Autoria: James Dashner
Editora: Vergara & Riba
Nota: 4 estrelas
Sinopse: Ao acordar dentro de um escuro elevador em movimento, a única coisa que Thomas consegue lembrar é de seu nome. Sua memória está completamente apagada. Mas ele não está sozinho.
Quando a caixa metálica chega a seu destino e as portas se abrem, Thomas se vê rodeado por garotos que o acolhem e o apresentam à Clareira, um espaço aberto cercado por muros gigantescos. Assim como Thomas, nenhum deles sabe como foi parar ali, nem por quê. Sabem apenas que todas as manhãs as portas de pedra do Labirinto que os cerca se abrem, e, à noite, se fecham. E que a cada trinta dias um novo garoto é entregue pelo elevador. Porém, um fato altera de forma radical a rotina do lugar - chega uma garota, a primeira enviada à Clareira. E mais surpreendente ainda é a mensagem que ela traz consigo.
Thomas será mais importante do que imagina, mas para isso terá de descobrir os sombrios segredos guardados em sua mente e correr, correr muito.
Avaliação: Resolvi escrever logo a resenha sobre um dos livros mais badalados e comentados do momento; maze runner - correr ou morrer. Eu comecei a ler sem saber do que se tratava a história. Já tinha lido comentários, já tinha ouvido falar, mas nunca captei sobre o que era abordado no livro. Que tipo de enredo eu podia esperar... Eu não fazia a menor ideia. Mas ao mesmo tempo que eu estava perdida sobre o que me esperava, eu também criei expectativas, pois todos diziam ser muito bom. Não li uma crítica negativa até agora. Então darei minha humilde opinião sobre as impressões que maze runner me causou.
O início - e quando digo início eu me refiro a pelo menos as primeiras 100 páginas do livro. - foi um pouco cansativo e monótono pra mim. Mas eu não sou o tipo de leitora que abandona uma história. Posso, no máximo, deixar de lado por um tempo, até criar coragem para continuar. Não deixei o livro de lado por um tempo porque, mesmo o começo sendo monótono, a curiosidade de descobrir o que estava por trás de toda aquela trama louca e estranha acabou me vencendo. Lá pelo capítulo 20, o ritmo melhora. Não chega a ser um ritmo eletrizante, mas é muito bom. E a velocidade se mantém constante. Espero que se mantenha nos outros volumes!
O que eu acho que me fez ler devagar no começo foi o fato do personagem principal, Thomas, não lembrar de nada e sentir-se completamente perdido. E ainda por cima ninguém colabora para responder as duvidas dele, o que me irritou pra caramba! Achei, sinceramente, um mistério desnecessário. Mas confesso que isso contribuiu para que eu me mantivesse ligada.
Thomas lembra-se apenas do seu nome. Ele chega a Clareira numa espécie de elevador e depara-se com vários garotos, de idades variadas, mas todos ali pela adolescência. Nessa Clareira há uma espécie de sociedade, onde todos têm papéis a seguir para que a vida funcione. Cada garoto tem uma ocupação. Para além desse local, existe o Labirinto, que é o grande enigma desses garotos. Eles tentam achar a saída do Labirinto há dois anos, mas as paredes se movem todo dia. Dentro desse Labirinto têm os Verdugos, uns monstros que só atrapalham a vida dos garotos. E toda noite, os muros em torno da Clareira se fecham automaticamente para que os Verdugos não entrem. É nesse esquema que a história se desenrola, pois quando Thomas aparece lá, muita coisa começa a mudar. Coisas ruins começam a acontecer e muitos o culpam.
Não quero dar muitos detalhes, pois qualquer spoiler é prejudicial.
Assim que comecei a ler, eu pensei "isso deve ser uma distopia". E é. Mas eu não sabia. Ninguém tinha me avisado que era uma série distópica. Me lembrou um pouco jogos vorazes, pra ser sincera. E o que perdeu um tiquinho do brilho da história pra mim foi que no primeiro ou segundo capítulo, algumas coisas me pareceram óbvias. Coisas que o autor só vem abordar mais pra frente. Não vou dizer o que é, porque seria spoiler haha Mas fiquei me perguntando se mais pessoas se tocaram da mesma coisa que eu logo no começo. Algumas outras coisinhas eu fui sacando aos poucos e ao final, eu não achei surpreendente. Mesmo assim, o desenrolar de tudo me agradou.
Gostei do Thomas, mas não morri de amores. Achei ele muito igual a muitos protagonistas. Amei o Chuck! E prefiro nem comentar como eu me senti no final... O Newt eu também adorei. E o Minho sinto que vou amá-lo infinitamente no filme. Mas de todos, meu personagem favorito foi o Chuck. Achei muito bonito o sentimento que o Thomas tinha pelo garoto. Só não tenho uma opinião formada sobre a Teresa...
Resumindo... Eu gostei do livro. Gostei mesmo! Li rápido, o suspense me agradou, os mistérios também e creio que não houve nada que tenha me desagradado. Mas é uma distopia que eu ainda não sei direito o objetivo, entendem? Não sei o que a história quer me passar. Não dá pra saber no primeiro volume - ou eu não saquei. Não me fez refletir nada. Me divertiu bastante. Eu li no momento certo. Mas não mexeu comigo. Talvez, ao ler todos da série, eu volte aqui com a resenha do ultimo volume e diga: uau, realmente conseguiu me fazer pensar. Porém, até agora, pra mim é apenas uma história muito legal que me divertiu bastante e me deixou ansiosa para descobrir o final. Acredito que se eu fosse adolescente, eu teria amado loucamente.
Esse primeiro volume responde muitas perguntas, mas também deixa lacunas em branco para serem preenchidas nos próximos volumes da série. Então é claro que pretendo ler todos!
Eu definiria Maze Runner - correr ou morrer em uma junção de Jogos Vorazes e Laranja Mecânica. Mas por favor, não me perguntem o motivo. Provavelmente ele só faz sentido na minha cabeça.
A capa é maravilhosa! Uma mistura de suspense, mistério com terror. Achei bem condizente com o conteúdo. As páginas amareladas, numa folha que eu adoro e as letras num tamanho ótimo. Os capítulos eram curtos - coisa que amo! - e a diagramação estava tudo ok.
Então é isso, pessoal! Leiam e divirtam-se!
Por: Mar.
