sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Lynsay Sands


Olá a todos!

Fazia um tempinho que não postávamos nada ou nos dedicávamos ao blog, mas tivemos bons motivos. Enem e demais vestibulares para mim e trabalhos da faculdade para minha irmã.

Para compensar um pouco, voltamos com uma novidade, que é falar de autores, suas obras, seus estilos. Bem... Isso não parece muita novidade quando escrito dessa forma, mas vocês vão gostar, espero.

Alguém conhece Lynsay Sands?

Ela é uma autora canadense, escreveu mais de 30 livros e é bastante conhecida pela série Família Argeneau. Livros sobre vampiros que eu ainda não tive oportunidade de ler.

Eu ADORO essa autora, seus livros são fantásticos, pois têm meu elemento favorito: humor. Esse elemento ainda está misturado com romance e mistério.

Meu preferido dela, de longe, é:

O amor... é cego?

Nesse delicioso livro, que se passa na Inglaterra, em 1720, conhecemos Adrian Montfort, o conde de Mowbray, e Clarissa Crambray. Ele possui cicatrizes no rosto e, por isso, é cínico, mas sensível. O fator cicatriz pode ser um clichê, mas nenhum outro livro possui uma jovem míope estabanada como protagonista, garanto.

Identifiquei-me com a pobre Clarissa, pois sou míope também. Sofremos o estigma de acharem que não enxergarmos um palmo a frente do nariz, quando na verdade, temos uma visão ótima de perto e enxergamos sim, depois desse palmo. Claro que depois dele fica tudo embaçado e é meio complicado reconhecer um rosto quando tudo não passa de um borrão.

''— Por que não está dançando? Uma lindeza como ela deveria estar com todas as danças prometidas.
— Ninguém se atreve a tirá-la, e, se você quer bem a seus pés, é melhor que também não o faça.
Adrian levantou as sobrancelhas, de modo inquisitorial.
— Ela é tão cega quanto um morcego e um perigo para as canelas — avisou Reginald, balançando a cabeça em confirmação diante do olhar incrédulo de Adrian. — De verdade, ela não consegue dar um passo sem pisar em seu pé e tropeçar. Ela nem sequer consegue andar sem tropeçar em tudo.''

A história é bem fofa, te faz dar ótimas gargalhadas e tem um mistério. Também te faz pensar sobre as semelhanças. Por exemplo, Adrian fala sobre as debutantes serem as mesmas todos os anos, embora possuam outros rostos e nomes, eu concordo com ele. As pessoas que aparecem em nossas vidas, sempre parecem muito com outras que já apareceram anteriormente. É estranho, mas faz todo o sentido na minha cabeça, como na dele também.

Mil e uma recomendações para esse livro!

A chave

Título bem curioso, certo? Chave do quê, afinal? Que chave tão importante é essa que se tornou até nome do livro?

É a chave que permite abrir...

O cinturão de castidade de Iliana!

Este livro se passa na época medieval, onde existiam sim, cinturões de castidade.

Duncan casa-se com a protagonista, Iliana, apenas por seu dote. Não se conheciam quando ficaram noivos (casamentos de conveniência eram bem comuns antigamente) e são dois seres totalmente opostos. ''Uma mulher com uma tendência compulsiva à limpeza e um homem desleixado, sujo e amante da cerveja.''.

Como protesto pelo casamento indesejado e noivo mais indesejado ainda, Iliana usa o cinturão de castidade, não permitindo a consumação do casamento, até que sua exigência fosse acatada.

Exigência bem simples na verdade.

''—Onde está a chave?
—Eu te darei a chave se tomar um banho.
Duncan paralisou, havia confusão em sua expressão.
—Um banho? Não é julho ainda. Por que diabos deveria tomar um banho?''

O livro é muito engraçado e eu me diverti muito com o pobre do Duncan atrás da chave. Os dois são muito teimosos e nenhum queria ceder. Sem banho, sem chave, mesmo que às vezes as coisas esquentassem um pouco.

O segredo das gêmeas

Charlotte e Elizabeth... ou devo dizer Charlie e Elizabeth?

É muito difícil para duas garotas, sobretudo se forem gêmeas, fugirem de uma situação desesperadora sem chamarem atenção, porém, tudo fica mais simples quando, em vez disso, é um casal de irmãos.

O lorde Jeremy Radcliffe encontra os gêmeos numa situação bem distinta e se compromete a ajudá-los, sem, contudo, saber que são duas garotas. Adivinhem quem é o par romântico de Radcliffe?

Quem é a garota que o atrai?

A gêmea que finge ser um garoto! As duas são idênticas, mas ele sente atração pelo ''garoto'' e, às vezes, por Beth também. Situação horrível a dele, não é? Ora sente atração pela irmã, ora pelo irmão. Mal sabe Radcliffe que, além de ser enganado quanto ao sexo de um dos gêmeos, ainda é enganado quando trocam de lugar!

''Seu olhar se deteve na moça por um momento. Não, não sentia-se particularmente atraído por essa jovem. Estranhamente, Radcliffe suspeitou que estava a ajudá-los pelo rapaz.
Havia uma certa rigidez no moço que falava de medo, de orgulho, de coragem e de um intenso amparo para sua irmã. Ele tinha se esforçado muito para resgatá-la, tentando comportar-se como um verdadeiro homem, embora Radcliffe suspeitasse que esses dois tivessem mais de quinze ou dezesseis anos.''

Eu gostei muito de Jeremy, que é fofo, divertido e tem um bom coração. Também gostei de Charlie que é forte, corajosa e doce, ajudando órfãos, protitutas e filhotinhos.

Como é a marca de Lynsay Sands, esse livro me divertiu bastante também.

Vizinhos

Imagine você, tendo um vizinho(a) bastante desagradável que só sabe reclamar para o Rei (você leu certo, o REI!) de você!

Imagine você, tendo um vizinho(a) que maltrata súditos e empregados.

Imaginou?

Agora, imagine você sendo o Rei e recebendo sempre cartas de reclamação aos pares. Toda vez que receber uma carta de lady Helen Tiernay, é certo receber uma de lorde Hethe Holden no mesmo dia. O que você faria para acabar com esse assédio de cartas?

Algo tão simples e óbvio!

Casar os dois!

Ora, se lady Tiernay tem algo a se queixar do vizinho, que o faça pessoalmente. O mesmo vale em relação a lorde Holden. A solução mais simples para que possam dialogar e resolver seus problemas é casando!

Pelo menos foi a essa conclusão que o Rei Henry chegou com a ajuda de Templetun, um substituto de seu secretário habitual.

''— Onde diabos ele tirou uma ideia tão louca como esta?
Helen usou uns segundos para olhar sobressaltada para sua tia, em seguida, virou-se para ouvir a resposta de Templetun. Ele não parecia ansioso para dá-la. Na verdade, ele parecia relutante. Culpa. O homem estava se movendo na cadeira com desconforto. Helen estava começando a sentir um estranho pressentimento quando sua tia de repente se manifestou essa suspeita em voz alta.
— Você?
Templetun abruptamente se congelou, a expressão em seu rosto era a de uma criança que foi pega roubando uma despensa.
— Foi você — Helen ofegou com horror. Sem saber se perguntava o porquê ou simplesmente atacava a garganta do homem.''

O ódio mortal que sentem um pelo outro e o casamento imposto pelo Rei são a premissa para uma história hilária e com um mistério.

A condessa

Christiana é casada, mas esse casamento nunca foi feliz. Quer dizer... nunca até que o marido caiu morto.

Talvez não acreditem no que vou contar agora e achem até que tenho um estranho senso de humor, mas o defunto me fez dar altas gargalhadas.

Naquela época, quando um parente morria, todos deveriam passar um período em luto. Isso significava sem estreia e sem casamento para as irmãs de Christiana. Já que a morte desse traste ia acarretar uma situação que preferia ser evitada, então porque não adiá-la (a morte)?

Sim, por que é muito fácil conservar um defunto, certo? Só por no gelo e rezar para que demore a derreter e o mal cheiro não seja sentido por todos da casa.

''— Ele está morto agora, Lisa. Depois de um par de dias... — Ela não acabou, era horrível demais dizer que o homem começaria a cheirar mal.
— Podemos abrir a janela do quarto e deixar o ar frio entrar — Suzette disse imediatamente. — Vai retardar a deterioração. Poderíamos até ir ao depósito de gelo pegar um bloco para embalar ao seu redor e...
— Querido Deus — Christina saltou em seus pés com horror. — Eu não posso acreditar que você está sugerindo isso. Ele é um homem, não um pedaço de carne.''

A situação estava acertada até que o marido resolve ressurgir dos mortos, ou seu irmão gêmeo, como é o caso. Richard Fairgrave é o seu nome, e também era o de seu marido. Parece que o traste era tão mal caráter que roubou a identidade do irmão gêmeo.

Agora Christina e Richard possuem uns probleminhas para resolverem, como o fato de estarem ''casados'' e, também, de que o gelo está derretendo.
                                                                                                                                                      

Esses livros são só alguns, meus preferidos, de Lynsay Sands.

Como devem ter percebido, a maioria das capas estão em inglês. Sinto dizer que são poucos os livros dessa autora que possuem livro físico aqui no Brasil, mas você pode adquirir em inglês ou encontrá-los em PDF na internet.

Espero que tenham gostado desse post.

Mel

9 comentários:

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  2. Que bom que voltaram, Mel!!! Senti falta dos posts de vcs! :)
    Acho que desses só me interessei mesmo pelo primeiro! Os outros me lembraram aqueles romances de banca, que já li horrores, mas tenho ficado com um pouco de preguiça ultimamente. Mas o primeiro me lembrou um pouco mais os livros de época estilo Julia Quinn. Dps vou ver se acho!
    Beijos

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    Respostas
    1. Pois é, voltamos mais ou menos, pq eu ainda tenho mais 2 dias de vestibulares para fazer.
      Sério q só se interessou pelo primeiro?
      Esses livros são muito legais, mas confesso que O amor... é cego, é o único q eu releio e lembro da história com detalhes, pq é o melhor, na minha opinião. Recomendo muito, eu até li pela internet, mas comprei recentemente num sebo, pq o livro é muito fofo e engraçado
      Adoro Julia Quinn :)
      Na verdade, eu adoro romances de época
      Beijos

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  3. Acho q eu tou numa fase bem chata Mel! hehehehehe
    O primeiro realmente se enquadrou nos que curto muito! Os outros estão no bolo da preguiça! :P
    Mas nunca digo nunca! hehehehe
    Amo Julia Quinn e tou doida pra acabarem de lançar a série dos Bridgertons!! :D
    Beijos!

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  4. Oi Mel!!! Não, eu não morri XD Também fiquei MUITO tempo sem postar nada no meu blog e resolvi retornar! *---* Ai cara que saudades desse blog! <3 Vocês trocaram o layout <3 Ai que fofo, ficou muito perfeito, sério <333 Gostei bastante desses livros! Admito que fiquei com vontade de ler A Chave depois desse quote que vc colocou! Dei umas boas risadas ahaha saudades de ler livros para rir, ultimamente só estou lendo terror e mais terror! Eu amo demais, mas as vezes é melhor descontrair, né? *-*

    Beijos e não se preocupe que eu vou tentar aparecer aqui bastante ainda hahaha

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  8. Adorei os livros
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    beijos

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