Mostrando postagens com marcador arqueiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador arqueiro. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Eu sei o que você está pensando (resenha)

Eu sei o que você está pensando
Autoria: John Verdon
Editora: Arqueiro
Nota: 4 estrelas
Sinopse: Uma carta perturbadora chega via correio com uma simples declaração ao final: "Veja como conheço seus segredos - apenas pense em um número." Errará quem pensar que uma carta dessas chega a seu destino final apenas por obra do acaso. Para o detetive aposentado da polícia de homicídios da cidade de Nova York, Dave Gurney, que está formando uma nova vida ao lado de sua esposa Madeleine, as cartas começam a deixar de ser estranhas para se tornarem um complicado quebra-cabeça que levará a uma enorme investigação sobre assassinatos em série. Trazido para o caso como consultor, Gurney em pouco tempo percebe pistas que a polícia local deixou passar. Ainda assim, diante de um oponente que parece ter o dom da clarividência, Gurney vê seus esforços irem em vão, seu casamento rumando a um precipício e, finalmente, um medo incontrolável de que seu adversário não pode ser parado.

Avaliação: Esse é um daqueles livros que tem tudo que te instiga a compra-lo. Uma capa legal, um título atraente, uma sinopse interessante e ainda, o seguinte trecho na capa: “Se alguém lhe dissesse para pensar em um número, sei em que número você pensaria. Não acredita? Pense em qualquer número de um a mil. Agora veja como conheço seus segredos.”. Confessem que já ficaram curiosos, sem ao menos eu ter dado minha opinião...

Bom, o livro é dividido em três partes. A primeira parte é tão arrastada e parada, que quando terminei de ler, deixei a leitura de lado por um bom tempo. Mas um dia resolvi que tinha que termina-lo, pois não gosto de deixar as coisas pela metade. E também, claro, precisava desvendar o enigma dos números. A segunda e a terceira parte eu li num instante. Simplesmente devorei.

John Verdon possui uma escrita simples, direta e rápida, exceto pela primeira parte, que foi maçante. Mas depois que a leitura termina, você percebe que tudo bem ele ter ido devagar no começo. Você o perdoa, pois vê que no fundo, aquilo foi necessário para o desenrolar do enredo. A princípio, o enigma dos números parecia a coisa mais impossível de se resolver, até que o primeiro assassinato ocorre e o que já não fazia sentido, ficou ainda pior. O local do crime está cheio de evidências desconexas. E você fica se perguntando: como? Por quê?

Após isso, eu me envolvi completamente na história. Precisava desvendar o mistério. Todos os mistérios. Embora a pergunta de como alguém consegue descobrir que número a outra estava pensando fosse minha prioridade. Parece complicado, né? Várias teorias passaram pela minha mente. No decorrer da história, surge outro momento onde você se pergunta a mesma coisa, mas numa situação diferente. Ambas as respostas para a mesma pergunta “como alguém sabe o que eu estou pensando?” são diferentes. E eu descobri as duas respostas antes do personagem! Achei isso o máximo! Para vocês notarem o quanto eu estava empolgada e prestando atenção em todos os detalhes. Claro que o autor ajudou, pois tem muito autor do gênero policial, mistério e suspense, que não deixa pistas para o leitor.

No entanto, vale ressaltar que todo o enigma dos números e as situações sem sentido relacionadas aos crimes, foram apenas uma parte da trama, pois para mim, o melhor do livro foram as questões psicológicas que envolveram o protagonista e o antagonista. Na primeira parte, confesso que foi o que mais me aborreceu, pois eu não entendia o motivo de tanta explicação para os problemas pessoais do Gurney. Depois, eu simplesmente queria beijar e abraçar o autor por ser tão genial na criação do psicológico dos seus personagens!

A esposa do Gurney, Madeleine, foi a melhor personagem! Ela era inteligente e sempre ajudava o marido a desvendar os mistérios que surgiam. E me ajudou também! Graças a ela, descobri muitas coisas antes do protagonista. Descobri, inclusive, quem era o assassino, antes das peças se encaixarem.

Sempre leio críticas antes de resenhar algum livro e li um monte de críticas negativas sobre esse. Mas acredito que aqueles que não gostaram pelo fato do autor dar uma ênfase a vida pessoal do protagonista e seu psicológico, é porque não entenderam a história de fato. Alguns outros detalhes, falhas no enredo e coisas do tipo, que não vale a pena citar aqui e me estender sobre isso, até concordo. Porém, quase todo livro que já li, pecou em algum momento no enredo.
 

A trama criada por Verdon é muito mais do que um caso de homicídio a ser resolvido. É um thriller psicológico bem bolado! Não digo que é o melhor livro que já li ou que o enredo é dos melhores e cheio de reviravoltas e surpresas, porque não é. O que mais me ganhou na história foi a forma como o autor moldou o psicológico do assassino, seus motivos, suas ações e também as do protagonista. Ele criou os dois personagens de forma que não só eles, mas o enredo fizesse todo o sentido.

A capa é simples, porém bonita, na minha opinião. A diagramação também é simples, mas boa. Não vi nada que não me agradasse.

Recomendo a leitura!

Por: Mar




Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...