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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Os últimos dias de Krypton (resenha)

Os últimos dias de Krypton
Autoria: Kevin J. Anderson
Editora: Leya (Selo Fantasy)
Nota: 4 estrelas
Sinopse: ANTES DE HAVER UM SUPER-HOMEM, HAVIA KRYPTON. "Uma história nova e arrebatadora, diferente de qualquer uma que você já tenha visto antes. Ela é ao mesmo tempo familiar e surpreendente. Kevin J. Anderson nos apresenta a saga definitiva de um mundo que a maior parte de nós cresceu conhecendo... Ele juntou tudo em um livro de ritmo extremamente dinâmico, que traz algo que irá agradar a qualquer fã do Super-homem." Marv Wolfman, roteirista e criador de Os novos Titãs e Blade, o Caçador de Vampiros. Antes da calamidade que fez com que o pequeno Kal-El - Super-homem - fosse enviado num foguete rumo a um futuro extraordinário em que viveria como herói, seu planeta natal, Krypton, prosperava. Antes da traição, da tecnologia e da natureza conspirarem para condenar uma civilização incomparável, os pais de Kal-El - o brilhante cientista Jor-El e a bela artista e historiadora Lara - se conhecerem, se apaixonaram e se casaram. Houve grandes heróis naqueles dias tranquilos. Mas, claro, apareceram os vilões: o androide maligno Brainiac, que capturou a cidade de Kandor, e o diabólico General Zod, que usou de mentiras e do caos para tomar o poder e ascender à liderança em uma era de crueldade, repressão e terror. E, em meio a tudo isso, uma tragédia fatal se aproximava - um destino catastrófico profetizado por Jor-El, que mudaria a história kryptoniana para sempre, mas daria à Terra um dos maiores super-heróis de todos os tempos.

Avaliação: Assim que a editora Leya lançou esse Os últimos dias de Krypton, eu não aguentei de ansiedade. Precisava tê-lo! Não descansei até encontra-lo na livraria Leitura. Só Deus sabe minha felicidade! Por mais louca de vontade que estava para ler, demorei um ano para finalmente iniciar a leitura. Eu tinha pena de ler. Tenho essa pancada de que quanto mais eu quero ler um livro, mais tempo demoro. Não sei o motivo e não me perguntem. Mas desconfio que esteja ligado àquela mania de querer deixar o melhor pro final (mesmo que eu não saiba qual livro é o melhor antes de ler né).

Demorei um mês pra finalizar a leitura, pois comecei a me aventurar na história nos últimos dias de férias. Ai as aulas começaram e ai já viu... Li um pouquinho de cada vez, mas assim que encontrei um tempinho livre bom, terminei de ler num piscar de olhos.

Sei que pode parecer uma leitura previsível, pois não há um ser humano (espero) que não conheça a história do Super Homem e que não saiba que seu planeta natal, Krypton, foi destruído. E pelo título do livro já fica bem claro que o enredo é justamente sobre os últimos dias do planeta e os eventos que culminaram na sua destruição, né? Mas, confiem em mim, por mais previsível que possa ser, esse é um livro que vale a pena ser lido com todo o gosto. Não importa se você é louca por histórias de super-heróis, tipo eu ou não. Não importa nem se você curte ficção cientifica ou não. O que importa é gostar de um enredo bem escrito.

Com uma escrita fácil e ágil, o autor nos prende. Os capítulos são curtos, o que agiliza ainda mais a história e me fez gostar ainda mais (pois me irrito com capítulos muito extensos). Para quem conhece o suficiente da história do Super Homem, é muito legal ver os personagens e detalhes que aparecem depois que o Clark Kent já é grandinho. Tipo a zona fantasma, General Zod, Brainiac...

A forma como o autor levou os eventos que culminaram na extinção de Krypton me agradou imensamente! Na minha opinião, ele soube amarrar os fatos perfeitamente, sem deixar pontas soltas. Gostei da ação, das intrigas, dos personagens e do desenrolar da história. Achei que tudo fez sentido e foi plausível.

Confesso que a única coisa que não gostei a principio foi o romance do Jor-El e Lara. Mas ao final, até vontade de chorar eu tive por causa deles. O que é um feito muito grande, pois além de eu já saber o que aconteceria nas ultimas páginas, eu não sou de me emocionar em livro.  

Como é uma história que todos já conhecem, não vou me estender mais na resenha.

A editora Leya me mata com essas capas maravilhosas, diagramação perfeita, tudo lindo e maravilhoso. Vivo paquerando com esse livro.

E pra finalizar... Leiam! Não é uma história de super-herói, mas uma ficção cientifica muito bem construída e que vale a pena. Dá pra ler mesmo que você não saiba e não entenda nada sobre o universo do Super Homem. Portanto, recomendo!

Por: Mar


quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Clube da Luta (resenha)

Clube da Luta
Autoria: Chuck Palahniuk
Editora: Leya
Nota: 5 estrelas
Sinopse: Considerado um clássico moderno desde sua publicação em 1996, o livro Clube da Luta consagrou Chuck Palahniuk como um dos mais importantes e criativos autores contemporâneos, além do próprio livro como um cânone da cultura pop. O livro que estava esgotado há anos volta às livrarias nessa caprichada edição. O clube da luta é idealizado por Tyler Durden, que acha que encontrou uma maneira de viver fora dos limites da sociedade e das regras sem sentido. Mas o que está por vir de sua mente pode piorar muito daqui para frente. 

Avaliação:
A primeira regra do clube da luta, é que você não fala sobre o clube da luta.
A segunda regra do clube da luta, é que você não fala sobre o clube da luta.

E aqui vou eu quebrar as duas primeiras regras falando sobre o clube da luta...

Acredito que todo mundo que lê, possui alguns títulos na memória que ficarão marcados para sempre. Clube da Luta entrou para a minha lista mental de favoritos. O filme é bem conhecido, mais até do que o livro que o originou. Se algum dia na minha vida assisti ao longa metragem, não me recordo. Por isso, tudo que li era inédito. Comprei sem saber do que se tratava o enredo. Mas pensei “se todos falam tão bem do filme, o livro não deve ser ruim”. Embora esse tenha sido meu pensamento, confesso que não criei muitas expectativas.

O inicio é bem confuso. Os primeiros capítulos me deixaram acreditando que a leitura seria difícil, que eu ia precisar filosofar muito pra entender tudo. Só que não foi bem assim, graças a Deus! A leitura começou a ficar muito gostosa ao ponto de eu ter pena de ler, pois o livro é curtinho e iria acabar rápido. Agora que acabou, estou com aquela sensação de ter ficado órfã.

Eu pensava que seria só sobre lutas, sabão (quem já leu ou viu o filme vai entender) e filosofia. Mas ai aparece uma mulher. Um romance! Um triângulo! Um clichê! Um clichê dos mais incomuns possíveis, mas ainda assim, um clichê. Jurava que seria uma leitura pesada, devido à abordagem das lutas e pancadaria. Surpreendi-me quando me peguei rindo em diversos trechos. Fiquei me perguntando se fui a única a ler e achar o narrador e a Marla engraçados. Depois de uns três capítulos, me vi viciada.

Basicamente, existem três personagens marcantes. O Tyler Durden, o narrador (que a gente não descobre o nome, ele representa apenas uma pessoa comum) e Marla Singer. Chuck Palahniuk definitivamente soube criar bons personagens, bem embasados e com personalidades reais. Isso por si só já me fez amar o livro.
O narrador é um funcionário comum em uma empresa, com problemas de insônia e que, pra conseguir dormir, frequenta grupos de apoio. Grupos que não têm nada a ver com seus problemas, como “Homens Remanescentes Unidos” que é destinado a homens com câncer de testículo. É numa dessas reuniões desse grupo específico, que ele conhece Marla. Só por esse fato, já dá pra ter uma noção de quão peculiar é essa mulher.

Tyler e o narrador se conhecem durante uma viagem de trabalho. Logo em seguida, vão morar juntos devido uma explosão sem explicação no apartamento do narrador e se tornam melhores amigos. Nos primeiros capítulos, você percebe que Tyler é tudo aquilo que o narrador gostaria de ser, pois enquanto o narrador tem um emprego comum e uma vida medíocre, Tyler é inteligente, esperto, forte, cheio de energia e com coragem o suficiente pra perseguir seus ideais. Ou seja, o leitor se vê cativado pelo idealismo de Tyler Durden.

A ideia do clube da luta surge em um bar, quando Tyler pede para o narrador lhe bater. A partir desse ponto, muita coisa acontece. O clube da luta vai ganhando grandes proporções porque muitos homens se identificam com a filosofia e modo de pensar de Tyler. Para esses homens, levar socos fazia todo sentido.

Com relação a esse livro, eu prefiro não comentar muito sobre o enredo, nem sobre os personagens. A graça e a magia acontecem melhor se você for ler na ignorância. Ai sim, a genialidade do autor aparece. Acho que se eu tivesse alguma recordação do filme, a leitura não teria sido tão impactante. E eu, que não esperava nenhum mistério, acabei sendo surpreendida da melhor forma possível.

Sobre as críticas e filosofias que o autor inseriu em todo o contexto da trama, você absorve sem nem sentir. Não é aquele tipo de leitura densa, que exige muito do leitor. Não é aquele livro que você lê preparada pra tirar alguma lição, embora eu tenha começado a ler dessa forma. Até eu começar a me apaixonar pelos personagens e rir do narrador e suas tiradas cômicas sutis. Depois disso, foi puro divertimento. Eu quase nem prestei atenção no que estava por trás de toda a violência. E mesmo assim, é impossível não notar a crítica ao consumismo, à sociedade moderna, aos padrões, a essa busca por uma identidade própria e por aí vai. Também há todo um questionamento sobre a morte.

“ Você não é o que você veste, você não é a sua camisa da Hollister, sua cueca Calvin Klein, seu terno Armani, sua bolsa Prada ou seu tênis Nike”

A luta externa, a meu ver, só representava metaforicamente, a luta interna diária de todo ser humano que nasce, cresce, estuda, trabalha, faz família... E vive apenas para isso. Trabalhar, ganhar dinheiro e comprar coisas que não precisa. E também, essa questão de que vivendo essa vida padronizada, você acaba não vivendo. Levar porrada e sentir dor era uma forma de se sentir vivo.

 A forma como o autor vai levando e mostrando os fatos da história é um pouco diferente do que eu estava acostumada. Ele dá saltos, pulos e deixa buracos de um capítulo para o outro e às vezes, dentro do mesmo capítulo. Por isso, quando iniciei a leitura, achei confuso e estranhei. Mas confiem em mim, no final, tudo faz sentido. Todas as pontas soltas são amarradas magistralmente.

E antes que eu esqueça, não sei dizer ao certo o motivo, mas os personagens me lembraram muito os personagens de O Lado Bom da Vida. O narrador me lembrou demais o Pat Peoples e a Marla me lembra a Tifanny e ao mesmo tempo, a mãe do Pat. E a relação do Tyler e da Tifanny me lembrava da relação dos pais do Pat. Talvez eu seja a única que vê semelhança.

Amei a capa, a diagramação, a folha e o tamanho da letra. Não tenho nenhuma ressalva com relação à edição que tenho.

Clube da Luta é um daqueles livros que eu acho que todos deveriam ler. Recomendo!

Por: Mar


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