan Di era um fofo. A irmã do Jun Pyo que eu simplesmente amei! A governanta, a noiva do Jun Pyo, o avô do Ji Hoo, o empregado da mãe do Jun Pyo, o dono do restaurante onde a Jan Di trabalhava... São personagens demais que eu gostei.

E para quem não capitou quais os motivos do meu carinho especial por Boys Before Flowers, eu resumo agora; o primeiro que me viciou desde o primeiro episódio. O que me fez descobrir que existem outros atores lindos e bons além do Jang Geun Suk e o fato de que, Lee Min Ho virou meu ídolo coreano que eu mais amo, deixando o Suk em segundo lugar. Boys Before Flowers quebrou barreiras pra mim. Me fez abrir os olhos para um leque novo de doramas, pois eu achava que só tudo que o Suk fazia era bom e o resto dispensável. Hoje eu sou capaz de assistir doramas com outros atores, não apenas com o Suk ou com o Min Ho.

Super recomendo! Assistam! Existe também a versão japonesa e outras que eu não me recordo. 

Links para download: sakuraanimesmundinhodokpop

OST (trilha sonora): 




Ps: Boa parte da resenha eu já tinha postado em um antigo blog meu. Modifiquei apenas algumas coisas.

Por: Mar
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