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domingo, 29 de dezembro de 2013

Magia ou Loucura (resenha)

Magia ou Loucura
Autoria: Justine Larbalestier
Editora: Galera
Nota: 3 estrelas.
Sinopse: Por 15 anos Razão viveu no interior da Austrália com sua mãe, Sarafina. Desde quando ela consegue se lembrar, as duas vivem fugindo da avó, Esmeralda - uma bruxa que pratica terríveis rituais de magia negra. Mas, depois que Sarafina enlouquece, Razão é mandada para o lugar que mais teme: a casa da avó, em Sidney.

Mas o lugar nao se parece em nada com o que Sarafina descreveu, e Esmeralda não aparenta ser maléfica. Pela primeira vez, Razão se vê questionando os ensinamentos da mãe... Mas espere aí! Mesmo sem ter visto sinais de fumaça e espelhos espalhados pela casa - altamente perigosos, segundo Sarafina -, a avó guarda dentes de pessoas escondidos e tem uma chave misteriosa na gaveta. Ela não pode ser boa, pode?

Avaliação: Mais um livro que li há anos. Este é o primeiro de uma trilogia. Já li todos e foi muito bom.

Razão Cansino é nossa protagonista. Nome muito estranho, certo?

Sua mãe, Sarafina, não queria saber de magia, por isso colocou este nome na filha, para que fosse sempre um lembrete de que deveria se apoiar em coisas como intelecto, racionalidade, lógica e razão, esquecendo da magia.

A história começa quando Sarafina enlouquece e Razão vai morar com a avó, Esmeralda. O problema é: durante toda a sua vida, Razão foi levada a crer que a avó é má, louca e magia não existe. Foi uma grande surpresa para a protagonista quando descobriu que existe sim, magia e pior, é ela ou a loucura.

''As histórias da minha mãe me inundaram de repente. Todas as coisas que Sarafina vivenciara... tinham acontecido aqui.''

Magia ou loucura traduz à perfeição o dilema deste primeiro volume. Não explicarei melhor esta afirmação, deverá ler o livro para descobrir.

''Tom sabia o meu verdadeiro nome. Eu já tinha sentido vontade de contar-lhe coisas que nunca tinha contado para ninguém...''

Gosto das personagens secundárias e há uma esperança de romance aqui.

Esqueci de contar! Me identifiquei muito com Razão. Ela é ótima com matemática! Não sou tão boa quanto ela, mas depois que a conheci passei um tempo fissurada em Fibonacci e não foi inútil, me ajudou bastante em uma questão da prova ano passado.

''Os Fibonacci são os meus favoritos. Dá para chegar muito longe com eles. No infinito, para falar a verdade. Os Fibonacci são números muito especiais que ficam cada vez maiores à medida que você vai fazendo as contas. Os Fibs são como as mentiras: vão criando mais Fibs sem parar, ou param quando você se cansa da brincadeira.''

Não é um grande livro, com altas complicações, aventuras e emoções. Mas tem um enredo interessante e é ótimo para passar o tempo. Lembro que quando comecei a ler, simplesmente não consegui largar Magia ou Loucura. Há algumas aventuras e mistérios que te impedem de se afastar. A escrita também ajuda bastante.
É um ótimo livro.

A diagramação é boa. A capa é... bem, é a capa certo? Não vejo nada de especial, mas não se acanhem por causa disso, a leitura vale a pena!

Por: Mel

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Cidade dos Ossos (resenha)

Cidade dos Ossos
Autoria: Cassandra Clare
Editora: Galera
Nota: 3 estrelas
Sinopse: Um mundo oculto está prestes a ser revelado... Quando a jovem Clary decide ir para Nova York se divertir numa discoteca, ela nunca poderia imaginar que testemunharia um assassinato - muito menos um assassinato cometido por três adolescentes cobertos por tatuagens enigmáticas e brandindo armas bizarras. Clary sabe que deve chamar a polícia, mas é difícil explicar um assassinato quando o corpo desaparece no ar e os assassinos são invisíveis para todos, menos para ela. Tão surpresa quanto assustada, Clary aceita ouvir o que os jovens têm a dizer... Uma tribo de guerreiros secreta dedicada a libertar a terra de demônios, os Caçadores das Sombras têm uma missão em nosso mundo, e Clary pode já estar mais envolvida na história do que gostaria.

Avaliação: Um livro que eu bem me lembro, foi comparado ao famoso Harry Potter. E eu nunca fui capaz de entender tal comparação, pois acho que Cidade dos Ossos não chega nem aos pés. Até entendo quem vê semelhanças, mas são detalhes totalmente irrelevantes em minha opinião.

Li sem criar expectativas, pois não faz o meu estilo de leitura. Li com o intuito de passar o tempo, de desopilar. Portanto, não me decepcionei em nada. Esperava um enredo mediano, personagens medianos e diálogos medianos. E foi exatamente o que tive. Quem ama Cidade dos Ossos, por favor, não se sintam ofendidos com a minha opinião. Só acho que está longe de ser uma obra prima ou merecedor de todos os elogios.

Clary testemunha um assassinato que ninguém mais consegue ver. Enxerga pessoas que ninguém mais consegue enxergar. Logo no começo, sabemos que tem algo diferente com a protagonista. O que só vem a se reafirmar no decorrer do livro. Quando sua mãe desaparece, Clary conta com a ajuda dos Caçadores das Sombras; Jace, Alec e Isabelle. Ao ler, você irá entender o que é ser um Caçador das Sombras.

“O menino nunca mais chorou e nunca mais se esqueceu do que aprendeu: que amar é destruir e que ser amado é ser destruído.”

São muitos personagens. O Simon, o Luke, o Hodge, Magnus Bane, Valentim, Jocelyn, dentre outros. Há muitos segredos e mistérios envolvidos nessa história. O que não te deixa largar o livro. Além da escrita da Cassandra Clare ser bem fácil e ágil. Já vi pessoas reclamando da escrita dela, mas eu achei super acessível. 

Acredito que o final tenha deixado muita gente de boca aberta. A autora foi bem ousada em terminar o primeiro volume daquela forma. Só não fiquei tão surpresa, porque ao longo das páginas, ela dá vários indícios de que aquela situação vai acontecer. Pretendo ler todos os outros volumes, pois preciso saber se aquele final procede ou não. Parte do meu cérebro diz que é tudo uma brincadeirinha da autora.

“Todos os adolescentes do mundo se sentem assim, arrasados ou estranhos, diferentes de algum jeito, algo como um rei nascido em uma família de camponeses por engano. Talvez não melhores, mas diferentes. E não é fácil ser diferente.”

Para variar, a Clary me irritou em muitos momentos. Ela tinha determinadas atitudes muito boas, que me faziam gostar dela, mas na maior parte do tempo, ela simplesmente não me descia. O Jace... Vou ser bem sincera, eu só conseguia imaginar ele como o ator do filme e me dava logo uma revolta. Jace era pra ser lindo e convencido e sarcástico. Ai quando eu imaginava o ator do filme, me dava logo um nó no estômago. Desculpem-me quem gosta, mas eu acho o Jamie (ator) horrível de feio e nunca vou me conformar com ele sendo o Jace. O Simon e a Isabelle eram os melhores. Eu adorava o senso de humor do Simon e a força e determinação da Isabelle.

“- Aquelas garotas do outro lado do vagão estão encarando você.
Jace deu um olhar afetado.
- Claro que estão. – ele disse – Sou extremamente atraente.”

Acho que nem tenho muito o que dizer nessa resenha. Não foi uma história marcante. Por mais que eu tenha gostado muito do Simon e da Isabelle, eles não me marcaram o suficiente. É um livro que eu recomendaria para adolescentes e pré-adolescentes. Ou para quem quer desopilar. Tem bastante ação, tem humor, tem uma mitologia interessante... Para quem gosta de fantasia, é uma boa pedida.  


A adaptação cinematográfica foi uma decepção pra mim. Mudaram muita coisa, embora eu entenda o motivo de certas mudanças. Mas algumas eu simplesmente detestei, foram desnecessárias. E, tirando a Lily Collins (Clary), achei que nenhum dos atores foram fieis aos personagens do livro. Não deram tanto espaço a Isabelle. Faltaram ironias no Jace. E por ai vai.

“As piores coisas que os homens já fizeram foram em nome do amor.”

A capa de Cidade dos Ossos é linda, a diagramação é boa, as letras são num tamanho bom de ler, as folhas amareladas. Chama atenção numa livraria.


Por: Mar

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Fallen (resenha)

Fallen
Autoria: Lauren Kate
Editora: Galera
Nota: 1 estrela
Sinopse: Algo parece estranhamente familiar em relação a Daniel Grigori. Solitário e enigmático, ele chama a atenção de Luce logo no seu primeiro dia de aula no internato. A mudança de escola foi difícil para a jovem, mas encontrar Daniel parece aliviar o peso das sombras que atormentam seu passado: um incêndio misterioso levou Luce até ali. Irremediavelmente atraída por Daniel, ela quer descobrir qual é o segredo que ele precisa tanto esconder... mesmo que isso a aproxime da morte.

Avaliação: Esse ano eu estava na escola e uma amiga minha estava lendo uma das continuações desse livro. Falou super bem, super animada sobre a série. E eu tinha o livro em casa. No mesmo dia, assim que coloquei os pés no quarto fui atrás de Fallen para ler. Então quando leio a primeira página descubro que já o havia lido no ano anterior.

Conseguiram perceber como esse livro foi ''importante'' para mim e a estória foi ''fantástica''?

Quando costumo ler um livro bom, fico bem ansiosa para ter a continuação, doida para ler. Esse não. Eu comprei Fallen, li e ponto.

Se nunca terminar de ler a história, não fará a mínima diferença, não me atraiu em quase nada. A capa é a melhor coisa. É linda!

Sei que muitos amam, mas eu não consegui amar nem criar vínculo com nenhum dos personagens.

A trama me lembrou demais de Para Sempre Os Imortais. Na verdade, foi uma mistura bem louca de vários livros que havia lido. Sabe quando alguém coloca no liquidificador tudo o que tem na geladeira e na despensa? Pois é...

Não fica muito interessante.

E parece que todos esses elementos não levam a lugar algum, pois penso que a autora não conseguiu criar algo realmente bom e atraente. Que dê vontade de ler, reler e recomendar para todos os amigos, conhecidos e até mesmo desconhecidos.

Nada contra quem gostou. Talvez se eu tivesse lido com meus 11 ou 12 anos, tivesse gostado. Naquela época eu gostava de um bocado de coisas e o tanto de elementos que tem nesse livro talvez me surpreendesse.

A protagonista era muito besta. Daniel conseguiu me conquistar. Tudo deixou muito a desejar. Não lembro de nenhum personagem que tenha me conquistado. Folheando o livro para procurar alguma coisa, não se encontra nada de decente, nenhum conteúdo. Não consigo me expressar direito o que senti ao ler esse livro e ao pensar nele. Para resumir tudo, foi um dos piores livros que li na minha vida!

Talvez exagere um pouco, pois os paradidáticos da escola são piores. Mas os da escola eu nunca criei expectativas, nunca esperei gostar de nenhum. Pensei que iria, no mínimo, gostar de Fallen. Descobrir que é simplesmente decepcionante e que a autora não sabe lidar com o conteúdo que tenta por fez desse livro algo totalmente esquecível.

Minha opinião. Quem quiser ler, fique a vontade. Essa minha amiga que amou é uma viciada em leitura assim como eu.

Aí vai alguns trechos:

''Luce se sentiu honrada quando percebeu o que Daniel queria dizer: que ele nunca havia ido ao lago com outra pessoa antes. Apenas com ela.''

''Precisava se controlar com essa história de Daniel. Conhecia ele há um dia e já sentia que se encaminhara para um lugar muito estranho e pouco familiar.''

Nada a reclamar da diagramação. É boa.

Parece que ia ter um filme e eu não sei direito da história. Só sei que até agora nada.


Por: Mel

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Sorte ou Azar? (resenha)

Sorte ou Azar
Autoria: Meg Cabot
Editora: Galera
Nota: 2 estrelas
Sinopse: A falta de sorte parece perseguir Jinx onde quer que ela vá – e por isso ela está tão animada com a mudança para a casa dos tios, em Nova York. Talvez, do outro lado do país, Jinx consiga finalmente se livrar da má sorte. Ou, pelo menos, escape da confusão que provocou em sua pequena cidade natal. Mas logo ela percebe que não é apenas da má sorte que está fugindo. É de algo muito mais sinistro… Será que sua falta de sorte é, na verdade, um dom, e a profecia sob a qual ela viveu desde o dia que nasceu é a única coisa que poderá salvá-la?

Avaliação: Já fiz várias resenhas e a menor nota que dei foi um 4 até o presente momento, pois estava focada nos livros que mais gostei ou me marcaram. Agora, Mar me falou que eu devia começar a fazer resenhas de livros que não gostei tanto assim, então vamos lá.

Sorte ou Azar é mais um livro infanto juvenil de uma das minhas autoras preferidas, Meg Cabot. Diferentemente de Todo Garoto Tem e muitos outros livros que escreveu, este é o ''pior'' que eu li.

O elemento comédia, que é a marca registrada desta autora, faz parte do livro. Não posso dizer que não foi divertido ou que não tive bons momentos o lendo. Digo então que simplesmente não marcou nem acrescentou nada. Faz um bom tempo que o li e sinceramente, se a Mar não tivesse me feito pensar em livros que não gostei tanto assim, nunca lembraria da existência deste.

Jinx é nossa protagonista, é uma azarada e parece ter grandes poderes. Tory é sua prima, é louca e invejosa. Zach é o par romântico de Jinx.

Há outros personagens, mas não os lembro e sei que nenhum me cativou. Nem Zach, Tory ou até mesmo Jinx, embora tenha me feito rir, jamais diria que gostei dela.

Na minha opinião, tudo ficou muito a desejar. Lembro de ter achado o romance muito fraquinho e a estória também. O assunto principal, que era o dom da protagonista, deveria ter tido mais detalhes e o romance mais bem trabalhado, como as personagens também. Lembro que o final me frustrou, pois em relação ao tema sobrenatural que mais adoro que é magia, Sorte ou Azar foi o pior livro sobre que já li em toda a minha vida.

Mesmo assim eu o recomendo para uma tarde de muito tédio e sem outras opções de leitura. Apesar da minha frustração e de coisas faltando, eu me diverti e tenho certeza de que outras pessoas devem ter gostado mais do livro do que eu.

A capa do livro é fofa e não vi defeitos na diagramação.

Por: Mel

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Ela só pensa em dinheiro (resenha)

Ela só pensa em dinheiro
Autoria: Cherry Cheva
Editora: Galera
Nota: 5 estrelas
Sinopse: Quem pode imaginar que se meter em encrenca poderia ser tão divertido?

Maya sempre foi uma boa menina e Camden era um garoto popular que parecia não ter nada na cabeça. Ela nunca imaginou que pudessem ter algo em comum. Mas, quando os pais de Maya viajam e ela tem de tomar conta do restaurante tailandês da família, acaba se metendo em uma grande confusão. De uma hora para outra, ela precisa de dinheiro para pagar uma multa muito, muito alta. Agora, só Camdem e um plano diabólico que inclui Maya fazendo deveres de casa por dinheiro podem salvá-la. E, se fizer tudo direitinho, ela pode até acabar conquistando esse bad boy.

Avaliação: Eu li Ela só pensa em dinheiro quando devia ter uns 12 ou 13 anos e mais de uma vez. Os livros que li aos 12 e 13 anos foram aqueles que me tornaram uma viciada em leitura, então este que faço a resenha hoje foi um dos que mais influenciaram uma garota a amar ler.

O que acontece quando um casal viaja e deixa sua filha nerd, responsável e certinha de 17 anos cuidando do restaurante da família?

Uma multa de 10 mil dólares!

Maya é a filha modelo e a aluna modelo, então ninguém poderia esperar que conseguisse essa multa de 10 mil dólares e muito menos que se juntasse ao bad boy da escola, Camden, com um plano maluco e totalmente contra as regras para conseguir dinheiro.

''O que pode acontecer quando juntamos...
a) uma garota acima da média
b) um cara incrivelmente gato
c) uma multa altíssima e
d) um plano que envolve muita desonestidade e... muito dinheiro?
Resposta: A melhor época da minha vida.''

Ela é o tipo de pessoa que quando algo dá errado não perde tempo chorando ou indo atrás de alguém para resolver seus problemas, muito pelo contrário, vai atrás de resolver sozinha e antes que descubram.

''Depois eu me perguntei como conseguiria ganhar 10 mil dólares em um mês e meio.
Striptease?
Não.
Prostituição?
Nem pensar.
Vender meus óvulos para casais com problemas de fertilidade que querem filhos com DNA inteligente?
Talvez.
E então a solução veio à minha mente. E ela era muito pior.''

E Camden King é o tipo de garoto popular, riquinho, desinteressado nos estudos, galinha, irritante, fofo e conquistador que pode levar uma garota exemplar à perdição.

E os dois juntos nos proporcionam este tipo de diálogo:

''— Quer saber? Você meio que está certa. Você anda, tipo, um trapo ultimamente.
...
— Obrigada — agradeci, seca.
— Talvez você devesse pensar em usar maquiagem ou algo assim — sugeriu ele.
— Vou providenciar.
— Ou colocar um pouco de Botox.
— Vou pegar o da sua mãe emprestado.''

Ela só pensa em dinheiro é a prova clara de que quando algo dá errado e você tenta consertar, as coisas podem sair de controle e tudo pode ir por água abaixo.

''Argh! E agora? O que eu faria agora?
...
Apertei o botão de limpar para apagar o que já havia escrito e digitei o novo texto: ''FERROU''.''

Me identifiquei muito com Maya, pois tenho um lado meio nerd, responsável e certinho. Cam, apelido de Camden, com seu encanto conquistou-me há uns anos e nunca saiu do meu coração.

''— Ciúmes? — provoquei, olhando para ele.
— Exatamente — respondeu ele.
E eu fiquei sem ar por um segundo, porque, pela primeira vez, ele não estava rindo com ar de deboche.''

Esse livro nos mostra o quanto uma pessoa pode ser influenciada por outras. É como uma bola. Cam consegue trazer nossa protagonista para o seu mundo e para um esquema arriscado. A antiga garota certinha arrasta consigo seus amigos nerds também. É bem parecido com o que acontece na vida real, as más influências dominando e propagando. No meio de tudo há o dinheiro e a popularidade que se tornam um ''prêmio'' para aqueles que se corromperem.

''— Sério, agora. É isso que você deve fazer. Pegue seus amigos e faça isso. Pague a eles, tipo, 75 dólares para cada um e fique com o resto. Você pagará a multa rapidinho.''

''E, no dia que se seguiu, fiz um cálculo rápido e me dei conta de que eu conseguiria ganhar dinheiro suficiente para pagar a multa apenas com as comissões.''

Ela só pensa em dinheiro é divertido, engraçado e super fácil de ler. Os diálogos dos personagens principais são muito engraçados. Na verdade, nossa protagonista pode conseguir um doutorado em respostas rápidas e inteligentes e nosso bad boy não fica atrás. E quanto a capa e o título que muitos dizem não ser atraentes, ignorem! As letras possuem um ótimo tamanho e a história vale a pena. Depois que você começar a ler não irá conseguir parar até terminar. Não há muita enrolação, as coisas simplesmente vão acontecendo e te faz querer chegar logo ao final para descobrir o que acontece.

''E, no dia seguinte, disse a Camden que eu queria me aposentar.
— Isso é ótimo — disse ele. Estávamos no carro dele, ele estava acima da velocidade, como sempre, e manteve uma mão no volante enquanto me oferecia a outra para uma batida de mãos. — Você vai curtir a vida como eu? No estilo cafetão e tudo?''

Super recomendo o livro, ainda mais para aqueles que almejam uma tarde divertida.

''— Então... são 200 dólares — falei, afastando-me dele de forma deliberada.
— Claro — disse ele, pegando a carteira e começando a me entregar o dinheiro, mas parou antes de eu pegar. — Mas será que eu não ganho um desconto?
— Como assim? — perguntei.
— O desconto de ficante? — esclareceu ele, rindo.
— Será que você não quer dizer que eu mereço um bônus por ter tido que aturar aquilo? — devolvi.
...
— Mas eu não quis mesmo — respondi, ficando cada vez mais zangada.
...
— Mentirosa — acusou ele. — Aqueles foram os três melhores segundos da sua vida até agora.''

Por: Mel

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Todo Garoto Tem (resenha)

Todo Garoto Tem
Autoria: Meg Cabot
Editora: Galera
Nota: 5 estrelas
Sinopse: A cartunista Jane Harris está louca para viajar para a Europa pela primeira vez, especialmente como madrinha do casamento secreto da sua melhor amiga Holly. Mas quando Jane finalmente conhece Cal Langdon, o grande amigo do noivo, é ódio à primeira vista, e nenhum dos dois fica muito feliz com a ideia de passar uma semana na mesma casa, não importa que seja em uma linda região da Itália.

E quando a cerimônia de casamento de seus melhores amigos corre o risco de não acontecer, Jane e Cal precisam esquecer as brigas e ajudá-los a realizar o sonho do sagrado matrimônio. Será que eles conseguirão deixar as brigas de lado?

Avaliação: Quem nunca ouviu falar de Meg Cabot? Ou até mesmo de Patrícia Cabot ou seu pseudonimo Jenny Carroll? Seu nome mesmo é Meggin Patricia Cabot.

Estou falando um pouco da autora, pois sou muito fã. Adoro seus livros, mas isso não vem ao caso no momento.

O que vem ao caso é: Todo Garoto Tem.

Já viram um livro começar com duas passagens de avião e duas notinhas de compras do free shop de um aeroporto?

Este começa e deixa eu contar uma coisa...

A notinha da personagem principal, Jane, me fez rir.

Quando você consegue rir de algo assim, dá para perceber que o resto do livro será uma comédia.

Não me decepcionei.

Até devo tê-lo lido umas 3 ou 4 vezes.

É um livro bem leve e divertido. Foi escrito num formato nada comum. Uma espécie de diário, várias mensagens de texto, e-mails e até bilhetinhos de papel! Não é uma leitura difícil, muito pelo contrário, é bem dinâmica.

Jane é uma cartunista, possui um gato com um temperamento meio difícil, tem uma mãe fofoqueira e um pai ímã para desastres.

Cal é um jornalista, escritor, muito racional e nada romântico.

Cal: ''Você sabe que o amor não passa de uma reação química no cérebro causada por um pico de feniletilamina, não sabe?''
Eu: (confusa) ''Você está dizendo que Holly e o Mark não se amam de verdade? Que está tudo na cabeça deles?''
Cal: ''Estou dizendo que ninguém ama ninguém. As pessoas se atraem umas às outras e formam pares devido ao nosso instinto de reprodução. Mas essa atração não dura muito. Assim como acontece com todas as drogas, o corpo desenvolve tolerância à feniletilamina e, no fim, a atração que um dia você sentiu pelo seu parceiro diminui. É tudo perfeitamente natural. É possível obter a mesma quantidade de feniletilamina, um estimulante a que a mente anseia, tanto ingerindo grandes quantidades de chocolate quanto, abre aspas, se apaixonando, fecha aspas.''

Depois que li esse livro entendi o porquê de gostar tanto de chocolate. E o motivo pelo qual muitas pessoas se separam quando um tempo antes podiam fazer juras de amor eterno e dar a vida pela pessoa amada.

Claro que nem eu, nem a Jane concordamos com Cal, apesar de o que ter dito ter algo de verdadeiro.

Minha mãe me falou uma vez que o amor é como uma plantinha, precisa de muito carinho e cuidados, senão murcha e morre. Muita gente não sabe cuidar dessas plantinhas, desse amor, por isso que não vai para frente, mas isso não quer dizer que não possa durar uma vida toda, pois é claro que pode! Só é um pouco difícil...

Holly e Mark são os melhores amigos de Jane e Cal, respectivamente. Eles são de religiões diferentes e estão fugindo para a Itália a fim de se casarem, pois a família não aprova.

Nosso casal principal possui uma missão: fazer este casamento acontecer!

São os padrinhos e parece que tudo começa a dar errado, impossibilitando que os pombinhos casem. Logo passam bastante tempo juntos resolvendo os problemas.

Mesmo que o padrinho, Cal Langdon, seja tão cético e não queira que seu melhor amigo caia na cilada do casamento, Jane consegue de alguma forma fazê-lo ajudar a dar certo, mesmo que não queira e tenha má vontade.

''Não POSSO permitir que aquele homem destrua a única relação romântica verdadeiramente sólida que restou no universo... bom, tirando a da minha mãe e do meu pai, mas, eca, não quero pensar nisso agora.''

Não posso contar mais da história, apesar de ser um romance água com açúcar é realmente divertido e cheio de acontecimentos. Você ri tanto que até sai lágrimas.

Todo Garoto Tem é perfeito para uma tarde ociosa. É realmente divertido e não tem como não pensar nas personagens e nos acontecimentos com um sentimento de carinho e de choque por ter lido mesmo aquilo, que se transforma em risadas. Os adjetivos que eles se dão são uma verdadeira comédia.

''...será que ela poderia mesmo, a sério, achar, por um minuto que fosse, que eu poderia gostar deste Senhor Nada-Pode-Se-Intrometer-Entre-Mim-E-O-Meu-Blackberry?''

''Ah, se o Nazista do Descanso de Braço pelo menos pudesse AFASTAR O COTOVELO...''

''Cal Langdon = Cria de Satanás.''

Mark: Você não gostou dela.
Cal: Não disse isso. Só disse que ela parece inofensiva. Assim como uma sucuri parece inofensiva quando está enrolada em um galho de árvore três metros acima da sua cabeça.

Perceberam como Jane ama Cal Langdon? E não posso dizer que ele a ama, pois não acredita muito nesta palavra.

A capa é fofinha, as letras mudam de acordo com o meio em que foi escrito (ex: diário, e-mail, bilhetes) e o resto da diagramação é perfeita também.

Por: Mel
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