Se eu ficar
Autoria: Gayle
Forman
Editora: Novo
Conceito
Nota: 4 estrelas
Sinopse: Depois do
acidente, ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo sendo tirado
dos destroços do carro de seus pais – mas não sente nada. Tudo o que ela pode
fazer é assistir ao esforço dos médicos para salvar sua vida, enquanto seus
amigos e parentes aguardam na sala de espera... e o seu amor luta para ficar
perto dela. Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu
antes do acidente – e também o que aconteceu depois. Ela sabe que precisa fazer
a escolha mais difícil de todas.
Avaliação: Comprei
esse livro por estar todo mundo comentando sobre e também por conta do filme,
que eu não pretendia assistir antes de ler a história. Confesso que por mais em
alta que ele esteja, eu não tinha captado sobre como era o enredo e li meio sem
expectativas, meio no escuro.
Para quem ainda não leu e é como eu, que não entendia bem o
contexto do livro, vou explicar sem dar muitos detalhes... Mia e sua família
sofrem um acidente de carro, num dia que poderia ter sido só mais um dia como
todos os outros. E ai, Mia fica em coma. Entre a vida e a morte. Não
direi mais do que isso, pois é um livro tão curtinho que qualquer coisa pode
ser spoiler.
Quero só falar do que a história me fez sentir, de como me
afetou.
Li o primeiro “capítulo”, digamos assim, pois o livro é
dividido em horas, e me peguei com os olhos cheios de lágrimas. E eu pensei “meu
Deus, se eu tô emocionada agora, imagine quantas vezes vou ter chorado até o final”.
De fato, meu pensamento se concretizou. Chorei mesmo em várias partes, porque o
enredo me acertou em cheio. Identifiquei-me com a protagonista em tantos
detalhes, mesmo que no geral, nós fossemos diferentes.
Fez-me pensar em quanto a vida pode mudar de repente, num
dia comum.
Sei que talvez para muitas pessoas o romance possa ter chamado atenção. Mas o romance foi o de menos para
mim. Não me acertou como deveria. Eu gostei do romance, mesmo! Achei real, sem
idealizações, sem clichês. Mas o que mexeu mesmo com o meu emocional foi a família em si
e o estado de coma da protagonista. Meu sentimento foi de que eu já tinha
vivido aquilo. E vivi, de certa forma. Só que não era eu ligada por tubos e
precisando de ajuda de aparelhos para respirar. Eu sabia como as pessoas dentro
do livro estavam se sentindo, incluindo a Mia. Por isso, achei que tudo ali
retratado pela autora, foi condizente com a realidade, mesmo que a gente não
saiba o que acontece com um paciente em coma; se ele pode nos ouvir, se ele
pode nos ver. Por eu acreditar nisso, me pareceu real.
Outra coisa muito abordada no livro foi a música. Achei bem
interessante isso, a forma como a música mescla com os sentimentos e com as
pessoas.
A leitura me surpreendeu de forma positiva. A escrita é
simples, fluida e em muitas partes, carregadas de sentimento. É super fácil e
rápido de ler.
Não sei se vai conseguir tocar todas as pessoas da forma
como me tocou, porque isso vai muito da subjetividade de cada um. Inclusive,
acredito que se eu nunca tivesse passado por uma situação semelhante a da
família da protagonista, com um ente querido em coma e tudo mais, provavelmente
minha opinião sobre o livro seria completamente diferente. Teria tido apenas
uma cena em que eu choraria e acharia o enredo no geral meio irreal, banal,
pequeno e sem sentido. Resumindo, eu não teria gostado tanto. E foi só por isso
que eu não dei cinco estrelinhas.
Na minha edição, há vários errinhos de digitação, mas
relevei. Achei a capa inspirada no filme muito linda e todo o resto é lindo, as
folhas decoradas com notas musicais.
No mais, recomendo demais!
Por: Mar