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domingo, 12 de outubro de 2014

Maze Runner - Correr ou Morrer (resenha)

Maze Runner - Correr ou Morrer
Autoria: James Dashner
Editora: Vergara & Riba
Nota: 4 estrelas
Sinopse: Ao acordar dentro de um escuro elevador em movimento, a única coisa que Thomas consegue lembrar é de seu nome. Sua memória está completamente apagada. Mas ele não está sozinho.

Quando a caixa metálica chega a seu destino e as portas se abrem, Thomas se vê rodeado por garotos que o acolhem e o apresentam à Clareira, um espaço aberto cercado por muros gigantescos. Assim como Thomas, nenhum deles sabe como foi parar ali, nem por quê. Sabem apenas que todas as manhãs as portas de pedra do Labirinto que os cerca se abrem, e, à noite, se fecham. E que a cada trinta dias um novo garoto é entregue pelo elevador. Porém, um fato altera de forma radical a rotina do lugar - chega uma garota, a primeira enviada à Clareira. E mais surpreendente ainda é a mensagem que ela traz consigo.

Thomas será mais importante do que imagina, mas para isso terá de descobrir os sombrios segredos guardados em sua mente e correr, correr muito. 

Avaliação: Resolvi escrever logo a resenha sobre um dos livros mais badalados e comentados do momento; maze runner - correr ou morrer. Eu comecei a ler sem saber do que se tratava a história. Já tinha lido comentários, já tinha ouvido falar, mas nunca captei sobre o que era abordado no livro. Que tipo de enredo eu podia esperar... Eu não fazia a menor ideia. Mas ao mesmo tempo que eu estava perdida sobre o que me esperava, eu também criei expectativas, pois todos diziam ser muito bom. Não li uma crítica negativa até agora. Então darei minha humilde opinião sobre as impressões que maze runner me causou. 

O início - e quando digo início eu me refiro a pelo menos as primeiras 100 páginas do livro. - foi um pouco cansativo e monótono pra mim. Mas eu não sou o tipo de leitora que abandona uma história. Posso, no máximo, deixar de lado por um tempo, até criar coragem para continuar. Não deixei o livro de lado por um tempo porque, mesmo o começo sendo monótono, a curiosidade de descobrir o que estava por trás de toda aquela trama louca e estranha acabou me vencendo. Lá pelo capítulo 20, o ritmo melhora. Não chega a ser um ritmo eletrizante, mas é muito bom. E a velocidade se mantém constante. Espero que se mantenha nos outros volumes! 

O que eu acho que me fez ler devagar no começo foi o fato do personagem principal, Thomas, não lembrar de nada e sentir-se completamente perdido. E ainda por cima ninguém colabora para responder as duvidas dele, o que me irritou pra caramba! Achei, sinceramente, um mistério desnecessário. Mas confesso que isso contribuiu para que eu me mantivesse ligada. 

Thomas lembra-se apenas do seu nome. Ele chega a Clareira numa espécie de elevador e depara-se com vários garotos, de idades variadas, mas todos ali pela adolescência. Nessa Clareira há uma espécie de sociedade, onde todos têm papéis a seguir para que a vida funcione. Cada garoto tem uma ocupação. Para além desse local, existe o Labirinto, que é o grande enigma desses garotos. Eles tentam achar a saída do Labirinto há dois anos, mas as paredes se movem todo dia. Dentro desse Labirinto têm os Verdugos, uns monstros que só atrapalham a vida dos garotos. E toda noite, os muros em torno da Clareira se fecham automaticamente para que os Verdugos não entrem. É nesse esquema que a história se desenrola, pois quando Thomas aparece lá, muita coisa começa a mudar. Coisas ruins começam a acontecer e muitos o culpam. 

Não quero dar muitos detalhes, pois qualquer spoiler é prejudicial. 

Assim que comecei a ler, eu pensei "isso deve ser uma distopia". E é. Mas eu não sabia. Ninguém tinha me avisado que era uma série distópica. Me lembrou um pouco jogos vorazes, pra ser sincera. E o que perdeu um tiquinho do brilho da história pra mim foi que no primeiro ou segundo capítulo, algumas coisas me pareceram óbvias. Coisas que o autor só vem abordar mais pra frente. Não vou dizer o que é, porque seria spoiler haha Mas fiquei me perguntando se mais pessoas se tocaram da mesma coisa que eu logo no começo. Algumas outras coisinhas eu fui sacando aos poucos e ao final, eu não achei surpreendente. Mesmo assim, o desenrolar de tudo me agradou. 

Gostei do Thomas, mas não morri de amores. Achei ele muito igual a muitos protagonistas. Amei o Chuck! E prefiro nem comentar como eu me senti no final... O Newt eu também adorei. E o Minho sinto que vou amá-lo infinitamente no filme. Mas de todos, meu personagem favorito foi o Chuck. Achei muito bonito o sentimento que o Thomas tinha pelo garoto. Só não tenho uma opinião formada sobre a Teresa... 

Resumindo... Eu gostei do livro. Gostei mesmo! Li rápido, o suspense me agradou, os mistérios também e creio que não houve nada que tenha me desagradado. Mas é uma distopia que eu ainda não sei direito o objetivo, entendem? Não sei o que a história quer me passar. Não dá pra saber no primeiro volume - ou eu não saquei. Não me fez refletir nada. Me divertiu bastante. Eu li no momento certo. Mas não mexeu comigo. Talvez, ao ler todos da série, eu volte aqui com a resenha do ultimo volume e diga: uau, realmente conseguiu me fazer pensar. Porém, até agora, pra mim é apenas uma história muito legal que me divertiu bastante e me deixou ansiosa para descobrir o final. Acredito que se eu fosse adolescente, eu teria amado loucamente. 

Esse primeiro volume responde muitas perguntas, mas também deixa lacunas em branco para serem preenchidas nos próximos volumes da série. Então é claro que pretendo ler todos! 

Eu definiria Maze Runner - correr ou morrer em uma junção de Jogos Vorazes e Laranja Mecânica. Mas por favor, não me perguntem o motivo. Provavelmente ele só faz sentido na minha cabeça.

A capa é maravilhosa! Uma mistura de suspense, mistério com terror. Achei bem condizente com o conteúdo. As páginas amareladas, numa folha que eu adoro e as letras num tamanho ótimo. Os capítulos eram curtos - coisa que amo! - e a diagramação estava tudo ok. 

Então é isso, pessoal! Leiam e divirtam-se!

Por: Mar.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Se eu ficar (resenha)

Se eu ficar
Autoria: Gayle Forman
Editora: Novo Conceito
Nota: 4 estrelas
Sinopse: Depois do acidente, ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo sendo tirado dos destroços do carro de seus pais – mas não sente nada. Tudo o que ela pode fazer é assistir ao esforço dos médicos para salvar sua vida, enquanto seus amigos e parentes aguardam na sala de espera... e o seu amor luta para ficar perto dela. Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu antes do acidente – e também o que aconteceu depois. Ela sabe que precisa fazer a escolha mais difícil de todas. 

Avaliação: Comprei esse livro por estar todo mundo comentando sobre e também por conta do filme, que eu não pretendia assistir antes de ler a história. Confesso que por mais em alta que ele esteja, eu não tinha captado sobre como era o enredo e li meio sem expectativas, meio no escuro.

Para quem ainda não leu e é como eu, que não entendia bem o contexto do livro, vou explicar sem dar muitos detalhes... Mia e sua família sofrem um acidente de carro, num dia que poderia ter sido só mais um dia como todos os outros. E ai, Mia fica em coma. Entre a vida e a morte. Não direi mais do que isso, pois é um livro tão curtinho que qualquer coisa pode ser spoiler.

Quero só falar do que a história me fez sentir, de como me afetou.

Li o primeiro “capítulo”, digamos assim, pois o livro é dividido em horas, e me peguei com os olhos cheios de lágrimas. E eu pensei “meu Deus, se eu tô emocionada agora, imagine quantas vezes vou ter chorado até o final”. De fato, meu pensamento se concretizou. Chorei mesmo em várias partes, porque o enredo me acertou em cheio. Identifiquei-me com a protagonista em tantos detalhes, mesmo que no geral, nós fossemos diferentes.

Fez-me pensar em quanto a vida pode mudar de repente, num dia comum.

Sei que talvez para muitas pessoas o romance possa ter chamado atenção. Mas o romance foi o de menos para mim. Não me acertou como deveria. Eu gostei do romance, mesmo! Achei real, sem idealizações, sem clichês. Mas o que mexeu mesmo com o meu emocional foi a família em si e o estado de coma da protagonista. Meu sentimento foi de que eu já tinha vivido aquilo. E vivi, de certa forma. Só que não era eu ligada por tubos e precisando de ajuda de aparelhos para respirar. Eu sabia como as pessoas dentro do livro estavam se sentindo, incluindo a Mia. Por isso, achei que tudo ali retratado pela autora, foi condizente com a realidade, mesmo que a gente não saiba o que acontece com um paciente em coma; se ele pode nos ouvir, se ele pode nos ver. Por eu acreditar nisso, me pareceu real.

Outra coisa muito abordada no livro foi a música. Achei bem interessante isso, a forma como a música mescla com os sentimentos e com as pessoas.

A leitura me surpreendeu de forma positiva. A escrita é simples, fluida e em muitas partes, carregadas de sentimento. É super fácil e rápido de ler.

Não sei se vai conseguir tocar todas as pessoas da forma como me tocou, porque isso vai muito da subjetividade de cada um. Inclusive, acredito que se eu nunca tivesse passado por uma situação semelhante a da família da protagonista, com um ente querido em coma e tudo mais, provavelmente minha opinião sobre o livro seria completamente diferente. Teria tido apenas uma cena em que eu choraria e acharia o enredo no geral meio irreal, banal, pequeno e sem sentido. Resumindo, eu não teria gostado tanto. E foi só por isso que eu não dei cinco estrelinhas.

Na minha edição, há vários errinhos de digitação, mas relevei. Achei a capa inspirada no filme muito linda e todo o resto é lindo, as folhas decoradas com notas musicais.

No mais, recomendo demais!

Por: Mar


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