sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Lynsay Sands


Olá a todos!

Fazia um tempinho que não postávamos nada ou nos dedicávamos ao blog, mas tivemos bons motivos. Enem e demais vestibulares para mim e trabalhos da faculdade para minha irmã.

Para compensar um pouco, voltamos com uma novidade, que é falar de autores, suas obras, seus estilos. Bem... Isso não parece muita novidade quando escrito dessa forma, mas vocês vão gostar, espero.

Alguém conhece Lynsay Sands?

Ela é uma autora canadense, escreveu mais de 30 livros e é bastante conhecida pela série Família Argeneau. Livros sobre vampiros que eu ainda não tive oportunidade de ler.

Eu ADORO essa autora, seus livros são fantásticos, pois têm meu elemento favorito: humor. Esse elemento ainda está misturado com romance e mistério.

Meu preferido dela, de longe, é:

O amor... é cego?

Nesse delicioso livro, que se passa na Inglaterra, em 1720, conhecemos Adrian Montfort, o conde de Mowbray, e Clarissa Crambray. Ele possui cicatrizes no rosto e, por isso, é cínico, mas sensível. O fator cicatriz pode ser um clichê, mas nenhum outro livro possui uma jovem míope estabanada como protagonista, garanto.

Identifiquei-me com a pobre Clarissa, pois sou míope também. Sofremos o estigma de acharem que não enxergarmos um palmo a frente do nariz, quando na verdade, temos uma visão ótima de perto e enxergamos sim, depois desse palmo. Claro que depois dele fica tudo embaçado e é meio complicado reconhecer um rosto quando tudo não passa de um borrão.

''— Por que não está dançando? Uma lindeza como ela deveria estar com todas as danças prometidas.
— Ninguém se atreve a tirá-la, e, se você quer bem a seus pés, é melhor que também não o faça.
Adrian levantou as sobrancelhas, de modo inquisitorial.
— Ela é tão cega quanto um morcego e um perigo para as canelas — avisou Reginald, balançando a cabeça em confirmação diante do olhar incrédulo de Adrian. — De verdade, ela não consegue dar um passo sem pisar em seu pé e tropeçar. Ela nem sequer consegue andar sem tropeçar em tudo.''

A história é bem fofa, te faz dar ótimas gargalhadas e tem um mistério. Também te faz pensar sobre as semelhanças. Por exemplo, Adrian fala sobre as debutantes serem as mesmas todos os anos, embora possuam outros rostos e nomes, eu concordo com ele. As pessoas que aparecem em nossas vidas, sempre parecem muito com outras que já apareceram anteriormente. É estranho, mas faz todo o sentido na minha cabeça, como na dele também.

Mil e uma recomendações para esse livro!

A chave

Título bem curioso, certo? Chave do quê, afinal? Que chave tão importante é essa que se tornou até nome do livro?

É a chave que permite abrir...

O cinturão de castidade de Iliana!

Este livro se passa na época medieval, onde existiam sim, cinturões de castidade.

Duncan casa-se com a protagonista, Iliana, apenas por seu dote. Não se conheciam quando ficaram noivos (casamentos de conveniência eram bem comuns antigamente) e são dois seres totalmente opostos. ''Uma mulher com uma tendência compulsiva à limpeza e um homem desleixado, sujo e amante da cerveja.''.

Como protesto pelo casamento indesejado e noivo mais indesejado ainda, Iliana usa o cinturão de castidade, não permitindo a consumação do casamento, até que sua exigência fosse acatada.

Exigência bem simples na verdade.

''—Onde está a chave?
—Eu te darei a chave se tomar um banho.
Duncan paralisou, havia confusão em sua expressão.
—Um banho? Não é julho ainda. Por que diabos deveria tomar um banho?''

O livro é muito engraçado e eu me diverti muito com o pobre do Duncan atrás da chave. Os dois são muito teimosos e nenhum queria ceder. Sem banho, sem chave, mesmo que às vezes as coisas esquentassem um pouco.

O segredo das gêmeas

Charlotte e Elizabeth... ou devo dizer Charlie e Elizabeth?

É muito difícil para duas garotas, sobretudo se forem gêmeas, fugirem de uma situação desesperadora sem chamarem atenção, porém, tudo fica mais simples quando, em vez disso, é um casal de irmãos.

O lorde Jeremy Radcliffe encontra os gêmeos numa situação bem distinta e se compromete a ajudá-los, sem, contudo, saber que são duas garotas. Adivinhem quem é o par romântico de Radcliffe?

Quem é a garota que o atrai?

A gêmea que finge ser um garoto! As duas são idênticas, mas ele sente atração pelo ''garoto'' e, às vezes, por Beth também. Situação horrível a dele, não é? Ora sente atração pela irmã, ora pelo irmão. Mal sabe Radcliffe que, além de ser enganado quanto ao sexo de um dos gêmeos, ainda é enganado quando trocam de lugar!

''Seu olhar se deteve na moça por um momento. Não, não sentia-se particularmente atraído por essa jovem. Estranhamente, Radcliffe suspeitou que estava a ajudá-los pelo rapaz.
Havia uma certa rigidez no moço que falava de medo, de orgulho, de coragem e de um intenso amparo para sua irmã. Ele tinha se esforçado muito para resgatá-la, tentando comportar-se como um verdadeiro homem, embora Radcliffe suspeitasse que esses dois tivessem mais de quinze ou dezesseis anos.''

Eu gostei muito de Jeremy, que é fofo, divertido e tem um bom coração. Também gostei de Charlie que é forte, corajosa e doce, ajudando órfãos, protitutas e filhotinhos.

Como é a marca de Lynsay Sands, esse livro me divertiu bastante também.

Vizinhos

Imagine você, tendo um vizinho(a) bastante desagradável que só sabe reclamar para o Rei (você leu certo, o REI!) de você!

Imagine você, tendo um vizinho(a) que maltrata súditos e empregados.

Imaginou?

Agora, imagine você sendo o Rei e recebendo sempre cartas de reclamação aos pares. Toda vez que receber uma carta de lady Helen Tiernay, é certo receber uma de lorde Hethe Holden no mesmo dia. O que você faria para acabar com esse assédio de cartas?

Algo tão simples e óbvio!

Casar os dois!

Ora, se lady Tiernay tem algo a se queixar do vizinho, que o faça pessoalmente. O mesmo vale em relação a lorde Holden. A solução mais simples para que possam dialogar e resolver seus problemas é casando!

Pelo menos foi a essa conclusão que o Rei Henry chegou com a ajuda de Templetun, um substituto de seu secretário habitual.

''— Onde diabos ele tirou uma ideia tão louca como esta?
Helen usou uns segundos para olhar sobressaltada para sua tia, em seguida, virou-se para ouvir a resposta de Templetun. Ele não parecia ansioso para dá-la. Na verdade, ele parecia relutante. Culpa. O homem estava se movendo na cadeira com desconforto. Helen estava começando a sentir um estranho pressentimento quando sua tia de repente se manifestou essa suspeita em voz alta.
— Você?
Templetun abruptamente se congelou, a expressão em seu rosto era a de uma criança que foi pega roubando uma despensa.
— Foi você — Helen ofegou com horror. Sem saber se perguntava o porquê ou simplesmente atacava a garganta do homem.''

O ódio mortal que sentem um pelo outro e o casamento imposto pelo Rei são a premissa para uma história hilária e com um mistério.

A condessa

Christiana é casada, mas esse casamento nunca foi feliz. Quer dizer... nunca até que o marido caiu morto.

Talvez não acreditem no que vou contar agora e achem até que tenho um estranho senso de humor, mas o defunto me fez dar altas gargalhadas.

Naquela época, quando um parente morria, todos deveriam passar um período em luto. Isso significava sem estreia e sem casamento para as irmãs de Christiana. Já que a morte desse traste ia acarretar uma situação que preferia ser evitada, então porque não adiá-la (a morte)?

Sim, por que é muito fácil conservar um defunto, certo? Só por no gelo e rezar para que demore a derreter e o mal cheiro não seja sentido por todos da casa.

''— Ele está morto agora, Lisa. Depois de um par de dias... — Ela não acabou, era horrível demais dizer que o homem começaria a cheirar mal.
— Podemos abrir a janela do quarto e deixar o ar frio entrar — Suzette disse imediatamente. — Vai retardar a deterioração. Poderíamos até ir ao depósito de gelo pegar um bloco para embalar ao seu redor e...
— Querido Deus — Christina saltou em seus pés com horror. — Eu não posso acreditar que você está sugerindo isso. Ele é um homem, não um pedaço de carne.''

A situação estava acertada até que o marido resolve ressurgir dos mortos, ou seu irmão gêmeo, como é o caso. Richard Fairgrave é o seu nome, e também era o de seu marido. Parece que o traste era tão mal caráter que roubou a identidade do irmão gêmeo.

Agora Christina e Richard possuem uns probleminhas para resolverem, como o fato de estarem ''casados'' e, também, de que o gelo está derretendo.
                                                                                                                                                      

Esses livros são só alguns, meus preferidos, de Lynsay Sands.

Como devem ter percebido, a maioria das capas estão em inglês. Sinto dizer que são poucos os livros dessa autora que possuem livro físico aqui no Brasil, mas você pode adquirir em inglês ou encontrá-los em PDF na internet.

Espero que tenham gostado desse post.

Mel

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

[TAG] Beatles + Livros


Oi gente! Fomos tagueados pela Bianca do blog lendocomabianca.
A TAG consiste em responder perguntas sobre livros relacionadas as musicas dos Beatles. A criadora (whoosthatgirrl) só pegou ideia de algumas músicas deles e transformou em tópicos para que em cada um a gente responda um livro ou personagem ou algo do tipo. Então não precisa ser fã para responder. Eu por exemplo, não sou fã (aliás, tô bem longe de ser fã de Beatles), mas amei a ideia!

1. P.S I Love You - Um livro/saga que você quer dizer a todo mundo que ama ele/ela!
Resposta Mar: Como eu era antes de você da Jojo Moyes
Resposta Mel: Pássaros feridos de Collen McCullough

2. We Can Work It Out - Um livro que você tentou e tentou ler mas não conseguiu terminar!
Resposta Mar: A estrada da noite do Joe Hill
Resposta Mel: Marley e eu (eu comecei a ler e logo em seguida fui ver o filme, eu realmente não sabia que o final ia ser aquele, então, toda vez que pegava no livro para tentar ler, começava a chorar)

3. I Wanna Hold Your Hand - Um livro que você quer levar pra todo lugar.
Resposta Mar: Sempre o livro que estou lendo no momento. Então varia muito.
Resposta Mel: Mesma resposta da Mar, todo livro que estou lendo quero levar para todo lugar.

4. A Hard Day's Night - Um livro que você virou a noite lendo.
Resposta Mar: Cilada do Harlan Coben
Resposta Mel: Muitos e muitos livros. Eu vivia fazendo isso, quase todos os livros da minha estante foi assim, então não posso dizer apenas um.

5. And I Love Her/Him - Um personagem que você ama.
Resposta Mar: Daniel Sempere de A sombra do vento e o Prisioneiro do Céu do Zafón. Eu ia citar algum personagem de As crônicas de gelo e fogo, mas não consegui decidir meu preferido.
Resposta Mel: Que pergunta complicada!! Amo muitos, mas vou escolher a Sorcha de Filha da Floresta.

6. Eight Days a Week - Um livro que você leu sem parar até terminar.
Resposta Mar: Nunca leio um livro sem parar até terminar. Não importa tão bom ele seja. Mas um que eu quase fiz isso foi Em chamas da Suzanne Collins
Resposta Mel: 98% dos livros que eu leio é sem parar até terminar. Não consigo começar um livro e não terminar no mesmo dia.

7. Things We Said Today - Uma frase que você mais gosta de um livro.

Resposta Mar: "Se um escritor não diz a verdade, é melhor que não escreva". Essa frase não está na história de nenhum livro exatamente, mas eu li na minha edição especial de Laranja Mecânica, numa parte onde o Anthony Burgess fala sobre alguma coisa. Não lembro. Mas enfim, a frase é dele. E desde então eu sinto que há uma certa poesia na frase e uma verdade incontestável.
Reposta Mel: ''E que a vida que alguém escolhe para si mesmo e julga certa e constante, pode se modificar a qualquer momento. Pode se ramificar, torcer e levá-lo a lugares muito além de sua imaginação.'' Frase de Filha da Floresta. Eu não tenho nenhuma frase preferida, mas essa, no momento, é a que mais se adequa ao meu estado de espírito.

8. With a Little Help From My Friends - Um livro que você pegou emprestado.
Resposta Mar: A culpa é das estrelas (só pego livro emprestado da Mel)
Resposta Mel: O corpo morto de Deus de Giselda Laporta Nicolelis (livro da Mar)

9. Cry Baby Cry - Um livro que te fez chorar.
Resposta Mar: Como eu era antes de você
Resposta Mel: Dançando sobre cacos de vidro de Ka Hancock

10. Come Together - Um livro que você recomenda a todo mundo.
Resposta Mar: Como eu era antes de você
Resposta Mel: Os 13 Porquês (Não é o meu livro preferido, mas eu sempre o recomendo)

11. Yesterday - Um livro que te dá saudade/faz sentir nostálgico(a).
Resposta Mar: A série de livros de Gossip Girl e A profecia das pedras
Resposta Mel: Um beijo para valer de Mary Hogan (não foi o meu livro preferido da primeira fase da minha adolescência e eu nunca o reli, mas por algum motivo sempre que o vejo, o toco ou penso nele, me sinto nostálgica e é como se pudesse voltar no tempo, para aquele momento da minha vida)

12. Helter Skelter - Um livro cheio de reviravoltas
Resposta Mar: A tormenta de espadas do George R.R. Martin
Resposta Mel: Não vou escolher um livro, mas a série House Of Night.

13. Getting Better - Um livro que só ficou bom no final
Resposta Mar: O segredo dos seus olhos
Resposta Mel: Não recordo de nenhum no momento, talvez não tenha havido, pois se eu ler alguns capítulos e o livro for muito ruim, eu não chego ao final para descobrir se fica ou não bom.

14. A Day in the Life - O livro mais rápido que você leu.
Resposta Mar: Laranja Mecânica
Resposta Mel: Não sei, pois como eu disse, quando pego um livro para ler, tenho a necessidade de só parar quando terminar, então todos, salvo raras exceções, eu leio super rápido, em algumas horas.

15. You've Got to Hide Your Love Away - Um livro que parece que só você gosta.
Resposta Mar: Não sei.
Resposta Mel: Difícil! Sempre tem alguém que eu conheça que goste dos mesmos livros que eu.

16. It Won't Be Long - Um livro que você queria que tivesse durado mais.
Resposta Mar: Todo Dia (porque termina de um jeito como se tivesse mais coisas pra acontecer)
Resposta Mel: É uma trilogia, chamada trilogia do Mago Negro (quando eu terminei de ler, fiquei com um vazio e com um pensamento do tipo ''isso não pode ser o fim, as coisas não podem ficar desse jeito'', então eu gostaria que tivesse pelo menos outro livro e nem precisaria ser com os mesmos personagens, podia ser com os descendentes)

17. Not a Second Time - Um livro que você não tem mais vontade de ler.
Resposta Mar: A maldição do tigre.
Resposta Mel: Sussurro

18. I Saw Her Standing There - Um livro que foi amor a primeira vista (capa haha)
Resposta Mar: Laranja Mecânica.
Resposta Mel: Cair das Trevas de Cate Tiernan

19. Real Love - Um personagem que você gostaria que existisse de verdade.
Resposta Mar: O grande amor da Jennifer, protagonista em A ultima carta de amor da Jojo Moyes. E só não digo o nome dele porque é um dos mistérios do livro.
Resposta Mel: Um personagem... Bem, eu meio que não me importaria se alguns dos protagonistas masculinos de livros como os da Julia Quinn ou Lynsay Sands ou Julie Garwood ou Sarah MacLean ou de qualquer outro autor desse estilo, que é histórico.

20. From Me To You - Indique três livros.
Resposta Mar: Desaparecido para sempre do Harlan Coben. A sombra do vento do Zafón. Como eu era antes de você da Jojo Moyes (o livro mais citado aqui haha)
Resposta Mel: A mulher do viajante no tempo de Audrey Niffenegger. Pássaros Feridos de Collen McCullough. Aprendendo a Seduzir de Patricia Cabot (ou Meg Cabot)

Por: Mar e Mel

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Garota Exemplar (resenha)

Garota Exemplar
Autoria: Gillian Flynn
Editora: Intrínseca
Nota: 4 estrelas. 
Sinopse: Amy Dunne desapareceu. No dia de seu quinto aniversário de casamento, seu marido, Nick, encontra a casa revirada e nem sinal da esposa. Tudo indica se tratar de um sequestro, e Nick imediatamente chama a polícia, mas logo as suspeitas recaem sobre ele. Exibindo uma estranha calma e contando uma história bem diferente da relatada por Amy em seu diário, Nick parece cada dia mais culpado, embora continue a alegar inocência. À medida que as revelações sobre o caso se desenrolam, porém, fica claro que a verdade não é o forte do casal.

Avaliação: Eu terminei de ler há alguns minutos (no momento em que estou digitando essa resenha) e não sei direito o que pensar. Não sei direito quantas estrelas merece. Tenho sentimentos divergentes com relação a esse livro.

Desde que Garota Exemplar foi lançado no Brasil que eu desejava comprá-lo. Mas era sempre muito caro nas livrarias e acabava surgindo outras prioridades de leitura. Com a estreia do filme, eu tive que ir atrás e consegui encontrar no Amazon por um preço muito amigo.

Criei muitas expectativas, mas por incrível que pareça, não acho que isso tenha influenciado na minha confusão de opiniões a respeito do livro. Porque no fundo, eu achei que Garota Exemplar correspondeu as expectativas. Mesmo que em vários momentos eu tenha ficado frustrada e decepcionada. Tentarei explicar direitinho o que achei. 

O livro é dividido em três partes. Amy e Nick são casados há 5 anos. Um casamento que, descobrimos estar arruinado ao lermos o ponto de vista de Nick. Nessa primeira parte, Amy desaparece de casa. Nick, seu marido, acaba tornando-se o principal suspeito. Todas as pistas apontam para ele. E pra piorar a situação, ele conta várias mentiras ao longo da investigação. A minha primeira decepção, foi que assim que Nick chega em casa e descobre a sala toda bagunçada, a porta aberta e Amy desaparecida, eu penso que já sei o que aconteceu. E na segunda parte, descubro que o que eu imaginei estava correto. Em muitos livros desse gênero, eu gosto de descobrir essas coisas, faz com que eu me sinta inteligente. Mas nesse caso, não gostei de ter sacado tão rápido, porque me senti frustrada. Eu não queria ter adivinhado! Nesse momento, achei que por conta disso, a história iria perder o brilhantismo. Mas não perdeu! Talvez a vontade da autora até fosse essa: que o leitor descobrisse logo o que tinha acontecido. Minha vontade era não parar de ler. Detestava ter que deixar o livro de lado para ir para a faculdade ou fazer algo importante. Porque por mais que na segunda parte fique claro o que aconteceu a Amy, eu ainda precisava saber o desfecho. No final das contas, era uma história bem mais complexa do que um simples resolver de mistério. Por isso eu não sei se amei ou se me decepcionei. 

Demorei pra engatar na leitura. As primeiras 100 páginas ou mais são muito paradas. Mas depois ganha um ritmo excelente, como já comentei, não queria parar de ler. Enquanto a investigação não ganha uma proporção gigante, enquanto estamos conhecendo o Nick e o relacionamento do casal pelo ponto de vista de Amy, através de seus diários, o enredo é meio monótono. De certa forma, a autora foi genial! Nick e Amy são personagens complexos e bem embasados, pois ela teve o cuidado de trabalhar isso na primeira parte. Porém, não é o tipo de história que transmite realismo. É algo que você pensa "só existe na ficção". Mas se existisse na vida real... Seria bizarro. Aí você pensa "existe muita coisa bizarra nesse mundo, então talvez não seja nada impossível de acontecer". 

O desfecho que eu tanto aguardei, que me fez querer devorar todas as palavras, foi meio... chocante. Novamente, não sei se amei ou se me decepcionei. Pois ao mesmo tempo que me surpreendeu, (e acho que finais surpreendentes são sempre positivos) não era exatamente esse tipo de final que eu queria. Aí me senti meio traída e enganada. 

Se eu puder fazer uma comparação, a autora conseguiu me fazer sentir igual aos personagens. Me fez sentir os altos e baixos, assim como os altos e baixos do casamento de Amy e Nick. Me fez sentir traída, enganada, aflita, sem saber o que sentir... Assim como o casal principal. Se essa era ou não a intenção da autora, eu não sei. Mas considero isso um ponto positivo.

"É uma época muito difícil para ser uma pessoa, apenas uma pessoa real, de verdade, em vez de uma coleção de traços de personalidade escolhidos de uma interminável máquina automática de personagens.
E se todos nós estamos atuando, não pode existir algo como uma alma gêmea, porque não temos almas genuínas.
Chegara ao ponto em que parecia que nada importava, pois não sou uma pessoa de verdade, e ninguém mais é.
Eu teria feito qualquer coisa para me sentir real novamente"
A capa é bonita (pelo menos, eu acho), as letras são boas de ler. Acho que encontrei um errinho de digitação, mas relevei. A diagramação é boa. Minha edição é a antiga. Mas também gosto da edição com a capa inspirada no filme (filme este que estou doida pra assistir).

Eu amei o livro, acho. Devo ter amado, já que não odiei e nem me foi indiferente. Acredito que as coisas que me incomodaram, não conseguiram deixar a história menos boa. Portanto, eu super recomendo! 

Por: Mar


domingo, 12 de outubro de 2014

Maze Runner - Correr ou Morrer (resenha)

Maze Runner - Correr ou Morrer
Autoria: James Dashner
Editora: Vergara & Riba
Nota: 4 estrelas
Sinopse: Ao acordar dentro de um escuro elevador em movimento, a única coisa que Thomas consegue lembrar é de seu nome. Sua memória está completamente apagada. Mas ele não está sozinho.

Quando a caixa metálica chega a seu destino e as portas se abrem, Thomas se vê rodeado por garotos que o acolhem e o apresentam à Clareira, um espaço aberto cercado por muros gigantescos. Assim como Thomas, nenhum deles sabe como foi parar ali, nem por quê. Sabem apenas que todas as manhãs as portas de pedra do Labirinto que os cerca se abrem, e, à noite, se fecham. E que a cada trinta dias um novo garoto é entregue pelo elevador. Porém, um fato altera de forma radical a rotina do lugar - chega uma garota, a primeira enviada à Clareira. E mais surpreendente ainda é a mensagem que ela traz consigo.

Thomas será mais importante do que imagina, mas para isso terá de descobrir os sombrios segredos guardados em sua mente e correr, correr muito. 

Avaliação: Resolvi escrever logo a resenha sobre um dos livros mais badalados e comentados do momento; maze runner - correr ou morrer. Eu comecei a ler sem saber do que se tratava a história. Já tinha lido comentários, já tinha ouvido falar, mas nunca captei sobre o que era abordado no livro. Que tipo de enredo eu podia esperar... Eu não fazia a menor ideia. Mas ao mesmo tempo que eu estava perdida sobre o que me esperava, eu também criei expectativas, pois todos diziam ser muito bom. Não li uma crítica negativa até agora. Então darei minha humilde opinião sobre as impressões que maze runner me causou. 

O início - e quando digo início eu me refiro a pelo menos as primeiras 100 páginas do livro. - foi um pouco cansativo e monótono pra mim. Mas eu não sou o tipo de leitora que abandona uma história. Posso, no máximo, deixar de lado por um tempo, até criar coragem para continuar. Não deixei o livro de lado por um tempo porque, mesmo o começo sendo monótono, a curiosidade de descobrir o que estava por trás de toda aquela trama louca e estranha acabou me vencendo. Lá pelo capítulo 20, o ritmo melhora. Não chega a ser um ritmo eletrizante, mas é muito bom. E a velocidade se mantém constante. Espero que se mantenha nos outros volumes! 

O que eu acho que me fez ler devagar no começo foi o fato do personagem principal, Thomas, não lembrar de nada e sentir-se completamente perdido. E ainda por cima ninguém colabora para responder as duvidas dele, o que me irritou pra caramba! Achei, sinceramente, um mistério desnecessário. Mas confesso que isso contribuiu para que eu me mantivesse ligada. 

Thomas lembra-se apenas do seu nome. Ele chega a Clareira numa espécie de elevador e depara-se com vários garotos, de idades variadas, mas todos ali pela adolescência. Nessa Clareira há uma espécie de sociedade, onde todos têm papéis a seguir para que a vida funcione. Cada garoto tem uma ocupação. Para além desse local, existe o Labirinto, que é o grande enigma desses garotos. Eles tentam achar a saída do Labirinto há dois anos, mas as paredes se movem todo dia. Dentro desse Labirinto têm os Verdugos, uns monstros que só atrapalham a vida dos garotos. E toda noite, os muros em torno da Clareira se fecham automaticamente para que os Verdugos não entrem. É nesse esquema que a história se desenrola, pois quando Thomas aparece lá, muita coisa começa a mudar. Coisas ruins começam a acontecer e muitos o culpam. 

Não quero dar muitos detalhes, pois qualquer spoiler é prejudicial. 

Assim que comecei a ler, eu pensei "isso deve ser uma distopia". E é. Mas eu não sabia. Ninguém tinha me avisado que era uma série distópica. Me lembrou um pouco jogos vorazes, pra ser sincera. E o que perdeu um tiquinho do brilho da história pra mim foi que no primeiro ou segundo capítulo, algumas coisas me pareceram óbvias. Coisas que o autor só vem abordar mais pra frente. Não vou dizer o que é, porque seria spoiler haha Mas fiquei me perguntando se mais pessoas se tocaram da mesma coisa que eu logo no começo. Algumas outras coisinhas eu fui sacando aos poucos e ao final, eu não achei surpreendente. Mesmo assim, o desenrolar de tudo me agradou. 

Gostei do Thomas, mas não morri de amores. Achei ele muito igual a muitos protagonistas. Amei o Chuck! E prefiro nem comentar como eu me senti no final... O Newt eu também adorei. E o Minho sinto que vou amá-lo infinitamente no filme. Mas de todos, meu personagem favorito foi o Chuck. Achei muito bonito o sentimento que o Thomas tinha pelo garoto. Só não tenho uma opinião formada sobre a Teresa... 

Resumindo... Eu gostei do livro. Gostei mesmo! Li rápido, o suspense me agradou, os mistérios também e creio que não houve nada que tenha me desagradado. Mas é uma distopia que eu ainda não sei direito o objetivo, entendem? Não sei o que a história quer me passar. Não dá pra saber no primeiro volume - ou eu não saquei. Não me fez refletir nada. Me divertiu bastante. Eu li no momento certo. Mas não mexeu comigo. Talvez, ao ler todos da série, eu volte aqui com a resenha do ultimo volume e diga: uau, realmente conseguiu me fazer pensar. Porém, até agora, pra mim é apenas uma história muito legal que me divertiu bastante e me deixou ansiosa para descobrir o final. Acredito que se eu fosse adolescente, eu teria amado loucamente. 

Esse primeiro volume responde muitas perguntas, mas também deixa lacunas em branco para serem preenchidas nos próximos volumes da série. Então é claro que pretendo ler todos! 

Eu definiria Maze Runner - correr ou morrer em uma junção de Jogos Vorazes e Laranja Mecânica. Mas por favor, não me perguntem o motivo. Provavelmente ele só faz sentido na minha cabeça.

A capa é maravilhosa! Uma mistura de suspense, mistério com terror. Achei bem condizente com o conteúdo. As páginas amareladas, numa folha que eu adoro e as letras num tamanho ótimo. Os capítulos eram curtos - coisa que amo! - e a diagramação estava tudo ok. 

Então é isso, pessoal! Leiam e divirtam-se!

Por: Mar.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Desaparecido Para Sempre (resenha)

Desaparecido Para Sempre
Autoria: Harlan Coben
Editora: Sextante
Nota: 5 estrelas
Sinopse: Will Klein, quando garoto, tinha um herói: seu irmão Ken. Eis que um dia, uma garota da vizinhança (ex-namorada de Will) é estuprada e brutalmente assassinada. E o pior: Ken é considerado o principal suspeito. Ken desaparece sem deixar pistas. Para aumentar ainda mais a tensão na vida de Will, sua namorada também desaparece. Além disso, alguém parece querer manter certos fatos sob sigilo a todo custo... O autor conduz o leitor às mais ardilosas viradas na trama. Um mistério que vai levá-lo ao mais surpreendente desfecho; um suspense que mostra a busca pelo assassino, pela vítima, pela verdade.

Avaliação: Gente, sinto como se tivesse cometido uma traição! Já fiz resenha de vários livros aqui no blog, mas nunca resenhei nenhum do meu autor de gênero policial favorito; Harlan Coben. Então decidi reparar esse erro e comentar aqui sobre o meu preferido dele; desaparecido para sempre. Talvez seja meu favorito por ser o melhor até agora (e olha que já li 9 títulos do Harlan) ou por ter sido o primeiro. Mas não importa o motivo, desaparecido para sempre é viciante e surpreendente. 

Como foi o primeiro livro que li do autor, foi a primeira vez que deparei-me com uma estrutura de narração do gênero policial onde se tem três histórias aparentemente sem nenhuma ligação, até culminar com as três se entrelaçando de tal forma que te deixa de boca aberta. Ou pelo menos, foi o que aconteceu comigo. E eu amei com todas as forças! Acredito que foi o destino que me atraiu para esse livro. Porque lá estava eu (Sim, irei contar brevemente minha história de amor com este título) nas lojas Americanas com a minha avó, só batendo perna, sem nenhuma pretensão de querer alguma coisa, que dirá comprar, quando eu vejo um livro com uma capa bem mais ou menos com um título que me chamou atenção, de um autor que eu nunca tinha ouvido falar. Peguei para ler a sinopse e pronto! Minha avó percebeu meu interesse e resolveu comprar. Bendito seja este dia! Até hoje não sei direito o que me fez prestar atenção e o que me atraiu tanto no livro, só sei que foi amor a primeira vista. E depois de ler... se desaparecido para sempre fosse um homem, eu casava! 

Mas voltando ao foco... o enredo é o seguinte; Will Klein tinha um irmão, Ken. Um belo dia (não tão belo) uma garota da vizinhança é estuprada e assassinada. Ken torna-se o principal suspeito. Pra piorar ainda mais a situação, Ken desaparece. Vários anos depois, com todo mundo achando que Ken provavelmente está morto, com Will tocando a vida, namorando e tudo mais, a namorada de Will desaparece e se não me falha a memória, Will começa a desconfiar que talvez Ken não esteja morto, pois sua mãe, pouco antes de morrer disse que ele ainda estava vivo. Longe dessa trama principal, há duas outras que eu sinceramente não me recordo, só sei que aparentemente não tem a menor relação com Will Klein e seu drama.

Temos um personagem bem curioso, o Fantasma, cuja história irá se revelando aos poucos. Lembro dele, pois eu me senti muito intrigada com seu jeito de agir, com as suas ideias. 

A escrita do Harlan é eletrizante, viciante, simples, objetiva e certeira. Te tira o fôlego e te faz querer atropelar as palavras para descobrir o que irá acontecer a seguir. Só Deus sabe a agonia que eu senti ao acompanhar Will em todo seu desespero. Até hoje ele é um dos personagens do autor que eu mais amo. Para um protagonista, ele era bonzinho, mas esperto e duro na queda. Outro personagem que me marcou foi o Square, que ajuda Will a encontrar respostas.

Quanto mais eu lia, mais eu mergulhava no suspense. Mais unhas eu roía, mais sono eu perdia. E quando eu pensei que tudo tinha se esclarecido da forma mais surpreendente possível, de um jeito que eu jamais teria imaginado, Harlan vem e na ultima página dá uma revira-volta que eu não esperava. Lembro que quando eu terminei, fiquei pensando um tempão "que foda, que foda, que foda". Acho que de desfechos surpreendentes, os que mais me marcaram foi desaparecido para sempre e clube da luta

E vale comentar um aspecto que se repente em todos os livros do Harlan, é que ele não omite fatos ou detalhes para que o leitor não descubra o final, como alguns autores do gênero fazem. Ele expõe tudo. Algumas vezes de modo tão sutil e outras de forma escancarada. Mas ao final, você se surpreende não só pelo que descobre, mas também por perceber que todos os elementos para que você desvendasse o mistério estavam todos ali e você não se tocou. 

Depois de tudo isso, preciso mesmo falar o quanto recomendo? O quanto sou fã do meu carequinha, o mestre das noites em claro? Um dia ainda dou um beijo na careca do Harlan. 

Como faz muito tempo que li, não lembro mais se tinha erros de digitação, mas a diagramação é simples e boa. A capa... Não acho grande coisa. 

Por: Mar.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Post Mortem (resenha)

Post Mortem
Autoria: Patricia Cornwell
Editora: Paralela
Nota: 3 estrelas
Sinopse: É um homem metódico, disciplinado, desumano: mata por prazer. As pistas até ele se perdem pelas ruas. A Dra. Kay Scarpetta, médica-legista, examina as vítimas, mulheres que não podem lhe dizer nada a não ser pelos vestígios que trazem no corpo. E no corpo delas há um brilho produzido por alguma substância química. Qual? A Dra. Scarpetta precisa descobrir logo, se quiser evitar a próxima vítima. E precisa aprender a conviver com o fato de que, apesar de usar em suas autópsias os recursos mais avançados da ciência e da tecnologia, esse aparato se destina a desvendar mentes tão perturbadas quanto impenetráveis. Em outro plano, precisa lidar ainda com a hipótese de que alguém muito próximo quer destruir sua carreira e está sabotando a investigação dos crimes.

Avaliação: Oi gente! Hoje trarei a resenha de um livro que comprei não lembro o motivo exato, mas de toda forma faz parte do meu gênero literário favorito, então já é motivo suficiente. A autora, Patricia Cornwell é bem conhecida dentro do universo da literatura policial, mas eu nunca tinha ouvido falar nela até esbarrar com alguns exemplares de seus livros na Saraiva. Acho que deve ter sido por isso que resolvi começar por Post Mortem, que inaugura a série Scarpetta.

Li já tem um tempinho, então não me recordo direito da história. Mas é basicamente o seguinte: mulheres assassinadas possuem um brilho estranho no corpo, uma substância que a dra. Kay Scarpetta não consegue desvendar de imediato. Além disso, aparentemente alguém está tentando sabotar a investigação e também destruir a carreira da médica. Acredito que comentar muito mais do que isso, corre o risco de spoiler. Mas lembro as minhas impressões sobre a leitura. E é sobre isso que pretendo comentar nesta resenha.

Por mais que eu goste do gênero policial, esse foi o primeiro que trazia um "subgênero", digamos assim, que eu não estava acostumada. Que eu nunca tinha lido nada parecido antes. O mistério do livro será narrado por uma médica legista, então os fatores intrigantes no suspense estão justamente em substâncias desconhecidas no corpo da vítima e coisas do tipo. Claro que no decorrer dos fatos, aparecem mais coisas além disso.

Como é um livro de estreia de uma série, nós somos introduzidos aos poucos na vida pessoal da dra. Scarpetta. Conhecemos um pouco da personagem nesse volume, mas posso dizer que o pouco que conheci, amei! A personagem é uma mulher forte, independente, determinada. Lembro de ter achado que era uma personagem feminista e que o próprio enredo do livro fortalecia minha ideia. Por conta disso, simpatizei com a autora também. Ela aborda temas do universo feminino de uma forma bem legal. Essa luta pelo nosso espaço num mundo ainda tão machista eu pude perceber claramente na narração. Vale ressaltar que o livro foi publicado pela primeira vez em 1990.

Aliás, por ele ter sido escrito muito provavelmente no fim dos anos 80, é interessante que a tecnologia da época era limitada e para quem viveu no inicio dos anos 90 e final dos 80 vai se recordar de algumas coisas. Lembro que enquanto eu lia, eu pensava "esse livro deve ter sido escrito há pelo menos 20 anos, porque tem muita coisa ultrapassada". E claro, pelo fato da substância luminosa não ser logo identificada, nota-se a falta de tecnologia avançada para desvendar logo isso. 

O mistério em si é envolvente, mas já li livros que me prenderam bem mais. Não sei se por ser narrado por uma médica legista, e ter muitas coisas que ela dizia que eu não entendia direito (coisas de médico), isso tornou a leitura um pouco cansativa. Estranhei também o fato de as falas não ter travessão, e sim aspas. Sei que isso é porque resolveram editar assim, mas eu nunca tinha lido um livro onde as falas eram entre aspas e me causou muito estranhamento. No final das contas, até me acostumei. 

Não é dos melhores livros policiais que já li na vida, mas a soma dos elementos me fez querer ler toda a série Scarpetta e outros títulos da autora. 

A capa é lindíssima! Sério, amo essa capa! E já vi outras capas da mesma série e são igualmente lindas! A edição é ótima. As letras são boas, a folha amarelada e não lembro de ter encontrado erros de digitação. 

No mais, é claro que eu recomendo! 

Por: Mar

domingo, 28 de setembro de 2014

[Meme Literário] As cinco melhores capas da minha estante!

As 5 melhores capas da minha estante!

A Tag ou meme literário (juro que não sei a diferença ou se é tudo a mesma coisa) que viemos trazer hoje foi indicado pela Bianca do blog livros-nerdices-tudomais. Ela e o blog dela são perfeitos, então vale a pena dar uma conferida!

Bom, o título da postagem diz tudo, né? A tag consiste em mostrar as cinco melhores capas da nossa estante. Então vamos lá!

As cinco melhores capas da estante da Mar:
Quero deixar claro que não tem ordem de preferência. São todos igualmente lindos, na minha opinião.

Nevermore - Kelly Creagh


Wayne de Gotham - Tracy Hickman


Laranja Mecânica - Anthony Burgess


Como eu era antes de você - Jojo Moyes


Maldita - Chuck Palahniuk


Não sei se essas são realmente as mais bonitas da minha estante, porque é muito difícil decidir só cinco, mas acho que elas estão representando bem.

As cinco melhores capas da estante da Mel:


Eu, assim como a Mar, não tenho ordem de preferência e essas capas foram as que eu lembrei que eram bonitas, mas pode ter outras que não estou lembrada e que ache mais bonita ainda.

Feita de fumaça e osso - Laini Taylor



Cair das Trevas - Cate Tiernan


Ecos da Morte - Kimberly Derting


Filho das Sombras - Juliet Marillier


Fallen - Lauren Kate


Por: Mar e Mel

sábado, 27 de setembro de 2014

Bride of the Century (resenha)



Bride of the Century
Título:
백년의 신부 / Baeknyeon-ui Shinboo
Também conhecido como: Hundred Year Bride / Bride of the Century
Gênero: Romance, fantasia, melodrama, família
Episódios: 16
Canal: CSTV
Período de Transmissão: 22 de fevereiro a 12 abril de 2014
Direção: Yun Sang Ho
Roteiro: Baek Young Sook

Avaliação: Há quanto tempo eu não faço resenha de um dorama, ein? Já tava com saudades! Mas confesso que morro de preguiça de falar sobre um dorama, porque eu nunca sei direito por onde começar ou o que devo dizer. Mas vamos lá... 

Preciso começar dizendo o motivo de eu ter assistido Bride of the Century, de ter me interessado em primeiro lugar. Não teve muito a ver com o enredo nem nada do tipo. Foi por causa do ator principal (Lee Hong Ki). Eu já o conhecia de outro dorama (you're beautiful) e eu era louca por ele, por ele ser muito fofo. Extremamente fofo. ABSURDAMENTE FOFO! E ele nem era o principal... Então eu queria vê-lo como protagonista. Mas por conta disso, brotou o enorme problema que eu tive no decorrer do kdrama. Eu simplesmente não conseguia olhar pro Hong Ki interpretando Kang Joo e não surgir uma vozinha na minha cabeça dizendo "jeeeeeremy". Eu travei, sério. Eu não consegui separar os dois personagens. O negócio foi tão sério que eu demorei mil séculos pra finalizar o dorama. Porque, vejam bem, o dorama não é ruim. É muito bom! Talvez surtante, se eu tivesse conseguido apreciar direito. 

O enredo é o seguinte: Taeyang Corporation é o maior conglomerado da Coréia do Sul. A família que administra a corporação tem estado sob uma maldição: há cem anos a primeira noiva do filho mais velho sempre morre. No dorama, o filho mais velho, Kang Joo está de casamento marcado Yi Kyung, mas uma reviravolta no drama acaba fazendo com que Kang Joo se apaixone pela Doo Rim, que é exatamente igual a sua noiva (portanto, ele não sabe que são pessoas diferentes). No meio disso há muitas conspirações e tramas.

Então, irei separar a resenha por tópicos para tentar pôr as ideias em ordem.

O enredo: O enredo super original, que teria me prendido até o fim se eu não tivesse entrado em parafusos com o protagonista. Do começo ao fim, há vários mistérios a serem resolvidos. E teria sido muito agoniante se eu não tivesse ficado ainda mais agoniada com o fato do Kang Joo não ser igual ao Jeremy e ao mesmo tempo serem o mesmo ator.

A protagonista: Eu simplesmente AMEI a protagonista! Achei a atriz a coisa mais linda! E a personagem Na Doo Rim foi excelente. Ela era fofa, determinada, forte, ambiciosa, não era cheia de frescuras e vivia se metendo em encrenca. Diferente de muitas protagonistas por ai, que são chatas e meio sem sal. 

Yi Kyung: A sósia 'má' da Na Doo Rim. Em vários momentos, fiquei na duvida se ela era má ou não. Mas eu não conseguia detestá-la. Pra mim, ela era uma vítima. Tudo que ela fez foi justificável e eu penso que na situação dela, se minha mãe mandasse, eu faria o mesmo. Então, simpatizei com ela. Embora ela e a Na Doo Rim sejam interpretadas pela mesma atriz, as duas são completamente diferentes. Era muito fácil identificá-las nas cenas. A forma de olhar já denunciava tudo. 

Yang Jin Sung: Atriz que interpretou Doo Rim e Yi Kyung. Eu descobri que já assisti um dorama onde ela aparece, mas nem lembrava e continuo sem lembrar do papel dela em City Hunter. Mas depois de Bride of the Century, quero assistir tudo com ela! Achei que ela deu um show de atuação. Fiquei impressionada. Não é todo mundo que interpreta tão bem duas personagens diferentes. E no caso dela, eram duas personagens que no fundo, nenhuma das duas era vilã. Porque eu penso que uma coisa é você interpretar dois extremos, aí dá pra separar bem. Outra coisa é você interpretar duas pessoas boas, com personalidades diferentes e ainda assim ser tão notório quando era uma e quando era a outra.

Yi Hyun: Irmão mais velho da Yi Kyung. Gente, ele era um fofo! Ele era o típico personagem masculino forever alone, mas ele não era bobão como muitos por aí. Ele tinha uma personalidade boa, afável, mas era esperto. 

Ma Jae Ran: A mãe de Yi Kyung e a grande vilã da história. Ela era uma nojenta, mas eu não peguei abuso dela. No final das contas, eu morri de pena. Eu entendi todas as atitudes que ela tomou. E quer saber? No final das contas, foi um dorama sem grandes vilões. E o mais engraçado é que eu, que amo vilões, achei isso um ponto super positivo no enredo. Sei lá, senti que humanizou a história. 

A família Taeyang: Ah, o pai era um fofo! E foi muito legal ver que ele e a esposa tinham seus conflitos e coisas mal resolvidas, que o telespectador vai descobrindo aos poucos. No final das contas, tudo se interliga. A mãe tinha um jeitão sério e às vezes chata, mas ela tinha um bom coração. Ahh, eu não podia deixar de falar do irmão do Kang Joo, o Kang In. Que ator mais lindo!!! Ele me lembrou MUITO o Kim Soo Hyun (de my love from the star). Apaixonei. E enfim, todo o clima que cercava a família era legal. 

A fantasminha: Confesso que teve cenas que eu até tive um certo medo dela. Ela foi a incógnita durante a maior parte do enredo. Era difícil saber se ela era do bem ou do mal. E só assistindo pra desvendar o mistério. 

Bom, vou voltar a divagar um pouco... No final das contas, teve muitos pontos positivos, sabe? Nem sei se houve algum ponto negativo. São muitos personagens que eu gostei, mas, digo e repito, por causa do meu cérebro ter entrado em curto circuito por conta do ator principal, eu não consegui curtir o dorama da forma como merecia ser curtido. Acho que o Jeremy me marcou tanto, que o ator vai ficar eternizado na minha mente assim. Nem sei se algum dia vou ter coragem de assistir alguma outra coisa com Hong Ki. O personagem dele em Bride of the Century era fofo também, porque o ator é fofo por natureza, mas ele era tãão diferente do Jeremy, que pra mim não deu. Sei que isso devia ser um ponto positivo, já que o Hong Ki conseguiu interpretar bem o suficiente pra não haver comparações entre seu antigo personagem marcante. Só que pra mim não deu, porque acho que no fundo eu queria o Jeremy novamente.

E é isso pessoal. Assistam, sério. Vocês provavelmente não terão a mesma pancada que eu. Assistam e me digam o que acharam. E me digam se eu tô ficando louca.

AH! EU QUASE IA ESQUECENDO!!!! Gente, em um determinado momento, a Doo Rim monta um restaurante na cidade. E foi tão legal quando eu vi o restaurante pela primeira vez e reconheci de outro dorama que eu assisti há milênios atrás, o flower boy ramyun shop.

Download: meteordramas (necessário cadastro)

Agora pra finalizar mesmo, um pouco de Jeremy pra vocês! 


(cena que partiu meu coração)

Por: Mar.
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